quarta-feira, 30 de abril de 2008

Liso



























Somente na semana passada eu perdi o medo e tive coragem de usar a chapinha na temperatura mais alta. Até então eu usava na temperatura para cabelos frágeis e finos. Mas meu cabelo não é nada frágil e muito menos fino. Eu tinha receio de tostar o cabelo e por isso usava na temperatura baixa. Quando usei na temperatura adequada para o meu cabelo vi a diferença que faz. Alisa pra valer! Fica lisinho mesmo . O melhor de tudo é que não queimei o cabelo. Ufa! Acho que estou ficando craque no assunto.

Agora sim: Bom feriadão!!!!


E o feriado tá vindo....


Eu sou muito lerda quando o assunto é emoção. Lerda no sentido que se fico mal demoro para me recuperar e isso é muito ruim, pois às vezes uma pequena chateação pode acabar com o meu ânimo pelo dia todo. Às vezes chego a achar que deve ter alguma tendência depressiva, sei lá. Mas acho que o que acontece é que eu realmente demoro para digerir as emoções. Como escrevi no tópico do desapego, eu queria ser menos emocional. Não me importar tanto com as coisas, assim tudo passaria mais rápido. Mas comigo nada é vivido na superfície e aí fica tudo mais complicado.

Enfim, este post está muito deprê. Por isso coloquei a foto com as flores para alegrar este post. Afinal amanhã é feriado! Temos um feriadão pela frente. Deprê e feriado não combinam mesmo. :)

Mas não se preocupem,a blogueira está bem. Só um pouco dramática por conta de umas coisinhas que acontecem aqui e ali. Nada de grave, mas impossível não deixar isso transparecer por aqui.

Mas tem uma coisa que me deixou muito contente: estarei em casa para ver o último capítulo da novela Desejo Proibido. Bendito feriado! :) Isso foi uma ótima surpresa!

Bom feriado para todos!!!!!




terça-feira, 29 de abril de 2008

Trabalho


Eu sou uma trabalhadora responsável. Sempre procuro fazer o meu trabalho bem, não gosto de fazer as coisas mal feitas ou deixar assuntos sem resolver. Mas tudo isso dentro do expediente. Sou um reloginho, chego pontualmente e saio pontualmente. Para que eu fique no meu trabalho além do meu horário tem que ser realmente necessário. O trabalho é parte da minha vida, mas não deixo que vire o item principal da minha vida. Eu vejo que é cada vez mais normal as pessoas ficarem no trabalho além do expediente, se matarem de trabalhar e praticamente abdicarem da vida particular. Muitas vezes os que fazem isso não recebem nada em troca. Não é justo. O trabalho é uma relação de troca e esta troca tem que ser justa. Eu trabalho em troca de um salário e tenho assim obrigação de cumprir minhas tarefas no horário que me foi estipulado. Tudo que sair do estipulado tem que ser negociado e uma nova troca tem que ser estabelecida. Se eu preciso trabalhar em um sábado eu exijo um dia de folga extra. Se tiver que ficar mais tarde, é justo que eu receba em troca uma hora de folga extra. Nunca vou alterar esta postura, mesmo sabendo que ela pode ser vista com antipatia na empresa. Mas não vou dar o meu trabalho de graça, afinal não trabalho por caridade, e sim porque preciso do meu salário. Se eu aceito trabalhar sem obter o retorno devido eu estou me desavalorizando, e assim deixo a empresa mal acostumada, sabendo que sempre estarei à disposição. A empresa fica em uma situação muito confortável, paga por um período de trabalho e ganha mais tempo de trabalho de seu empregado. Mas eu não estou em promoção, e nunca me sujeito a este tipo de coisa. Muito se fala em "vestir a camisa" da empresa, e parece que é senso comum que isso significa estar à disposição da empresa tempo integral. Eu discordo. Eu sou dedicada ao meu trabalho, me esforço para que tudo saia certo, mas tudo dentro do espaço em que o trabalho ocupa em minha vida. Sem exageros. Nem por isso me acho menos dedicada que os outros que ficam até de madrugada na empresa. Na verdade são ponto de vista diferentes. Se a pessoa se sente bem trabalhando 14,16 horas por dia, perfeito. O problema é que na maioria das vezes as pessoas se embrenham neste ritmo insano de trabalho por medo de perder o emprego, sentem-se pressionadas e têm receio de colocar limites nos horários de trabalho. Ficam assim sem vida pessoal, e acabam se anulando como pessoa, virando um robozinho trabalhador. A última coisa que quero nesta vida é virar um robozinho trabalhador. Queria mesmo era virar madame! E viver só o lado bom da vida!!! Mas enquanto isso não acontece ( e acho que não vai acontecer mesmo) sigo trabalhando e sempre tomando o cuidado para o trabalho não invadir a minha vida particular.


segunda-feira, 28 de abril de 2008

Virada Estrelar



Depois do feriadão agitado, eu confesso que estava com muita preguiça de encarar a Virada Cultural. Quase a preguiça venceu. Foi por pouco, mesmo. Este ano o Planetário do Parque Ibirapuera fez parte da programação da Virada Cultural e isso me animou. Eu sempre gostei de planetários e lembro que fiquei encantada das vezes que fui quando era criança. Resolvi ir na sessão das duas da manhã (de sábado para domingo). Fui com Wally e Sugarbaby. Gostei de estar no parque em um horário tão inusitado. Este é para mim o maior charme da Virada Cultural, ter a chance de ir aos lugares em horários alternativos e impossíveis de ir em situações normais. Para meu espanto muita gente teve a mesma idéia. E para nossa sorte, tivemos a idéia de comprar os ingressos com antecedência. Compramos pela internet, apesar do site ser confuso, deu tudo certo e para minha surpresa não foi cobrada taxa de conveniência. Muitos dos que foram ao planetário sem ingresso previamente comprado, perderam a viagem, pois estes esgotaram umas 2 horas antes da sessão.




O planetário foi reaberto há pouco tempo, depois de passar muitos anos desativado e abandonado. Hoje está todo reestruturado, com poltronas confortáveis. A sala de projeção está linda. E o projetor é bem moderno e compacto. Eu lembro bem do projetor antigo, que era enorme, parecia um monstro intergalático. Assistimos à projeção denominada Planetas do Universo, que conta com a narração do ator Ailton Graça. No começo eu fiquei apreensiva, pois as imagens exibidas são de água, geleiras e o texto fala sobre o desequilíbrio da natureza. Deve ter sido por pouco tempo, mas para mim pareciam minutos eternos e eu só me perguntava onde estavam as estrelas e Saturno. Mas de repente tudo ficou escuro para valer e as estrelas apareceram em toda sua beleza e intensidade. Foi emocionante mesmo. Deste ponto em diante foi um deslumbramento só. Muitas imagens lindas das estrelas e planetas, acompanhadas de informações pertinentes e "traduzidas" com perfeição para que leigos como eu pudessem compreender. Sim, Saturno apareceu e ainda por duas vezes. Realmente é o planeta mais legal do universo. Sou fã de Saturno, é meio estranho ser fã de um planeta, mas desde sempre gostei muito de Saturno. A razão eu não sei.
Em alguns momentos o céu estrelado se move e se tem uma sensação linda e um tanto perturbadora, parece que a gente que se move, que estamos em uma nave viajando pelo céu. Saí de lá encantada. O céu cheio de estrelas é algo lindo mesmo, pena que aqui em nossa cidade é praticamente impossível ver as estrelas. Ao sair do planetário olhei para o céu e vi apenas a Lua solitária, linda , mas apenas com uma estrelinha por perto. É, céu estrelado aqui em São Paulo somente no planetário.


