domingo, 31 de julho de 2011

Hachiko




Quando escutei pela primeira vez a história do Hachiko eu fiquei emocionada. Realmente mexeu comigo. Fiquei  desde então curiosa para ver o filme, mas ao mesmo tempo tinha um certo receio de vê-lo, por saber que este filme me faria chorar.  Eu estava certa, o filme me fez chorar muito.  Lindo e muito triste. 

Assisti ao filme "Hachiko" (USA/UK - 2009) agora há pouco. Estou ainda bem emocionada e um tanto chorosa ainda. O filme conta a história do professor Parker Wilson (Richard Gere) e de  Hachiko, um cão da raça Akita que ele encontra perdido na estação de trem. Parker se encanta com aquele filhotinho lindo e leva-o para casa. Depois de alguma resistência de sua mulher, ele fica com  o cachorro. E cria-se entre os dois um laço muito forte. Parker pega o trem para ir trabalhar todos os dias e Hachiko sempre o acompanha até a estação de manhã e volta para a estação para esperar o seu dono no final do dia.  Parker até tenta fazer Hachiko ficar em casa, mas ele insiste em ir até a estação. 
É lindo de ver o amor que une os dois. Tornam-se grandes companheiros. A vida segue até o dia em que Parker vai trabalhar e não volta mais. Hachiko não tem como saber o que seu dono morreu e continua a ir até a estação todos os dias para esperar Parker voltar.  Não há o que faça o cão sair da estação. É tão triste ver aquele cão esperando em vão pelo seu dono. Fiquei muito comovida com a história.  E o que deixa tudo mais intenso é saber que é uma história real.




Este é o Hachiko real.  Tudo aconteceu no Japão, na década de 20 do século passado.  Depois da morte de seu dono, ele ficou por 10 anos indo até estação, sempre no final da tarde, horário  em que seu dono costumava voltar para casa. Sua história ficou tão famosa que até fizeram uma estátua para ele na estação de trem de Shibuya, na cidade de Tóquio.  Um história de um amor sem fim de um cachorro por seu dono. É lindo.   



Nota da blogueira: Eu não gosto de contar o final dos filmes, mas neste caso não há como evitar. Até quando me contaram a história, me contaram inteira. Mesmo sabendo o final o filme me emocionou muito. Saber o final neste casa não faz diferença. A história é emocionante. E quem convive com algum animal não tem como não se emocionar com esta linda história. Vale a pena assistir.
 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Privacidade Em Risco




Se a estapafúrdia lei PL 84/99 for aprovada, eu me tornarei uma fora da lei. Eu e praticamente todo mundo que tem arquivos em MP3 em seus computadores, celulares, MP3 players e afins. A lei que está tramitando em carácter de urgência na Câmara dos Deputados em Brasília, tem por objetivo criminalizar quem possua uma arquivo de MP3 em seu computador, mesmo que seja uma música copiada de um CD original comprado pela própria pessoa.  Um absurdo não? Mas isso é fichinha se pensarmos no alcance que uma lei desta pode ter. Se a idéia é punir quem possua um arquivo de MP3, será necessário criar um meio para que isso seja fiscalizado, certo? Então, como vão fiscalizar o computador das pessoas? Vão instalar spywares nas máquinas  para saber tudo que fazemos em nosso computador? Vão ler cada palavra dos e-mails e/ou mensagens que trocamos via internet? Vão monitorar cada acesso que fazemos?  É muito assustador pensar nisso. A lei sendo aprovada vai dar suporte para qualquer ação que vá ferir o nosso direito de privacidade. Quebrando o direito à privacidade do cidadão, logo estarão cerceando as idéias, notícias  e tudo mais que possa ir contra aos interesses de quem está no poder. Posso parecer alarmista,  é realmente uma situação grave. Com o nobre intuito de proteger os direitos autorais e de lutar contra a pirataria, o governo vai ganhar armas para vigiar a vida dos cidadãos brasileiros. É o começo para que a democracia em nosso país seja abalada.  É um grande perigo. 


Não sei como estão os conchavos para aprovação desta lei. Sim, conchavos, porque lá no congresso estas leis sempre são aprovadas sempre por deputados visando os próprios interesses. Votam no que vai render mais vantagens para eles. Nem se importam em analisar o que estão votando. Infelizmente os deputados sérios são uma minoria que pouco podem fazer contra a grande maioria que não liga para o povo. 


Só sei de uma coisa. Se esta lei for aprovada eu vou me tornar uma fora da lei.  E nem vou me importar com isso. Vou continuar guardando as músicas dos CDs que eu comprei legalmente no meu computador e no meu celular. Assim como eu fazia na era pré-internet, quando eu gravava as minhas  músicas preferidas dos meus LPs em fitas cassetes para eu ouvir no meu walkman. 


