segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Niver da mamãe



Ontem minha mãe completou 76 anos e fomos celebrar a data no bar Devassa aqui em Moema. Fomos lá na hora do almoço e ficamos algumas horas batendo papo, rindo, petiscando e bebendo  cerveja, claro , Devassa.  Na foto, eu, Wally, Mari, Carol, Charly, Sugarbaby, mamãe e tia Messias. 



Mamãe que escolheu o local. Ela queria um bar bem perto do apartamento dela e não há nada mais perto que o Devassa, só atravessar a rua! Eu já tinha ido lá logo depois da inauguração no ano passado e tinha gostado. E acertamos na escolha, pois ela adorou. 


Achei bem engraçado minha mãe celebrar o aniversário no Devassa. Afinal, devassa não é uma palavra que combine com mãe. São praticamente antônimos.  Ficou algo inusitado. No domingo eu acabei escrevendo sobre isso no Twitter e hoje recebi esta simpática resposta da turma do bar. E antes mesmo deles responderem eu já sabia que o bar é bem família, de safado ali só tem o nome.  Aliás, o Bar Devassa reanimou uma esquina que estava sofrendo com o fracasso sucessivos de bares. Era uma tristeza passar ali e ver aqueles bares vazios. E conseguir ficar com um bar vazio em Moema é uma proeza! Tem que ser ruim mesmo. Mas o Devassa mudou a sina daquele ponto e agora a esquina vive superanimada. 


Lá tem vários tipos de cerveja.  Tudo com nome de Devassa mais um adjetivo. Eu tomei a Devassa Sarará. O pequeno não lembro o nome, mas era Devassinha alguma coisa. Os nomes são bem simpáticos. Pena que eu não lembre deles para colocar aqui.



Wally e eu demos para ela este gatinho de presente. Eu realmente estava totalmente sem idéias para presente e resolvi ficar navegando por aí em busca de uma idéia. No site da Imaginarium encontrei este gatinho e me encantei. Acertei em cheio no presente. Ela ficou muito feliz com o gato. Quando abriu o pacote falou: "É a Lilo!!!"  Ela adorou o boneco da bactéria mais linda. Realmente ficou bem parecido com a gatinha original. O gatinho é na verdade um cofrinho. Ele é fofo, não?   E me emocionei ao ver o entusiasmo da minha mãe com o presente. :)  Foi um belo domingo! 


 
 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Doces lembranças


Em geral a gente não dá muita atenção nas coisas corriqueiras do dia a dia. Coisas que fazem parte do cotidiano e que muitas vezes fazemos até de maneira automática. Mesmo não percebendo estas coisas acabem marcando a nossa vida e fazendo parte da memória afetiva.  Aconteceu isso comigo com o Nescau. Desde sempre meu café da manhã foi uma caneca de leite com Nescau. Não era qualquer achocolatado não, tinha que ser o Nescau. É o que eu sempre gostei. Nenhum é tão bom. Cresci, estou à beira dos "enta" e Nescau continua presença obrigatória do meu café da manhã.  E  pelo jeito isso não vai mudar. 
Agora minhas manhãs estarão um pouco nostálgicas, a Nestlé lançou embalagens comemorativas de Nescau com rótulos antigos. Comemoração aos 90 anos da Nestlé no Brasil. Ficaram lindas, difícil dizer qual é a mais bonita. Mas sei qual me emociona mais. 



Quando eu vi pela primeira vez o comercial da comemoração dos 90 anos da Nestlé fiquei emocionada quando vi  a embalagem do Nescau dos anos 80. Na propaganda mostra a embalagem original, que era mais larga e mais baixa. Era uma lata e o rótulo era um papel que cobria a lata, não era impresso direto na lata como são as embalagens atuais.  Aí toda vez que a propaganda passava eu parava tudo que eu estava fazendo  só para ver a embalagem do Nescau. Era o Nescau dos meus tempos de escola. Ver aquela embalagem trouxe muitas lembranças, lembranças de como era o meu dia a dia naquele tempo. Lembranças que em geral ficam lá escondidas e que não têm muito destaque nas minhas memórias. Foi uma viagem no tempo mesmo.  Agora com o lançamento da edição comemorativa vou poder vê-la sempre. Vou guardar a lata, virou uma espécie de caixinha de lembranças. De boas lembranças.  