Visitem o planetário do Parque Ibirapuera, vale a pena!


sexta-feira, 25 de abril de 2008

Just Love



Novamente um beijo está causando o maior zum-zum-zum. Foi anunciado que haverá um beijo entre dois homens na novela Duas Caras e como sempre foi criado um clima de polêmica sobre o assunto. Eu sinceramente duvido que o beijo seja mostrado, pois a Globo não quer "chocar" o seu público. Eu realmente não entendo como um beijo pode chocar ou ofender alguém. Como uma demonstração de carinho pode ser ofensiva?
Mas a blogueira aqui acha que todo tipo de beijo é lindo, seja homem com mulher, mulher com mulher ou homem com homem. Sou romântica e meu romantismo não tem preconceito. Supiro por histórias de amor não importando o sexo dos amantes. Sempre torço pelo final feliz!

E o final feliz para os casais gays "internacionais", que um deles seja brasileiro, promete ficar mais fácil. Saiu uma notícia que o Brasil vai aceitar o pedido de visto de permanência por Reunião Familiar (ou visto por casamento ) de estrangeiro que possua um relacionamento estável com um cidadão do mesmo sexo. Espero que isso seja mesmo colocado em prática, pois é muito sofrido viver na incerteza se o seu amor poderá ficar no país. Quando eu estava passando por esta incerteza, sem saber se o visto do Wally seria concedido, fiquei sabendo do primeiro casal homossexual que conseguiu êxito no pedido de visto de permanência no Brasil. Isso foi em 2002,foram duas mulheres. A estrangeira, francesa, entrou com pedido de visto baseada no seu relacionamento com a namorada brasileira. Claro que não foi pelos trâmites normais, houve todo um longo processo , mas quem julgou reconheceu os laços afetivos que uniam as duas e foi decidido que a francesa poderia viver legalmente no país. Imagino a alegria delas! É uma grande alívio quando o visto é concedido, as incertezas se dissipam e fica uma alegria imensa.

Que um dia um beijo entre dois homens seja apenas um beijo e que um casal homessexual enfrente menos dificuldades para ficar junto.


Bom fim de semana!!!




Nota da blogueira: Sim, a foto é de um quase-beijo. Mas foi a mais bonita que eu achei. Procurei muito uma foto legal de beijo entre homens, mas todas as que vi não me agradaram e a que me agradou era muito pequenininha. Pena.


quinta-feira, 24 de abril de 2008

Terremoto


Terremoto assusta São Paulo. Esta era a manchete da maioria dos jornais que estavam nas bancas ontem. Parece até mentira, mas houve um terremoto aqui na cidade. Foi pequeno, a maioria nem percebeu. Alguns colegas no trabalho contaram que sentiram a casa balançando. Deve ser uma sensação bem estranha mesmo. Eu não senti nada. Pela hora que foi, eu estava jogando Burn`Out no Xbox com o Demian. É um jogo de corrida de carros onde quem provoca mais batidas vence. Estávamos os dois ouvindo tantos crashes na tv e sentindo o joystick tremer a cada batida, se a terra tremeu por aqui nem notamos, pois com certeza achamos que era do jogo.
Até agora parece mentira que houve um terremoto aqui. É muito surreal. Terremoto sempre foi coisa de outros países, de outras terras. Realmente as coisas estão mudando no mundo, a natureza resolveu bagunçar o coreto e tudo está confuso. O clima não é mais o mesmo. Aqui em São Paulo faz um calor que nunca tivemos antes. Pelo jeito nada será como antes... Mas sinceramente, eu acho que a natureza está se revoltando contra os maus-tratos sofridos até hoje.


E vocês, sentiram o tal terremoto ? Como foi ? Ainda bem que não senti, acho que teria ficado com medinho.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

2 jantares


Demian, Eu, Fê e Andrea


O feriado foi especial, foi um feriado de encontros legais. Um tanto confuso, mas foi especial assim mesmo. Andrea veio para cá, a viagem estava anunciada há algumas semanas, mas quando a data foi chegando perto eu já não sabia mais se ela viria mesmo. Foi um adiamento de viagem atrás do outro. Eu e Demian ansiosos esperando por ela, sem saber quando ela chegaria. Mas ela veio!!! Chegou domingo à noite. Fui encontrá-la somente na segunda-feira à noite. O planejado era um almoço na cantina Generale, mas o almoço virou jantar, pois acabou atrasando um tanto!
Nesta noite conheci pessoalmente também dois amigos queridos de blog : Fê Guimarães e a Ril.








Tinha muita gente no jantar. Gente bacana, mas como eu sou confusa com nomes fico devendo o nome de todos por aqui. Boa parte desta gente bacana faz o blog bacana Vida Própria.




Olha a Ril na foto do topo!

Gostei muito da cantina. Lugar bem legal e com comida boa!



E ontem teve mais um jantar especial em casa. Desta vez um jantarzinho onde o prato principal foram empanadas argentinas e os convidados especias foram Andrea e Demian.
Wally, Demian e eu jogamos muito video-game enquanto esperávamos a Andrea achar o caminho de casa. Estávamos tão entretidos que nem notamos o tal terremoto. Sério. E finalmente Andrea e eu assistimos um capítulo de novela juntas!
O jantar foi ótimo e nossa noite terminou com um inesperado city-tour noturno para a turista. Fomos levá-la até a rodoviária e acabamos perdendo o rumo e ela ganhou um belo passeio noturno pelas ruas de São Paulo.