Nota da blogueira: A criminalização de arquivos MP3 é somente um dos pontos da lei. A lei visa também criminalizar o desbloqueio de DVDs que tocam só no DVD player para que toquem no computador e também o compartilhamento de acesso à internet via wireless. Pense na situação bizarra: você recebe amigos em casa, eles querem tuitar a partir do celular, você gentilmente cede a senha da sua rede wi-fi para seus amigos. E aí você vira um fora da lei! 




quinta-feira, 28 de julho de 2011

Erasure

Ando com as músicas do Erasure na minha cabeça. Até parece que tenho um CD tocando em radom direto, cada hora é uma música que me pego cantarolando.  Até me impressiono, pois lembro de muitas direitinho. Sendo que algumas eu não escutava há séculos. Este revival todo tem um ótimo motivo. Mês que vem vou ao show que o Erasure fará no Credicard Hall. Estou contando os dias! Estou ansiosa! 





Será a segunda vez que verei um show deles. A primeira vez foi em 1989 em um show no Ginásio do Ibirapuera. O show foi bárbaro. Pena que na pláteia tinha umas pessoas muito idiotas que ficavam vaiando e xingando os dois.  Que vergonha eu senti naquele dia! Vergonha por isso estar acontecendo na minha terra. Até hoje não me conformo com o que aconteceu naquela noite. Se a pessoa não gosta da banda, tem preconceito com gays, que raios foi fazer lá? Tipo, pagou ingresso só para agredir os artistas?  Mas desta vez será diferente e não terei com o que me envergonhar!  Tem que ser diferente! 


 



Com certeza será um show nostágico. Vai render muitas emoções e eu vou cantar  junto com eles. Que o dia 9 chegue logo! :)



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ele Descansou




Li há pouco que o leão Ariel morreu. A notícia me deixou aliviada, pois este leão estava sofrendo muito. Tratamento invasivo e sem nenhuma possibilidade real de cura. Quando soube da história do Ariel fiquei muito triste e um tanto revoltada também. Ele tinha 3 anos e era um leão domesticado. Há um ano começou a sofrer com uma doença degenerativa que lhe fez perder os movimentos, primeiro das patas traseiras e , algum tempo depois, das patas dianteiras. Ele estava tetraplégico.  Foi trazido para São Paulo para ser submetido a um tratamento experimental.  E passava seus dias deitado e recebendo medicação. Sofrimento puro. Pobre leão. Não precisava sofrer tanto assim.

Eu não concordo em manter um animal vivo a qualquer custo. Acho que tem-se que avaliar as reais condições de cura e o sofrimento que o tratamento implica. Antes de tudo, há que se pensar se é possível dar uma vida digna a este animal. Com certeza, manter um leão deitado, sem poder sequer se mexer, é quase uma tortura.  Só de pensar na vida  que este leão levou nos últimos meses fico angustiada.  Ele deveria ter sido sacrificado logo que se obteve o diagnóstico da tetraplegia.  Não há cura. Quem cuidava dele devia estar em busca de um milagre que não aconteceu e esta busca pelo milagre só resultou em sofrimento ao leão.  Felizmente agora ele está em paz. Descansando.

Não é fácil decidir-se pela morte de um animal. É a pior decisão que pode existir. Mas tem hora que somente a morte é capaz de aliviar o sofrimento. Eu tive que tomar esta decisão anos atrás. Meu cachorro Ravel (um lindo pastor belga de 8 anos) sofria de displasia, doença que causa paralisia nas pastas traseiras. Chegou um ponto que os remédios não faziam mais efeito. Ele já estava paralisado. Buscamos opiniões de vários veterinários e a resposta era sempre a mesma: não tem cura.  Ele sofria muito, gritava de dor e já estava todo em carne viva por se arrastar. Um sofrimento absurdo.  Não havia como mantê-lo vivo. Aquilo já não era mais vida.  Foi feita a eutanásia.  Sofri muito com a morte dele, mas sei que tomei a decisão certa. Ele descansou. Como o Ariel descansou agora.