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Bebedouro


Com este calorão andava difícil manter o pote de água dos meus filhotes com água fresca.  Mesmo colocando gelo na água, ela acabava ficando morna rapidinho.  Resolvi então testar um destes bebedouros modernos em que a água fica em movimento constante. Tinha vontade de comprar isso há tempos, mas tinha muito medo de os gatos estranharem e rejeitarem algo tão moderno.  
O estranhamento aconteceu e, para minha sorte, durou pouco tempo. Sam foi o primeiro a se arriscar. Ficou uns bons minutos olhando e cheirando tudo bem de perto até ter coragem de tomar a água. Nena  testou a novidade logo depois dele. Frodo só foi chegar perto depois de observar os testes do Sam e da Nena, quando viu que tudo correu bem foi lá experimentar a novidade. 
Eu gostei muito do bebedouro, pois ele mantém a água  bem fresca. A temperatura da água fica geladinha apenas pelo movimento constante da bomba. Não tem nada de refrigeração, apenas a água em movimento.  
O  bebedouro é de fácil manutenção. Apenas há que se tomar o cuidado de não deixá-lo esvaziar, pois a bomba não pode   ficar funcionando " à seco". É necessário ter uma tomada por perto, pois ele  funciona à energia  elétrica. E como aqui são 3 gatos, a água acaba rápido, tenho que repor a água praticamente todos os dias.
A novidade deu supercerto. Sucesso total! E eu recomendo este tipo de bebedouro para quem tem um bicho em casa. Garante água fresquinha para ele o tempo todo. :) 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Música que emociona





Algumas músicas de amor me fazem chorar. Mês passado escutei pela primeira vez uma música que me emocionou muito. Quando a música terminou eu estava com os olhos cheios de lágrimas. A música mexeu muito comigo. É linda e muito  triste.  Linda porque relata a intensidade de um amor e triste porque trata do fim de este amor, do momento em que percebe-se que aquele amor, pois mais lindo que tenha sido, já não tem mais lugar para existir.  A música chama-se "Lo Que Más" , que está no álbum "Sale El Sol" da Shakira. 

A música passa muita emoção e uma certa coragem, pois tem que ter coragem para reconhecer que uma relação não dá mais certo e que é hora de partir.  E quem termina sofre também, pois o amor, mesmo constatado que o relacionamento já faliu, não acaba de uma hora para outra. Quem parte ainda ama.  Em geral sempre fica a idéia de quem termina uma relação sofra menos que a outra parte. Complicado mensurar o sofrimento, talvez quem termina já esteja um pouco mais preparado para enfrentar tal dor. A outra parte talvez possa ser pega no susto e aí o baque pode ser bem grande. Mas nestes casos não há o que fazer, há que se encarar a realidade, aprender a lidar com a tristeza e seguir em frente. Ficar insistindo não acho que vale a pena. Se a outra pessoa quis partir não há  como impedir. Insistir só tende a piorar tudo e no fim pode ocasionar uma ruptura bem drástica, onde não  haverá lugar  nem  para uma amizade ou mesmo um contato cordial.

É, esta música me emociona muito mesmo. A Shakira fez uma linda canção. 



Nota da blogueira: Este CD é maravilhoso. Tirando as músicas da fase popozuda da Shakira, que são apenas 3, o disco é incrível. Lindas e fortes canções.  É o meu CD preferido do momento, não me canso de ouvir. 

 

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Juntas!


Estes sorrisos vão se repetir em breve. Mais precisamente no mês que vem. Finalmente as primas estarão juntas de novo. Esta foto foi tirada em novembro de 2008, quando nos encontramos para o casamento da minha prima Letizia. Depois desta ocasião não tive mais a chance de estar com todas elas. Elas moram longe, uma parte em Foz do Iguaçu e outra em Asunción no Paraguay. Pensando bem, eu é que moro longe delas, né? Já que sou  minoria. Assim, a gente acaba se encontrando somente quando há uma grande comemoração em família, geralmente em casamentos. E mês que vem mais um primo vai se casar, o Leo, irmão da Leti, e toda a família estará lá em Foz para celebrar este momento tão importante na vida do importante na vida do Leo e da Sandra. 