terça-feira, 22 de abril de 2008

Anybody Out There

No feriado terminei de ler o livro "Anybody Out There" da Marian Keyes. Nunca tinha lido livros desta autora. Já a conhecia de nome e seus livros sempre me chamaram a atenção pelas capas coloridas, mas nunca tinha tido vontade de lê-los. Num domingo de Março, durante um passeio no shopping, entrei na Saraiva e me deparei com o livro da foto. Fiquei encantada com a capa e resolvi ver do que se tratava. Folheei o livro um pouco e comprei. Aliás, o preço estava muito bom, R$22,00 por uma edição em Inglês, formato pocket book.
O livro foi meu companheiro inseparável nas últimas semanas. Praticamente eu o li durante o trajeto casa-trabalho-casa. Mesmo quando não encontrava lugar para sentar no ônibus, eu lia assim mesmo, em pé.
O livro me emocionou muito. Me fez rir e chorar, literalmente. A história começa com a protagonista, Anna Walsh, toda arrebentada. Ela está se recuperando de um grave acidente e está na casa de sua mãe. Anna é irlandesa e tem 30 e poucos anos. Nada sabemos do acidente, tudo é revelado aos poucos por meio de flashbacks. Sabemos apenas que Anna quer voltar para os Estados Unidos, mais precisamente para New York para retomar o seu trabalho e reencontrar o amor da sua vida, Aidan. O que mais a perturba é a falta de contato de Aidan, e isso a faz sofrer imensamente. Ela então consegue convencer sua mãe que precisa voltar para New York e viaja em busca de respostas e para voltar a viver a sua vida, que ficou em suspensão uns 3 meses por conta do acidente.
A narrativa do livro é uma alternância do momento presente e do passado. A história é bem estruturada, vai nos mostrando tudo aos poucos. Eu fiquei com a mesma sensação que Anna tem, de estar perdida, sem entender o que passa. Além do drama do amor perdido, o livro tem muitos momentos engraçados. Pois Anna é um tanto atrapalhada e tem uma família bem amalucada. Os momentos de sua vida profissional garantem ótimos momentos no livro. Mas é um livro que não se pode falar muito sobre os detalhes da história, pois perderia sua força. O ideal é lê-lo como eu fiz, sem saber praticamente nada e assim conseguir se envolver e se emocionar com os acontecimentos.

Quem estiver interessado em ler o livro PARE a leitura do post AQUI. Vou comentar sobre detalhes da história.




Tem certeza que quer ler??? Não quero estragar a leitura de ninguém....





Bom, então prossiga!





O livro me emocionou muito porque o Aidan, marido de Anna, morreu. Isso só é revelado no meio do livro. Anna está num estado de tristeza e negação da realidade. Enquanto ela ainda acha que ele vai voltar, ela fica enviando e-mails para ele todos os dias. Nestes e-mails comenta de coisas cotidianas e pergunta porque ele não a procura mais. É o jeito de ela sentir que ele está próximo. Isso me tocou muito porque eu tenho este costume. Sempre que Wally viaja eu escrevo um monte de e-mails para ele, mesmo sabendo que dificilmente ele vai conseguir me responder, mas escrevo mesmo assim, pois é o jeito de "conversar" com ele e matar as saudades. A cena em que ela "descobre" que o marido morreu é impactante também. Ela sonha com ele e no sonho ela pergunta como ele conseguiu estar ali sendo que ele está morto. Ela leva um choque com o sonho, e eu também levei. A partir deste ponto o livro foca-se em mostrar como ela tenta lidar com a nova realidade. Tudo é colocado de uma maneira bem real, pois mostra como a dor do luto é solitária. Por mais que todos tentem ajudá-la, depende somente dela a superação da perda. Ela tem que aprender a conviver com a ausência do homem que tanto ama, aprender a ser feliz novamente, mas sem esquecer do Aidan e tentar transformar toda a dor numa lembrança bonita. Enfim, é um livro que me emocionou muito porque infelizmente eu sei o que é vivenciar o luto e porque me assombra viver uma situação como a dela. Deve ser muito duro perder o seu amor assim de repente, num acidente. Ela tinha um companheiro de vida e de repente se viu sozinha e teve reaprender a viver assim. O final me tocou muito, ela tentou por diversos meios entrar em contato com o marido morto, não conseguiu. E no final tem um sonho com ele. Ele vem visitá-la e diz que a ama e que sempre estará com ela, mas que ela tem que continuar a viver e tentar ser feliz, que a vida dela não pode parar. Chorei mesmo. Eu já tive sonhos assim com o meu pai, é algo valioso. Quando isso acontece eu penso que ele veio me visitar, e fico feliz. Enfim, é um lindo livro sobre como lidar com a perda de uma pessoa querida. É um livro que mostra que é possível ser feliz depois da perda. Não é fácil, mas o tempo ajuda muito.



domingo, 20 de abril de 2008

Interferências



Há duas semana apareceu um ícone estranho na telinha do meu celular. Apareceu assim do nada. Desde então comecei a ter problemas para falar ao celular. As pessoas não me ouviam e as ligações caíam muito. Mas o problema era intermitente, então notei que sempre que fazia ou recebia uma chamada o tal do ícone desconhecido aparecia. A situação começou a ficar crítica, pois eu já não conseguia mais falar direito com ninguém. Comecei a ficar realmente aborrecida e chateada. Comecei a pensar que meu celular estava com defeito.
Hoje cedo novamente o problema apareceu, recebi uma ligação e de repente a pessoa do outro lado parou de me ouvir e a ligação foi cortada. Pedi socorro para o Wally, que também já andava bem chateado por não conseguir conversar comigo pelo celular, que é o meio de comunicação mais utilizado por nós durante os dias úteis.
Fizemos alguns testes, trocamos o chip do celular e o maldito ícone aparecia sempre. E era ele aparecer para a ligação ficar ruim. No meu manual do celular não cita este ícone. Então procuramos um manual no site do celular e encontramos a tradução para o ícone misterioso. É o ícone do sinal 3G, que avisa que a rede 3G está disponível. Aí estava o problema, quando o celular entrava em ligação ele começava a buscar o sinal 3G e isso interferia no sinal GSM e o celular não conseguia conectar direito em rede alguma e a ligação caía. Para resolver o problema fui na configuração de redes do celular e coloquei para que ele conecte somente na rede GSM. Pronto, assim ele voltou ao normal! Fiz algumas ligações e consegui conversar direitinho, sem interferências e as chamadas não foram cortadas.


Creio que mais gente esteja com estes problemas. Por isso resolvi postar aqui, pois as empresas de telefonia não alertam para este tipo de problema. E a gente fica feito bobo tentando descobrir a razão da interferência.




sexta-feira, 18 de abril de 2008

Meu gatão


Com gatos em casa a gente sempre tem pequenas surpresas. No domingo a tarde Sam viu a caminha dele dentro do cesto de roupa suja e não teve dúvidas: pulou lá dentro! Aí fez esta carinha linda quando a gente o pegou no flagra! Um fofo!
Este fim de semana a caminha e as mantinhas dele e do Frodo foram lavadas, para ficarem bem limpinhas para acolher o Sam quando ele voltar do veterinário hoje à tarde. Hoje cedo ele vai passar por um tratamento dentário e terá que tomar anestesia geral. Há umas 3 semanas ele perdeu um dente. Caiu o dente inteirinho, assim do nada. Wally então levou o Sam no veterinário-dentista ( sim, existe dentista para animais!) e foi detectado inflamação na gengiva. Se precisar vai ter algum dente extraído. Bom, estou bem preocupada. Nestes dias que antecederam o tratamento eu evitei pensar nisso, mas hoje não tem jeito. Só ficarei sossegada quando Wally me ligar e avisar que Sam acordou. Eu vou junto com Wally levar o Sam no veterinário logo cedinho e depois ele vai buscá-lo. Vai ser duro trabalhar preocupada neste tanto. Ano passado o Frodo passou pelo mesmo tratamento e foi tudo bem. Isso me deixa mais tranquila, mas não tem como não me preocupar.