Eu já estou com tudo pronto para viajar. Hoje fui até a agência de viagem para comprar o pacote. Mamãe e Paula vão com a gente também.  Mas neste casamento não haverá uma foto como esta acima, onde todas nós estamos super arrumadas. Vai ser tudo mais casual, um casamento simples. Eu adorei a idéia, acho bacana quando eu me arrumo, mas gosto mesmo de estar mais à vontade. A noiva é a primeira da esquerda na foto acima. Já é nossa prima de fato há muitos anos, ela e Leo namoram há tempos.  Em nossa família é assim, sempre consideramos nossos primos os maridos/esposas/namorados/namoradas de nossos primos. Sempre recebemos todos bem.  Quando não há integração garanto que a culpa não é nossa (dos primos!). Felizmente isso é raro de acontecer (mas acontece!). Em geral todos se dão bem, gostam da companhia uns dos outros e assim a nossa família vai ficando cada vez maior e mais alegre.  Estou ansiosa para estar perto de todos os primos de novo. A saudade é enorme.  Que chegue logo o dia da viagem! :) 




Nota da blogueira: Hoje a internet facilita muito o contato entre a gente. O Facebook tem nos proporcionado uma interação muito bacana, quase cotidiana.  O melhor de tudo que o contato fica natural, bem espontâneo mesmo.  Mas nada como o encontro ao vivo. Ao vivo sempre é muito melhor! :)



domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cupom de Desconto



Demorei um pouco, mas acabei me rendendo aos sites de descontos. Sempre espiava algumas ofertas, mas nunca me animava em comprar. Em novembro do ano passado me inscrevi no Peixe Urbano para receber as ofertas via e-mail, mas a primeira compra somente aconteceu em Janeiro.  A oferta que me seduziu foi uma parrilhada para 4 pessoas no restaurante Siga La Vaca. Valor do cupom: R$ 35,00.  Muito barato. 
A compra do cupom foi bem tranquila e fácil. O cupom foi enviado logo que oferta foi encerrada. Para o uso do cupom bastou imprimí-lo e observar as restrições de dias e horários do restaurante, não precisei fazer reserva. 

 
 Wally e a parrilhada


Utilizei o cupom no dia três de fevereiro, Wally, Mari, Marcelo e eu fomos jantar lá.  Foi uma epopéia para chegar ao restaurante. Sinceramente, eu teria desistido se não tivesse pago pelo jantar. Além de ser longe de onde moramos, o lugar é complicado de chegar. Naquele fim de tarde ainda tivemos o azar de pegar a cidade num dia de caos no trânsito, tudo parado. Congestionamento acima da média.  Quando chegamos perto do restaurante, no bairro de Santa Cecília, descobrimos que todas as ruas que levavam ao local eram contra-mão! Rodamos um tempão por ali tentando achar um jeito de entrar na rua do restaurante, até que paramos na esquina do lugar e resolvemos chamar o carinha do valet para pegar o carro. Para nosso espanto, o carinha pega o nosso carro e entra na contra-mão!!! Ou seja, depois de toda a epopéia ainda podemos levar uma multa por conta de funcionário irresponsável do valet. Um absurdo! Claro que reclamamos e se vier multa, eles vão ter que pagar. 

Problemas de locomoção à parte, nosso jantar foi ótimo.  O atendimento do Siga La Vaca foi bom e usamos o cupom sem problema algum. A parrilhada veio bem servida e estava muito gostosa. Comemos muito bem mesmo. No cupom estava incluso somente a parrilhada, e mesmo pedido bebidas e alguns acompanhamentos  a conta ficou bem barata. Valeu mesmo a pena comprar o cupom. 

Depois desta experiência estou mais segura para fazer comprar nos sites de desconto, tanto que este mês já comprei cupons para um restaurante de panquecas e para revelação digital, um no Groupon  o outro no Peixe Urbano, mas ainda não usei.  Em caso de restaurantes ou serviços,  agora só compro cupons de estabelecimentos próximos de casa, não vale a pena atravessar a cidade, ainda mais uma cidade tão imensa como São Paulo. Por isso, antes de comprar um cupom veja bem a localização, para não ficar se perdendo por horas e horas no trânsito como eu . Sinceramente espero que esta moda dos sites de descontos tenha vindo para ficar, é bem vantajoso para nós consumidores!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Meu tripulante mais querido!



Não trouxe só boas lembranças do navio não. Encontrei lá um tripulante muito simpático, este tigrinho da foto. Confesso que tentei resistir, mas chegou um momento que admiti que estava encantada pelo bichinho de pelúcia e acabei comprando-o. 




 
Como eu enrolei muito para comprar, fui decidir só no fim do cruzeiro, tive enfrentar uma batalha para garantir o meu tigrinho. Olha eu no meio da criançada disputando o meu bichinho!  Nesta noite eu fui buscá-lo, eu tinha feito a reserva do bicho no dia anterior e estava tentando conseguir o tigre com a roupinha de marinheiro, que era uma graça. Mas não consegui, assim ele ficou com a roupinha de marinheiro júnior da Royal Caribbean.



Aqui um momento muito importante na vida do meu novo bichinho, o momento do batismo! Na compra eu recebi o certificado de nascimento dele onde, além do nome, consta que ele é meu. 




Antes de comprá-lo eu já tinha bolado um  nome para ele. Na minha opinião, o nome perfeito, pois é uma referência ao navio onde ele "nasceu". O nome do meu lindo tigre é Splendourzito! 




Dentro dele  tem uma estrelinha da sorte. Na hora da compra a mocinha do stand do Pets At The Sea me deu a estrelinha e disse que eu deveria fazer um pedido e colocá-la dentro dele ( ele tem um zíper nas costas.). Segui as orientações, afinal, nunca se sabe, vai que é uma estrelinha da sorte mesmo. O meu pedido? Fazer um novo cruzeiro!  
Não larguei dele. O comprei na última noite no navio e desembarquei com ele no colo. No momento de desembarcar, dei os cartões de embarque  ( do Wally e meu) ao policial  para que ele liberasse nossa saída e o policial gringo olha para mim e para o Splendourzito e diz em Inglês:" Cadê o cartão dele?" Eu respondi rindo: " Ele é clandestino". O clima no navio era tão bom, que até o policial alfandegário fazia piada!  

Foi uma linda viagem. Superou as minhas expectativas e me garantiu momentos inesquecíveis. Agora preciso escolher as fotos que vou ampliar. A viagem merece um belo álbum de fotos. :) 

Acho que por aqui termino as minhas aventuras no navio.  Mas caso pipoquem mais lembranças e boas histórias, podem surgir mais posts marítimos. 
Adorei dividir esta experiência com vocês! :) 



Nota da blogueira: Voltei ao trabalho ontem  estou meio atrapalhada ainda para encarar a rotina da vida real. Assim, acho que o blog vai entrar em recesso por uns dias até eu entrar no ritmo novamente. Prometo que volto logo. 


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Punta Del Este


Punta Del Este foi a última parada do navio antes do final da viagem. Estava ansiosa para conhecer a cidade tão famosa e fiquei encantada com o lugar.  Realmente merece a fama que tem. 
No dia em que chegamos lá, tivemos que acordar bem cedo, pois a excursão saía às 7:30  da manhã. Acordamos antes das 6 para tomar café da manhã e ainda estava tudo escuro e ventava bem frio. Mas o vento gelado se foi assim que o dia amanheceu e tivemos um lindo dia de sol em Punta Del Este. 


 Para chegar à cidade saímos do navio a bordo de uma lancha. A lancha que andei é uma das que ficam no navio, uma das  lanchas salva-vidas. Na foto dá para ver elas sendo preparadas para serem colocadas na água.  Eu estava com medo do momento de subir na lancha, medo que a lancha balançasse demais na hora que eu fosse embarcar. Claro que balançou e claro que o meu medo era exagerado. Foi bem tranquilo o embarque e sempre tinha gente do navio auxiliando todos os passageiros.  Adorei andar na lancha, que é grande e anda bem rápido. Foi muito bacana chegar de lancha na cidade.


Vi Punta De Este praticamente só pela janelinha do ônibus. O navio ficou atracado ali poucas horas e zarpou antes das 3 da tarde. Não quisemos arriscar e passear por lá sozinhos, medo de perder  a última lancha e ficar por lá. Mesmo assim deu para ver muito lugar lindo por lá, mas como foi tudo rápido, fiquei perdida e não consegui guardar quase nenhuma informação sobre a cidade. Só sei uma coisa, é um lugar maravilhoso!