Eu sou muito preocupada com eles. Às vezes até um pouco neurótica. No hall do andar do meu apartamento tem uma janelinha, que sempre está aberta. Janelinha sem tela de proteção. Eu morro de medo de que eles escapem quando a gente estiver entrando ou saindo e pulem pela janela. Então eu tomo muito cuidado. Minha mãe diz que eu exagero, mas prefiro ser exagerada. Eles são muito serelepes e sempre ficam muito curiosos com a porta. Quando eu chego muito carregada de coisas eu fecho a janela antes de abrir a porta. Não consigo carregar a bolsa, meu agasalho, o guarda-chuva, o livro da Marian Keyes , abrir a porta e controlar 2 gatos. Sem chance. Por isso prefiro fechar a janela, pois se eles me enganam e saem, nada de mal acontece. O pior que pode acontecer numa situação assim é eles encontrarem com o cachorrinho da vizinha. Aliás, espero que isso nunca aconteça, seria aquele auê!

Assim que eu souber que o meu gatão acordou da anestesia eu atualizo este post!


Bom feriadão para todos e até terça!

Atualização - 10h34min: Sam já acordou, tratamento feito.Tudo certo. Veterinária disse que ele é um gato bravo. Será que ele atacou alguém? Ele ainda ficará um tempinho em observação. Wally deve buscá-lo por volta do meio-dia. Ufa! :)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Roupas




Ultimamente anda difícil escolher qual a roupa para ir ao trabalho. Não tenho acertado. Ou vou com agasalho demais e volto para casa carregando tudo ou vou com pouco agasalho e passo frio. Está ridículo. Terça-feira fui trabalhar de calça, camiseta e levei um casaco fininho. Saí de casa o clima estava ameno. De repente começou a esfriar. Cheguei no trabalho morrendo de frio. Resultado: comprei um agasalho na hora do almoço. Uma blusa de tricô linda, marrom escura, para combinar com o resto do visual daquele dia. Dia seguinte, dia nublado e vento frio. Coloquei a blusa nova. Resultado: o sol apareceu e o clima esquentou. Passei calor. E para completar o meu infortúnio, na hora de voltar para casa começou a chover e peguei um ônibus lotado e quente. Péssimo. Irritante esta variação de temperatura, eu não consigo conviver com isso. Eu sempre fui indecisa para me vestir e agora tenho que lidar com este complicador, o clima mutante de São Paulo. O que mais quero agora são estações do ano bem delimitadas. Mas é impossível, eu sei...

Por falar em roupas, ontem como sempre fui dar umas voltas pela João Cachoeira depois do almoço. Gosto de olhar as vitrines cheias de roupas legais. De vez em quando caio em tentação e compro alguma coisa. É um perigo trabalhar em um lugar rodeado de lojas legais, mas eu tenho lidado bem com isso até agora. E durante o meu tour habitual me deparei com algo que nunca tinha visto antes. Uma cueca cor-de-rosa! Rosinha bebê para ser mais exata. Cueca marca Lupo, tipo boxer. Confesso que isso me chocou! Sério, fiquei tentando imaginar um homem com aquela cueca. Não consegui. É engraçado como a gente acaba se prendendo aos padrões. Sempre aprendemos que homem não pode usar coisas de cor rosa. Não é cor de homem e ponto. Nos últimos tempos isso tem mudado um pouco, hoje é comum vermos homens com gravatas em tons rosas e lilás e com camisas e camisetas rosas.Tem algumas camisas rosas que acho legais e que ficam realmente bem neles. Ainda causa alguma estranheza, confesso, mas já consigo encarar como coisa normal. Mas nunca tinha sequer imaginado que esta liberdade cromática havia chegado nas roupas íntimas masculinas. Acho isso bem legal, pois é muito entediante usar roupa íntima sempre da mesma cor. Eu gosto de tudo colorido. Gosto de lingerie com cor fora do convencional, em geral tento variar bastante a cor na hora de comprar. Acho que a calcinha com cor mais estranha que tive foi verde oliva. E claro que tenho coisas em cor bege. Tem que ter, é imprescindível, pois dependendo da roupa que se usa não dá para colocar uma lingeria roxa, né? Pois nisso eu sou das antigas ainda, roupa de baixo é para ficar ali escondidinha, sem chamar mais atenção que a roupa de cima. Sinceramente acho deselegante quando a cor do sutien "briga" com cor da roupa. Prefiro tudo ornando. Mas hoje não sou tão cri-cri com isso, não me importo mais se coloco uma regata e a alcinha do sutien fica aparecendo. Mas desde que a alça seja da mesma cor da camiseta, é claro!

E vocês? Gostam de cores nas roupas de baixo?

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Contra a maré



É com muita tristeza que vejo todos estes protestos durante o percurso da tocha olímpica pelo mundo. Não se deve misturar as olimpíadas com assuntos políticos. O que vai adiantar estragarem com os jogos olímpicos? Vão conseguir a independência do Tibet? Não. Vão conseguir apenas prejudicar os atletas. Sou contra este tipo de protesto, que já está passando de simples protesto para agressões aos que carregam a tocha olímpica. Logo alguma desgraça acontece. Não questiono a luta dos cidadãos do Tibet pela independência de seu país, apenas acho equivocada a maneira que estão fazendo isso. E também não concordo com a campanha de boicote aos jogos olímpicos promovida pelos que apóiam a causa do Tibet. Este boicote não vai prejudicar a China. E também acho rídiculo pedirem aos atletas que não participem dos jogos. Participar de uma olimpíada é muitas vezes uma chance única para o atleta, pedir para um atleta esperar 4 anos por outra olimpíada é praticamente pedir para que ele desista do sonho de estar em uma olimpíada. Pois em 4 anos dificilmente o atleta terá a mesma condição física para conseguir classificação para os jogos.
Um jeito de prejudicar a China, como querem os manifestantes pró-Tibet, seria atingir a sua economia. Isso seria possível através de um boicote geral aos produtos chineses. Simples, não? Nem tanto. Praticamente impossível eu diria. Os produtos fabricados na China estão presentes em nosso dia a dia de uma maneira absurda. Tudo que a gente compra tem alguma peça feita na China. E compramos outros tantos produtos que são feitos inteiramente em fábricas chinesas.
Um exemplo básico da impossibilidade do boicote: Este computador no qual escrevo agora tem um selo com os dizeres "made in Brazil", mas mesmo assim tá cheio de outros selos dizendo que os componentes vieram da China. Ou seja, se eu decidisse boicotar os produtos chineses a primeira coisa que teria que fazer era desligar o meu notebook e abandonar o blog e a internet. Mas não farei isso. Não sou inocente ao ponto de achar que um gesto solitário de boicote faria alguma diferença para a economia chinesa. Isso só faria estrago na minha vida.
Enfim, eu estou contra a maré e não vou boicotar as olimpíadas. Vou seguir tudinho e vou rezar para que nada de errado aconteça, que ninguém,
em nome da independência do Tibet, atente contra a vida dos atletas, torcedores e das pessoas que trabalharão nos jogos . Nada justifica atos que possam ferir ou mesmo matar os que estarão nos jogos.
Que os Jogos Olímpicos sejam repletos de festa e emoção! Que deixem a política de lado para que o esporte brilhe!