A cidade é banhanda pela água do mar e do Rio da Prata. De um lado as praias são de água salgada e do outro praias de água doce. Visualmente não há diferença, ali o rio é tão azul quanto o mar e eu não me lembro de qual lado da cidade tinha as praias de água de doce. 
A escultura das sereias é muito linda de longe e bem feia de perto. É feita de lixo e é um protesto contra a depredação da natureza. 


A Praia Brava é famosa pela escultura dos dedos. É bem grande e dá um efeito bem legal ali na areia. Eu pensei que neste dia ia curtir uma praia, mas desisti. A água é muito gelada. Coloquei os pés e fiquei morrendo de frio. Infelizmente ali não dá para entrar na água. 


O porto de Punta Del Este é fantástico. Eu fiquei maravilhada com a grande quantidade de iates e veleiros  que tem ali. Um mais lindo que o outro. Nunca tinha visto tantos barcos juntos. Não me cansei de olhar.



Há muitas gaivotas na região do porto. São lindas e consegui vê-las bem de pertinho.   Aquele dia estava especialmente lindo, sem nuvem alguma no céu. 



E aí o Splendour of The Seas atracado perto do porto. Na foto ele parece estar bem mais perto do que a realidade. Depois  que saímos de lá passamos um dia e meio navegando até chegar em Santos. A viagem estava chegando ao fim. Se fosse possível eu pausava o tempo só para ter mais um pouco de tempo no navio. Vida boa a vida de cruzeirista!  Já estou com saudades ! 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Tripulação


Desfile dos tripulantes

O navio é praticamente uma filial da ONU. A equipe que trabalha no Splendour Of The Seas é formada por gente de 52 nacionalidades diferentes. Assim escutava-se os mais variados sotaques a bordo. Eu adorei este clima internacional, pois sempre gostei de ter contato com gente de outros países. Há muitos tripulantes brasileiros, mas a grande maioria é de outros países mesmo. Assim o contato com os tripulantes acabava sendo  em uma mistura ótima de idiomas. Grande parte dos triulantes não-brasileiros tem noções de Português, mas não é fluente o suficiente para manter uma conversa, assim o contato era feito em Inglês ou em Espanhol. E havia casos de tripulantes que mal falavam Inglês, como o rapaz indonésio que servia as bebidas no restaurante do jantar. O contato com ele era praticamente na base da mímica e sempre deu certo, nunca trouxe a bebida errada. Aliás, muito simpático o rapaz indonésio. Cada tripulante usa um crachá onde há informação do nome, cargo, país de origem e os idiomas que fala. Isso achei bem útil.


Aqui nós estamos com o Prakesh, o camareiro que cuidou de nossa cabine. Ele é indiano e trabalha em navios há mais de 7 anos. Muito gentil e educado. Nosso contato com ele sempre acontecia em Inglês, pois em Português só sabia falar bom dia/boa noite/obrigado. 





Tivemos muito contato com a turma que trabalhava no Schooner Bar, pois passávamos lá todos os dias para tomar um drink. Quem fazia os drinks era o Eliseu, barman brasileiro. A gente sentava no balcão e ficava lá bebendo e conversando com ele.  Ótimos os drinks, que sempre eram servidos em lindos copos. Tão lindos que trouxe alguns, os dois que aparecem nas fotos e mais um terceiro tipo. Com alguns dólares a mais, o passageiro pode comprar o copo do drink. Dá vontade de comprar todos. Lá conhecemos também a Monica, que está na foto conosco, ela é de Santos e também está há anos trabalhando em navios. 


No jantar era sempre a mesma dupla que atendia a gente : A Diva, ajudante de garçom, e o Luís, garçom. Os dois sempre muito alegres e simpáticos.  A Diva, uma carioca bem animada, estava estreando em cruzeiros como a gente, era a primeira semana dela de trabalho no navio. Já o Luís é um nicaraguense que trabalha há 10 anos em navios e pelo que contou, já conheceu o mundo inteiro navegando. Adorei os dois, gente muito bacana. 


No último jantar a bordo, a equipe  que trabalha no restaurante fez uma celebração para festejar o sucesso daquela semana de cruzeiro e agradecer os passageiros pela presença ali. Eu achei muito legal, ficou um clima bem alegre no restaurante. Todos os passageiros entraram no clima e foi uma confraternização bacana entre funcionários e passageiros. 
Eu gostei muito de todos os tripulantes com os quais tive contato. Fiquei com a impressão que eles escolhem os funcionários pelo espírito alegre. Pois era impressionante, todos bem dispostos, atendendo com alegria, gentileza. Gente que parecia realmente estar feliz por trabalhar ali. Fiquei realmente encantada com o atendimento do navio. Nota 10. 
Conversando com os tripulantes aprendi que a equipe de um navio é fixa, ou seja, a equipe que faz os cruzeiros aqui na costa brasileira, segue com o navio para a Europa depois, onde ficam alguns meses fazendo cruzeiros pelo Mediterrâneo. Os tripulantes trabalham por temporada que , em média, dura 7 meses. E pelo que senti, que embarca nesta vida não quer mais largar os navios.  Eu embarcaria numa aventura assim, mas só por uma temporada, pois não me vejo abrindo mão de uma vida "normal" em terra firme por muito tempo.  Mas com certeza é um tipo de vida fascinante e diferente.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Comer Comer

Nós na hora do jantar

 
Um dos grandes atrativos do Splendour Of The Seas é culinária. A comida servida no navio é deliciosa e farta. Além das refeições fixas, café da manhã, almoço e jantar, pode-se comer a qualquer hora do dia e da noite. Sempre havia um restaurante aberto servindo um pouco de tudo, comida salgada e deliciosos doces. Fiquei fã dos doces do navio e olha que sou uma pessoa que não curte muito doce. Mas os doces servidos lá eram irresistíveis.



O jantar era sempre às 22 horas no restaurante  The King & I, pois foi este horário que nós escolhemos para jantar. A mesa era sempre a mesma, a número 151. Tivemos sorte de pegarmos uma mesa só para nós dois, pois no navio é comum dividir a mesa com outros passageiros. Só divimos a mesa uma vez no almoço, onde não há lugares marcados, por coincidência ficamos na mesma mesa de um casal aqui de Moema. Mundo pequeno, não? 
O cardápio do jantar era composto por entrada, prato principal e sobremesa, sempre com ao menos 3 opções de escolha para cada etapa.  Muitas vezes eu ficava indecisa, sem saber o que pedir. Na foto duas entradas: risoto com linguiça ( que estava ótimo) e lula frita (que Wally adorou!).


 Algumas vezes chegava na hora da sobremesa e eu já estava pra lá de satisfeita. O prato principal vinha em porções generosas. Mesmo satisfeita, eu não recusava a sobremesa. Sim, eu me rendi ao pecado da gula durante a viagem! Aqui as sobremesas são parfait de manga e cerejas flambadas com sorvete. 




O café da manhã e o almoço eram servidos no Windjammer Café, que fica no deck das piscinas. Restaurante self-service com muitas opções, impossível não gostar de coisa alguma. Era o restaurante que eu mais frequentava, pois sempre passava por lá para tomar lanche no meio da tarde ou à noite. Lá ficava bem lotado no café da manhã e no almoço, então o segredo era chegar cedo para evitar a muvuca.  



Eu gostei muito das amplas janelas do restaurante. Adorava ficar olhando o mar e "trânsito". Sempre passávamos por vários navios. Esta foto foi tirada durante um lanchinho da tarde.




Alguns dias havia almoço especial na piscina.  No penúltimo dia de viagem teve um churrasco na piscina.  E capricharam no churrasco, estava uma delícia.  





 A minha última refeição a bordo foi o café da manhã do dia 30 de janeiro. Neste dia o café da manhã foi servido no restaurante do jantar. Eu pedi panquecas. Estavam uma delícia.  Neste dia eu estava meio tristonha, pois a viagem estava acabando. Eu não queria sair do navio! Não é à toa que ando falando que foi a viagem dos sonhos. :) 


 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cruzeirista de primeira viagem



Nesta viagem tudo foi  novidade para mim. Ao mesmo tempo que isso me deixava animada, me assustava um pouco. Tinha receio de me embananar com os procedimentos de viajar de navio.  Mas no final saiu tudo certo, as orientações necessárias sempre apareciam no momento certo.  Quando Wally e eu compramos a viagem recebemos um catálogo da Royal Caribbean com todas as orientações sobre o cruzeiro, desde o check in até sobre dress code do navio! Foi um alento ver tudo bem explicadinho naquele catálogo. Claro, que li tudo, tudo.
Fizemos o pré-check in via internet. Bem prático, foi só preencher alguns formulários, imprimí-los e depois assiná-los. Isso  nos livrou de uma baita fila no embarque em Santos. Mas não nos livrou de todas as filas e nem da muvuca que foi o embarque em si. 