Nota da blogueira: Infelizmente eu tive que ativar as malditas letrinhas de verificação nos comentários. Eu odeio as letrinhas, mas não tem jeito. A caixa de comentários do blog tem sofrido invasão de comentários-spam com vírus. Como não quero causar problemas para ninguém, pois é clicar no maldito link do comentário-spam e a desgraça está feita, resolvi colocar a verificação para que isso pare. Espero que as letrinhas não espante os comentários de vocês. :)


terça-feira, 15 de abril de 2008

Desapego




Li esta semana uma notícia sobre um site que incentiva a troca de livros. Pelo que eu entendi funciona assim: você se inscreve no site, gera um cadastro para o livro e informa onde ele será deixado para a troca. Quem pegá-lo vai ao site e informa que pegou, assim o ex-dono do livro pode saber por onde anda o seu exemplar. A idéia é compartilhar o conteúdo de um livro que a pessoa já leu e está esquecido na estante. Eu achei a idéia bem bacana, mas não sei se entraria nessa. Talvez eu estaria disposta a trocar um livro que eu tenha gostado mais ou menos, mas nunca colocaria a disposição um livro que me emocionou. Eu me apego ao livro quando é assim e quero guardá-lo, mesmo sabendo que dificilmente o lerei novamente.
Uma coisa que eu preciso melhorar em mim é o desapego. Eu tenho dificuldade de encerrar as coisas, seja sair de um trabalho ou cortar laços com alguém. Sempre me envolvo demais com tudo e acabo demorando muito tempo para colocar um ponto final. Mas também quando tomo a decisão é para sempre, sem retorno. Talvez esta seja a única vantagem, pois como a idéia fica pairando na minha cabeça por muito tempo, acabo refletindo muito sobre os prós e contras e quando a decisão sai , ela está madura, a salvo de arrependimentos. Quando eu mudei da casa para o apartamento da minha mãe tive que me desfazer de algumas coleções de revistas e foi muito difícil. Eram revistas ( Superinteressante, Capricho e Bizz) que eu guardava há anos e tinha carinho por elas. Mas no apartamento não caberiam, então resolvi doar. Foi triste. Parace bobagem, mas eu fiquei triste mesmo quando vi minhas revistas indo embora. Na época eu guardei apenas uma coleção: Bizz Letras Traduzidas. Lembro que na época da mudança elas se perderam e eu achei que as tinha perdido para sempre. Fiquei arrasada mesmo. Elas foram encontradas e continuam no apartamento da minha mãe, assim como os meus LPs, pois em meu apartamento eu não tenho lugar. Sei que lá estão bem guardados. Se eu fico assim com coisas materiais, quando o assunto é encerrar um relacionamento, seja namoro ou amizade ( sim, nem sempre as amizades são para sempre...) eu fico realmente mal. É difícil manter a distância, mesmo sabendo que é o melhor para mim. Se gosto mesmo da pessoa, fico em uma luta interna entre o lado racional, que diz para me afastar, e o lado emocional, que diz que ainda há "conserto" para a situação. É bem complicado mesmo. Muitas vezes já desejei ser uma pessoa mais desapegada, pois certamente as coisas seriam mais fáceis. Mesmo quando eu terminei com o "falecido" foi sofrido, e olha que a situação do namoro já estava feia na época. Quem sabe este site de livros não seja um bom início para aprender a ser desapegada ? Quem gostou da idéia da trocas de livros clique AQUI.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Contatos


Ainda hoje recebo olhares de espanto quando conto que conheci meu marido na internet. Percebo que para muitos a internet ainda é algo de outro mundo, mesmo depois de tanto tempo já fazendo parte do dia a dia de muitos. A reação de muitos quando eu conto como conheci meu marido é rir e chegam até falar que estou tirando sarro, inventando história. Talvez as pessoas esperem algo mais "normal", que eu fale que o conheci no trabalho, em uma festa. Afinal a internet para muitos é lugar onde só se encontram malucos, tímidos crônicos e tarados. Pensar que algo verdadeiro pode sair de um encontro virtual é algo difícil para as pessoas acreditarem. Talvez daqui algumas décadas isto mude. Aliás, a coisa está evoluído, eu já ouvi uma história de um casal que se conheceu em um chat via sms! E se casaram! Isso me espanta, confesso que acho fora do normal mesmo. Eu fico pensando como alguém consegue manter uma conversa via sms. Comigo não rolaria, pois eu sou lerda para escrever no telefone, demoro séculos para escrever uma mensagem com poucas palavras, imagine manter uma conversa! Mas isso só demonstra que a tecnologia está servindo para aproximar as pessoas. É uma dádiva destes tempos modernos. A tecnologia propicia que pessoas que dificilmente se encontrariam, seja por diferenças culturais, geográficas ou sociais, se conheçam e criem vínculos reais. Além disso, a internet permite um contato cotidiano com pessoas que vivem longe da gente. Claro que nada substitui o contato ao vivo, mas quando este é difícil, o contato virtual alivia a saudades e mantém os vinculos vivos e fortes.

..............................



Eu estou muito acostumada aos contatos virtuais, sempre estou on line. Quer dizer, estava. Desde o mês passado o meu acesso à internet está restrito. Meu chefe cortou nosso acesso ao MSN. Só me restou acatar a decisão. Nem que eu queira eu consigo burlar o bloqueio (o que é algo até fácil de fazer) , pois todo mundo vê a minha tela do computador. Minha mesa tem uma localização terrível, a tela do monitor fica visível para todos. Então, melhor nem tentar. Com isso estou retomando o hábito de "conversar" por e-mail. É o jeito de manter contato com o mundo exterior durante o expediente. Realmente é muito chato ter este tipo de restrição, ainda mais quando ela vem de forma gratuita. Enfim, ele manda e a gente segue as regras. Mas podia ser pior. Eu iria ficar realmente aborrecida se o acesso ao meu blog ficasse bloqueado. Enfim, já me conformei com a minha existência offline durante o expediente. Afinal, é preciso se adaptar e seguir em frente, ficar resmungando não adianta.

E pronto, já resmunguei por aqui. :)






sábado, 12 de abril de 2008

Saudade e Música


Acordei com vontade de rever dois clipes do Eurovision Song Contest de 2007. Faz quase um ano que vi este concurso e até hoje tenho paixão pelas músicas. Em especial por duas. Tudo isso rendeu um post ano passado no blog antigo. Clique aqui para saber o que é o Eurovision Song Contest e ver os clipes das músicas que mais gostei.