 
O embarque em Santos ocorre no terminal de passageiros Concais, construído especialmente para atender aos passageiros de cruzeiros. Ali tudo é novo, mas mesmo ele sendo uma construção recente, foi mal dimensionado.  É pequeno para tanta gente. Lugar para sentar durante a espera para embarcar é raridade.  Passei um tempão em pé, só consegui senter na mesa de umas das lanchonetes de lá e foi pura sorte, pois todas as mesas estavam ocupadas. Ali foi tudo meio confuso, tanto no embarque como no desembarque. Mas o desembarque conseguiu ser mais caótico, para encontrarmos nossas malas foi uma epopéia. Senti falta das esteiras do aeroporto.  Mas consegui sobreviver ao caos, e tudo correu bem tanto na ida como na volta. 



Dentro do navio tudo é bem organizado. Todos os dias era deixado na cabine um jornalzinho como este da foto. O Cruise Compass informa ao cruzeirista tudo que ele precisa saber para aproveitar bem a estadia no navio. Ali estão listadas as principais atrações do navio para aquele dia, os horários de funcionamento de cada área do navio e todas as orientações sobre os trâmites que o passageiro tem que fazer durante a viagem como alterar a hora do relógio, quando buscar o passaporte ou mesmo que horas tem que deixar a mala na porta da cabine para o desembarque final. No jornalzinho também vinham informações turísticas de cada parada do Navio, com destaques para os melhores programas para se fazer em terra firme. O jornalzinho virou minha leitura obrigatória durante a viagem, muito úteis as informações contidas nele. Na TV da cabine havia um canal que passava continuamente programas com informações sobre o navio  de como agir em várias situações. Vi algumas vezes e também achei bem útil. 

Clique  na foto para ver melhor


Em cada andar, no hall dos elevadores, há estes tótens com o mapa do navio. Adorei o mapa, muito colorido e muito útil, ainda mais para uma pessoa perdida como eu. Só não me perdi no navio porque Wally sempre estava comigo, pois eu vivia confundindo a localização das coisas, só sabia mesmo  o caminho para a minha cabine.  


 Andei muito de elevador dentro do navio. Era um sobe e desce constante. Os decks mais frequentados eram o 7 (onde ficava a cabine), o 9 (onde ficavam as piscinas e um dos restaurantes), o 4 (onde tinha o teatro e o bar) e o 5 (onde ficava o restaurante do jantar). Quando o elevador demorava muito, a gente ia pelas escadas mesmo. 


Nota da blogueira: Para ir e voltar de Santos contamos com caronas da Tininha e da Sugarbaby.  Obrigada, meninas! :) 

Nota da blogueira 2: A foto que abre o post foi tirada no porto de Montevidéu.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Montevidéu


Chegamos em Montevidéu na manhã do dia 27 de janeiro. As paradas em Buenos Aires e em Montevidéu foram  acompanhadas por  uma troca frenética de fuso horário. Na noite anterior à chegada em Buenos Aires tivemos que atrasar o relógio em uma hora e quando seguimos em direção ao Uruguay tivemos que voltar para o horário que estávamos originalmente, pois Uruguay está com o mesmo fuso horário do Brasil.  



Como a gente não conhecia a cidade, contratamos uma excursão do navio. Foi um city tour que durou umas 3 horas. Claro que desta maneira não dá para conhecer para valer uma cidade, mas conseguimos ter uma idéia de como é Montevidéu.  Adorei a cidade que , mesmo sendo a capital do país, tem jeito de cidade de interior. Quero voltar lá  para passear mais pelas ruas de Montevidéu. Na foto  estamos diante do Senado do Uruguay.




Eu gostei muito destes monumentos chamados carreteras. Pelo que o guia, o Sr. Enrique, falou há vários espalhados pela cidade. Vimos dois apenas.  Fiquei impressionada como eles parecem estar em movimento. São lindos monumentos.



 Depois do passeio descemos no mercado do porto para almoçar. Comemos uma parrillada no restaurante Don Tiburón. No cardápio dizia que a parrillada era para duas pessoas, mas era uma porção generosa demais e dava tranquilamente para alimentar  bem quatro pessoas. Para acompanhar, bebemos cerveja Patrícia. Finalmente bebi a "minha" cerveja em sua terra de origem, pois quando estive em Colonia Del Sacramento em 2008, fazia frio demais para tomar cerveja. 
Este mercado é cheio de restaurantes e lojinhas com souvenirs. Adorei o lugar, muito movimentado e cheio de opções de comida. Ele fica em frente ao porto, assim foi tranquilo almoçar sozinhos por lá e depois voltar para o navio.



 Voltamos para o navio depois das 3 da tarde. O navio zarpou de lá às 17 horas.  Ficamos um tempão observando Montevidéu quando o navio seguia para nossa próxima parada, Punta Del Este. Fiquei mesmo com muita vontade de voltar para Montevidéu, além de passear mais pela cidade, quero experimentar o famoso chivito, sanduíche típico do país. 

 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Diversão e Música



A vida no navio pode ser bem agitada. Há sempre muitos espetáculos, apresentações de bandas e atividades promovidas pela equipe de recreação do navio.  Toda noite havia um espetáculo no teatro 42nd Street. Fui em todos e gostei muito. A maioria dos espetáculos eram produções próprias do navio, mas há artistas convidados também. A foto acima é de um espetáculo de tango com artistas argentinos que embarcaram no navio em Buenos Aires. O nome do grupo é Tango Buenos Aires e a apresentação foi lindíssima. 


 O teatro é grande e muito confortável. Pelas contas do Wally, é um teatro que acomoda cerca de mil pessoas. Foi neste teatro que eu passei mal, onde fiquei mareada. A primeira noite que estive lá foi bem complicada, mas depois Wally sugeriu que a gente sentasse nas poltronas no meio e bem no fundo do teatro. Fez toda a diferença e passamos a sentar sempre lá no fundão, onde a sensação de movimento do navio era bem menor. Assim pude curtir com tranquilidade todos os espetáculos. 



Os espetáculos eram produzidos e encenados por dois grupos difrentes, um de artistas internacionais e outro somente com artistas brasileiros. Nos espetáculos dos dois grupos as apresentações eram acompanhadas com uma banda tocando ao vivo, que ficava embaixo do palco.  O espetáculo que mais me empolgou foi um da trupe brasileira que fez uma retrospectiva das músicas brasileiras através das décadas. Acima um dos números deste espetáculo. Quem quiser ver outro número deste show clique AQUI.


 No hall central do navio sempre havia uma banda tocando durante a noite. O repertório variava bastante, podia ser pop, rock antigo, música para dançar e MPB. Não importava o estilo, a apresentação era sempre boa. Os músicos e os cantores eram excelentes.  A gente sempre dava uma passadinha por lá. 




Aqui um vídeo para vocês verem como era o clima no hall do navio durante as noites. 





Este vídeo é da noite em que houve uma festa dos anos 70. No hall a turma da equipe de recreação agitou os passageiros e fez uma bagunça bem legal. 




Este  é o Top Hat, um bar com pista de dança. Aqui aconteciam as noites dançantes e também os jogos promovidos pela equipe de recreação. O lugar é amplo e muito bonito. Gostei muito deste ambiente.  Participamos uma vez de um jogo de perguntas sobre comerciais antigos. Não ganhamos, mas demos ótimas risadas. 




Nas laterais das duas entradas do Top Hat há dois painéis lindos, um com o Fred Astaire e outro com a Ginger Rogers. Nos dois eles aparecem dançando. É lindo. Gravamos um vídeo com o painel da Ginger Rogers, pois uma foto não iria nunca mostrar como de fato é o painel.

Dos ambientes de dança e música faltou apenas relatar sobre a discoteca, a Viking Crown, mas infelizmente não tirei foto de lá.  O local é bem bacana e fica no último andar do navio, no deck 11. 


A noite no navio é bem movimentada e tem diversão para todos os gostos. :)