Vou colocar aqui os dois que me empolgaram.

Primeiro os franceses fofos do Le Fatals Picards.


video

E agora a Verka Serduchka que empolgou a platéia e a blogueira aqui. E que me empolga até hoje.




video


É, acordei saudosa hoje. :)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

:)

Confesso, estou sem assunto. Na verdade tenho muitos assuntos sobrevoando a minha cabeça, mas nenhum está maduro o suficiente para virar um post. Junte-se à isso o cansaço de uma semana complicada e o resultado é uma blogueira que já começou e apagou este post umas 7 vezes.
Esta semana foi complicada, muita coisa no trabalho, muita coisa na cabeça, Walter doentinho e reunião de condomínio. Mas teve coisas boas também. Muitas conversas animadas com a Mari pela webcam, com direito à desfile de moda e tudo! Sei o figurino todo da Mari para o inverno 2008. Minha amiga estará muito chique. Só faltou eu ver o tal casaco de lã de carneiro sintético. Aliás, alguém aí sabe como se faz um carneiro sintético, heim?

Aconteceu algo inédito nesta semana, eu inventei uma receita. Sim, eu que não sei cozinhar, criei um prato! E ficou bom. Mas claro que foi uma receita no meu estilo, tudo com comida automática. Aprendam: façam um miojo e no lugar do temperinho coloquem um envelopinho dessas sopinhas instâneas,aquelas para tomar na caneca. Misture tudo e você terá miojo ao molho de queijo! Esta minha incursão na cozinha foi no dia que o Wally estava doentinho, como o cozinheiro oficial do lar estava fora de combate eu tive que me aventurar na cozinha. No final eu jantei bem e consegui cuidar bem do meu maridinho. Fui uma boa enfermeira e ele ficou bem rapidinho!

Ontem depois da reunião do condomínio eu estava meio desanimada, mas um vídeo que a Patty me mandou me fez rir muito. E para animar a sexta-feira de vocês aqui está :



A moça podia fazer uma dupla com a Solange do BBB4, não? Devem ter feito o mesmo curso de Inglês.

Bom fim de semana!!!! :)




quinta-feira, 10 de abril de 2008

Hora do almoço

Odeio sair para almoçar tarde. Em geral meio-dia já estou no hall esperando o elevador para descer os 20 andares que me separam do solo. Mas ontem não teve jeito. Eram 11:55 e triiiiiiiiiiiimmmmm!!!! Cliente cheia de problemas no telefone. Fiquei uns 20 minutos tentando resolver todos os enroscos e quando consegui sair já era tarde demais. Me deparei com o que sempre tento evitar: restaurantes lotados. Eu sempre almoço em restaurantes por quilo, fico variando entre dois que são bem próximos ao trabalho e ambos têm comida honesta, nada assim maravilhoso, mas não posso reclamar. Ontem ao passar pela porta do restaurante 1 eu nem tive coragem de entrar, a fila quase alcançava a porta. Segui então para o restaurante 2, estava cheio também, mas com uma fila mais aceitável. Entrei e peguei meu prato e bandeja. Pesei o prato e parti em busca de um lugar para sentar. Tive sorte, uma mesa ficou vazia na hora que eu iniciava minha busca. Mesa pequena, dois lugares. Mas minha alegria durou pouco, apareceu uma menina, apontou para a cadeira vazia e perguntou:"Está ocupada?" Respondi o óbvio :"Não." A menina se sentou. Ela fez a pergunta errada, pois devia ter perguntado se poderia se sentar ali, na "minha" mesa. Mesmo se fizesse a pergunta certa eu não falaria para ela não sentar. Não teria coragem, mesmo sendo isso o que eu mais quisesse. Não gosto de dividir a mesa com quem eu não conheço. Fico intimidada na hora de comer. Prefiro a solidão do que sentar-me com um estranho. Eu não sou nada sociável nestas ocasiões, não sei interagir com estranhos. Mas não tenho como evitar, pois não teria coragem de falar não. Enfim, almocei com a estranha.
Outra coisa que me incomoda em restaurantes lotados além de companhia não solicitada, é o barulho. Fica um ruído alto de conversas misturadas. Isso me perturba. Quando tem a televisão ligada a situação não melhora, pois sempre está sintonizada nestes programas de futebol. Sempre com aqueles acalorados debates entre os jornalistas indgnados com algum gol anulado ou uma falta não sinalizada pelo juiz. Péssimo.
Em geral meus almoços durante a semana são assim sem charme algum. Eu só me animo quando o prato do dia é rabada. Mas é raro acontecer. De vez em quando eu me canso e resolvo variar, aí vou no Fifties ou no McDonalds. Mas evito, pois não faz muito bem para saúde e muito menos para o bolso.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Prefiro não saber

Hoje em dia está cada vez mais complicado não saber o que vai acontecer na novela, seriados,filmes e até em livros. No caso de novelas, sempre foi mais complicado, pois as revistas de fofoca sempre trouxeram os resumos da semana, mas bastava não olhar para as capas das revistas na banca de jornal para ficar sem saber os acontecimentos dos próximos capítulos. Mas agora é praticamente impossível fugir dos spoilers. Nos portais de internet os jornalistas não têm o menor cuidado e colocam o maldito spoiler já na chamada da matéria: Fulana descobre no altar que é irmã do noivo. Pronto, quando eu me dou conta eu já li e sei de tudo. Fico com muita raiva quando isso acontece. Com a novela Desejo Proibido eu já desencanei, impossível não saber o que vai acontecer, sempre tem spoiler nos sites do Terra e do UOL, não preciso nem procurar, eles parecem que pulam na minha frente. Eu gosto da surpresa, de descobrir o que vai acontecer no momento em que acontece. Saber antes rouba um pouco da emoção e estraga qualquer supresa.

Quando eu me interesso por um filme evito ler críticas antes de assistí-lo. Até de trailers eu prefiro manter distância, pois ultimamente os trailers contam o filme todo. Se eu já sei tudinho o que vai acontecer para que ver o filme, né?
Custa tomar um pouco de cuidado e avisar o incauto leitor que o texto contém spoilers? Com uma frase no começo da matéria o problema é resolvido. Mas poucos fazem isso. Por isso eu não leio reportagens sobre Lost, pois sempre tem um spoiler no meio de tudo. Sempre. E também só entro na Comunidade de Lost no Orkut depois de assistir ao episódio da semana, pois sempre tem um panaca que coloca o spoiler no título do tópico.
Como eu não gosto de saber, eu evito contar detalhes de filmes, seriados e afins aqui no blog. Quando é inevitável, quando eu "preciso" comentar sobre algum detalhe eu aviso. Assim, lê quem quer. E percebo que muitos amigos blogueiros adotam esta tática. Isso me deixa bem contente!

Enfim, não me contem porque eu não quero saber. Pena que é tão difícil ficar na "ignorância" nesta era da informação instântanea...Mas eu não desisto!


terça-feira, 8 de abril de 2008

Blog X dinheiro

Nos últimos dias li duas reportagens ( uma no UOl e outra no Estadão) que debatiam sobre a publicação de posts pagos. Não trata-se de um blog corporativo, onde alguém recebe para escrever um blog dedicado a uma empresa e seus produtos, e sim um post pago para comentar sobre um produto. Isso me chamou atenção, pois eu nunca tinha pensado nesta possibilidade, de escrever um post pago. E esta possibilidade não me agradou, pois compromete a integridade de um blog. Eu não me sentiria bem lendo um post sabendo que aquilo foi pago, ou seja o blogueiro está recebendo para falar bem do produto, fazer propaganda. Como posso acreditar na autenticidade deste blogueiro depois disso? O atrativo de um blog é a autencidade do autor, suas idéias e seu estilo. Aceitando pagamento para postar sobre um assunto determinado o blogueiro estará "traindo" a sua essência. Não quero ser purista e até confesso que adoraria virar uma blogueira profissional, mas faria questão de separar bem as duas instâncias: o blog pessoal e o profissional. Nunca aceitaria fazer um post "anúncio" por aqui. Mas aceitaria de bom grado a empreitada de ser paga para escrever um blog para uma empresa. Pois neste caso tudo ficaria às claras, os leitores saberiam que trata-se de um blog para este fim. Fazendo um post pago aqui eu desvirtuaria o blog, pois este canto aqui não tem amarras com ninguém, só presto contas à minha auto-censura, que decide o que devo ou não dividir com vocês.
Outro ponto ligado à isso é a publicidade nos blogs, a publicação de banners com propagandas. Na época que eu ainda mantinha o blog no UOL surgiu esta possibilidade, foi oferecido um esquema de links patrocinados e que renderia uma graninha ao blogueiro quando o link fosse acessado. Eu cheguei a pensar sobre o assunto, mas depois desisti. Pois não havia como eu ter controle do que seria colocado no meu blog. Eu me sentiria muito mal se visse um link fazendo propaganda de algo que não gosto ou mesmo que vá contra os meus príncipios. Além disso, tinha receio que ficasse muito invasivo e chateasse os leitores. Não sou contra a publicidade nos blogs, mas só colocaria algo aqui se tivesse absoluto controle sobre o conteúdo e o formato da propaganda. Afinal, um dinheiro extra seria muito bem-vindo. Mas tudo indica que este blog continuará sem anúncios, somente com o banner do Adote Um gatinho, que é um "banner-doação". Este blog está longe de ser um fenômeno de popularidade e portanto dúvido que alguém queira anunciar por aqui e aceitar as minhas regras.

E vocês amigos blogueiros, topariam fazer um post pago? E colocar propaganda em seus blogs?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Adote um gatinho:5 anos!





Ontem fui à festa de aniversário dos 5 anos do Adote Um Gatinho(AUG). Eu tenho um carinho muito especial pelo AUG, pois foi através do site que eu adotei os meus filhotes em 2003. O AUG foi criado pela Juliana e Susan para salvar os gatos abandonados, cuidando deles e encontrando um lar para eles. É um trabalho muito bonito e ao mesmo tempo difícil, pois o número de gatos abandonados é muito grande e nem sempre é fácil encontrar pessoas responsáveis para adotar os gatinhos. Todos os gatos doados são castrados e os canditados a pai ou mãe de gato passa por um processo minucioso de seleção. A intenção é sempre encontrar um bom lar para o gatinho, onde ele será bem tratado e estará em segurança, ou seja, sem acesso à rua e se for morar em apartamento, todas a janelas têm que ter telas de proteção.



Na festa tinha um bazar com os produtos do Adote um Gatinho. Claro que não resisti e fiz umas comprinhas. No site tem uma lojinha virtual onde tem vários produtos lindos, clique AQUI para conhecer. Toda a renda obtida com as vendas dos produtos é revertida para os gatinhos que vivem no abrigo mantido pelo AUG. O dinheiro usado para cuidar dos gatos é proveniente das vendas de produtos e de doações. Eu sempre ajudo os gatos carentes e sei que o dinheiro sempre é bem aplicado. Susan e Juliana levam muito a sério este trabalho e são apaixonadas pelos gatos.






























Aqui os filhotes se divertindo com o balão da festa que eu trouxe para eles. Na foto da esquerda o Frodo em pleno ataque e na foto da direita Sam pensando no que faria. Gatos não resistem a um fio!

sábado, 5 de abril de 2008

Jukebox

Mês passado o Stumble me fez descobrir um site muito bacana, o Songza. É um site de música, mais precisamente para ouvir música. Tudo bem simples, tem uma ferramenta de busca e lá você coloca o nome da música ou do cantor/banda que você quer ouvir. O site disponibiliza a relação dos resultados que se encaixam no que você buscou e pronto. Basta clicar e ouvir a música. Se quiser ver o vídeo também dá. Tem ainda opção para comprar a música, que leva o ouvinte para a página da Amazon. E o site também oferece os códigos para colocar um player no blog.
O site é uma ótima companhia durante as horas na internet, o acervo de músicas é grande e bem variado. Tem bastante música brasileira também por lá.

Hoje acordei com vontade de ouvir as canções do Rod Stewart, que fez show ontem na cidade e que eu não fui porque achei os preços dos ingressos muito caros. Na verdade, eu é não sou tão fã assim do Rod para gastar dinheiro em ingresso caro. Então recorri ao Songza para ouvir suas músicas.

Aqui umas das minhas preferidas :







Não fiz o meu registro no site. Tenho preguiça de me cadastrar, só faço isso se realmente é algo que faça alguma diferença. No songza não deve fazer muita.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Auto-imagem

Quando você se olha no espelho, gosta do que vê? E o que vê confere com a opinião das outras pessoas? É muito curioso como a imagem que temos de nós pode ser bem diferente da imagem que os outros têm de nós. Eu me acho normal. Dependendo do meu humor e do cabelo posso me achar linda ou horrorosa. Às vezes escuto um " que linda que você é !". Fico tímida e agradeço. Dependendo do dia eu posso até acreditar nisso, mas nunca recuso o elogio, mesmo quando dúvido dele. Não que eu duvide da sinceridade de quem me elogia. Mas se eu estiver nos dias em que me acho feia fico me perguntando o que a pessoa viu de tão especial em mim. Percebo que isso ocorre com outras pessoas, já aconteceu de eu fazer um elogio, dizer que acho a pessoa linda e ela não aceitar. Em geral quando isso acontece eu não me aperto não e digo: "Então você é feia, quem sou eu para discordar?" Claro que já passei pelo drama clássico de me olhar no espelho e me achar gorda, mesmo quando todo mundo diz que não. Aliás, a melhor situação para verificar se estamos gordos é ir a uma festa de família. Parente não perdoa mesmo, e diz com toda a satisfação do mundo: "nossa como você engordou!". Pelo menos a gente fica tendo certeza e pode tomar as medidas necessárias para reverter a silhueta fora de forma. Ultimamente ando "brigando" com o espelho. Desde sábado estou usando meus óculos antigos, pois os atuais estão na ótica trocando as lentes. Quando me olho no espelho me acho estranha. Fazia muito tempo que não usava esta armação, uns 4 anos, e acho que ela já não combina tanto comigo. Isso está me incomodando e já perturbei o meu marido com isso algumas vezes. Ainda bem que em alguns dias voltarei ao normal. Mas a melhor parte é que praticamente ninguém notou que troquei a armação, sinal que tudo não passa de um draminha básico. Para não deixar ninguém curioso vou mostrar os tais óculos. Como não estou no clima de ser fotografada, coloco aqui uma foto da época em que eu achava estes óculos lindos. Era março de 2001.




Bom fim de semana!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Nada em troca

Quando chega esta época de declaração de imposto de renda eu fico um tanto revoltada. Além de tudo que tiram do meu salário todo mês, o governo ainda tira mais. Como eu não tenho dependentes humanos, não tenho como escapar de pagar o imposto. Não há o que descontar. Enfim, logo terei que ir ao banco pagar o imposto. Pago com raiva e xingando o governo. Teoricamente este dinheiro seria um pagamento por eu usufruir dos serviços do governo. Mas quem diz que há o que possa ser usufruido? Não há. Os serviços de saúde do governo são uma lástima, só para dar um exemplo básico, não se pode depender deles. Assim o dinheiro é tirado de mim, e de todos os brasileiros honestos que pagam imposto, e toma um rumo desconhecido. Pois não vemos nenhum dos serviços públicos melhorar. Se eu visse que o meu imposto está servindo para melhorar a vida dos que não tem outra alternativa e dependem do governo, ficaria conformada. Mas não se vê isso. Vemos apenas os políticos com cada vez mais regalias, cada vez mais casos de corrupção e o bolsa esmola crescendo. O dinheiro dos impostos está servindo para "comprar" votos dos pobres, que ficam agradecidos com a bondade do governo federal e vão votar no candidato no nosso presidente nas eleições. E assim o ciclo vai continuar e nada vai melhorar. Vamos continuar a pagar cada vez mais impostos. Que inveja dos suecos! Eles pagam tanto impostos quanto nós e lá tudo funciona. É outro mundo. Enfim, só me resta me conformar.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Juno


Juno é um filme fofo. Gostei tanto que é até difícil de escrever sobre ele, são tantas sensações boas que o filme me proporcionou que realmente não sei como traduzir aqui. Me envolvi com a história, ri e me emocionei. Juno tem um humor esperto e até singelo eu diria. Tudo é muito bem dosado, comédia e drama tem um equílibrio perfeito, o que faz o filme ter um enfoque único sobre um assunto complicado: a gravidez na adolescência.
Juno é uma menina de 16 anos que fica grávida de um amigo do colégio, Beekler que tem a mesma idade e é tão esquisitinho quanto a Juno. Na verdade eles são tão esquisitos quanto pode um adolescente normal. E a relação deles também é algo indefinido, são amigos que resolveram experimentar o sexo. Juno não ter certeza de nada, se gosta dele ou não, a única certeza que ela tem é que não quer ficar com o filho. Resolve entregar o bebê para adoção. Nos USA tudo é feito de maneira ultra-civilizada, o casal que quer adotar coloca um anúncio no jornal e a mãe que quer doar o filho responde ao anúncio e fazem o acordo. Simples assim, tudo às claras e dentro da lei.

No filme acompanhamos a gravidez de Juno e conhecemos os futuros pais de seu bebê. Gostei muito do casal, não exatamente porque achei um lindo casal. Gostei da maneira que o casal foi mostrado no filme,pois mostra um casamento de "mentira", onde os dois se enganam que vivem um vida feliz. Ficou muito bem caracterizado isso, sem fazer de nenhum dos dois o "vilão" da história, mas sim como duas pessoas querem que o casamento dê certo , mas fazendo tudo do jeito errado.
Eu gostei muito da trilha sonora, as músicas do filme ecoam sem parar na minha cabeça. A abertura do filme me encantou, adorei a música. Gostei tanto que aqui está o vídeo da abertura do filme :





Eu vou procurar a trilha do filme, algo me diz que vou gostar muito mesmo. Aliás, li outro dia que lançaram uma segunda trilha sonora do filme com canções interpretadas pela protagonista, Ellen Page.
Juno é um bom filme para se comentar em uma roda de amigos, pois empolga. É daqueles filmes que a gente assiste e fica horas e horas comentando sobre tudo que passou na tela do cinema. E quando eu estou entusiasmada neste tanto não consigo coordenar bem as idéias... por isso este post foi complicado de sair. :)


terça-feira, 1 de abril de 2008

Jumper


Domingo assisti ao filme Jumper ( USA - 2008) no Cinemark do Shopping D. Gosto muito do cinema de lá, salas boas, ingressos mais baratos e estacionamento grátis. Gostei do filme, tem cenas de ação boas, mas o roteiro não me envolveu. Esperava mais, pois o diretor é o mesmo do primeiro filme do Jason Bourne, que adoro. O filme conta a história de David Rice (Hayden Christensen) um rapaz que aos 15 anos descobriu ter uma rara habilidade : se teletransportar. Ele usa esta habilidade para curtir a vida viajando pelo mundo. Tudo vai bem até o dia em que aparece um cara disposto a matá-lo. E então o filme vira uma história de perseguição. Eu achei que o filme demorou para "começar", ficou muito lenga-lenga no início para explicar como tudo começou. O problema é que o roteiro se preocupou em explicar os detalhes de como tudo começou, e esqueceu-se de explicar a outra parte : quem são os caras que querem matar o mocinho? Sim, o filme nos fornece um nome para os fulanos, mas para por aí. Seria melhor nem explicar nada, deixar o espectador tão perdido quanto o protagonista, funcionaria muito melhor. O filme tem um romance também, mas nem isso me empolgou. Me empolguei mesmo com a cena da Mercedes em alta velocidade por ruas chinesas, ficou parecendo que estava no Burn out. E gostei do outro jumper que aparece no filme, adorei o sotaque e o jeito rebelde dele. Aliás, olhando no IMDB descobri que este jumper é Jamie Bell, o ator que fez o filme Billy Elliot, um filme que me encantou.
Ficou claro que o filme tentou seguir o mesmo estilo dos filmes do Jason Bourne, até a trilha sonora é incrivelmente similar, mas ficou somente na tentativa. Faltou um roteiro melhor, pois somente cenas de ação não fazem um filme empolgar. E acho difícil algum filme superar os filmes do Bourne, que empolgam e tiram o fôlego da platéia. Somente o próximo filme do Jason Bourne pode conseguir este feito. Sim, o quarto filme está em projeto, vi no IMDB.

Saí da sala do cinema querendo ser igual aos jumpers, seria uma maravilha poder me teletransportar e escapar do trânsito! Ou num piscar de olhos visitar os meus amigos e primos que moram longe .... Quero ser um Jumper!!!