Nota da blogueira:  Eu sou a favor da eutanásia para as pessoas também.  Vida de doente terminal não é vida digna. Se não há mais cura, há que se abreviar o sofrimento.



terça-feira, 26 de julho de 2011

E Tudo Terminou



Em várias reportagens que li sobre a parte final da saga cinematográfica do Harry Potter, era citado que o último capítulo da história do bruxo se igualava ao final da infância de muitos fãs das histórias escritas por J.K. Rowling. Mas para mim a sensação é diferente. Quando eu comecei a ler a " Harry Potter e a Pedra Filosofal" eu tinha quase trinta anos. Já estava bem longe da minha infância. Por isso eu tenho um sentimento diferente em relação ao final da história do Harry Potter. Sinto que o Harry é um amigo muito querido  que foi viver em terras distantes e que, depois de um tempo, as notícias que eu recebia dele foram dimuindo,diminuindo, até parar de vez. Mesmo com a falta de contato, continuo a ter um grande carinho por este grande amigo. Sim, Harry, Hermione, Ron, Luna, Gina, entre outros tantos bruxinhos, são como se fossem meus amigos. Afinal, fizeram parte da minha vida por anos a fio. Foram 7 anos envolvida com os livros, lendo, relendo e esperando pelo próximo livro. As aventuras de Harry Potter no cinema fizeram parte da minha última década de vida. Por tudo isso eu estava bem melancólica no domingo quando fui assistir ao filme "Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte 2" (UK/USA- 2011). Era o derradeiro final. Quando eu terminei de ler o último livro fiquei triste, mas o fato de saber que ainda havia alguns filmes para estrear, me deu um certo alento. Mataria saudades do Harry na tela do cinema.  Mas agora acabou tudo mesmo. Não haverá mais livros ou filmes. Somente restaram as saudades. 

Demorei para ver o filme porque enrolei para comprar os ingressos e quando me dei conta, todas as sessões estavam lotadas. Consegui ingresso para a sessão das 22 horas do último domingo, na sala IMAX do cine Unibanco no Shopping Bourboun. Vi a versão em 3D. Nem ligava muito pelo 3D em si, queria apenas ver tudo em tela bem grande e o IMAX é o cinema com a maior tela da cidade.  Gostei muito do filme, bem movimentado e fiel ao livro. Tenso e, em muitos momentos, triste.  A grande batalha dos bruxos do bem contra o Voldemort não tinha como não ser dolorosa. As cenas das lutas estão esplêndidas.  Mas o filme não consegue ser tão tenso como o livro, talvez pela impossibilidade de se aprofundar na história. Ou talvez, se eu não tivesse lido o livro, não sentisse falta de tensão. Nunca saberei.  Sei apenas que este filme encerrou brilhantemente a série cinematográfica, que teve filmes que eu amei e odiei com a mesma intensidade. Um grande filme. Saí do cinema com lágrimas nos olhos. Já com muitas saudades do Harry Potter.  Foi uma fase marcante da minha vida e, com certeza, da vida de muitas pessoas mundo afora. 

 


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Sem Pensar




Dizer que a peça  "Sem Pensar" é uma comédia, é simplificar  o espetáculo. É comédia porque nos faz rir muito. Mas é drama também porque rimos de situações difíceis, muitas vezes é um riso tenso. Como é tenso o cotidiano da familia que vemos no palco. Nick (Kiko Marques) e Vicky (Denise Fraga) são um casal em crise. Um casal que mal consegue conversar sem que a conversa vire um briga histérica, resgatando mágoas passadas. Com eles vivem  Delilah (Julia Novaes), filha do casal, e Daniel ( Kauê Telolli), o rapaz que aluga um quarto na casa. Toda a história se passa  dentro da casa. As ações acontecem nos quartos, na cozinha e na sala.  O cenário foi muito bem planejado. É uma casa sem paredes, mas com os ambientes bem delimitados. 


Como numa casa de verdade, as ações acontecem simultaneamente. Enquanto a cena está focada em um diálogo na cozinha, por exemplo, vemos Daniel estudando em seu quarto e Delilah conversando com as amigas no outro quarto.  Gostei muito da dinãmica do espetáculo. Nas trocas de cena, os atores, ao som de uma música bem ritmada e forte, arrumam o cenário, para prepará-lo para as próximas cenas.  Adorei estas partes, apesar de ter levado um susto cada vez que a música começava. Ela sempre entrava de supetão, sem chance para me preparar para o impacto sonoro.
  
A peça expõe a falta de comunicação que afeta as pessoas. As pessoas estão tão centradas nos seus problemas que não conseguem conversar, não conseguem olhar para o outro. Não fazem esforço para tentar entender o outro e assim tentar se harmonizar com o outro. É incômodo ver o relacionamento do casal, ver que vivem aos insultos e  não há resquícios de respeito entre eles. Sinceramente dá medo de acabar assim algum dia. E o pior que sei que há casais assim na vida real.
Outro foco da história é o relacionamento de Delilah e Daniel. Ela, menina de 12 anos, encantada com o rapaz mais velho, de 21. Ela ainda carrega uma inocência infantil, e não enxerga o problema de uma relação assim pode causar na vida do Daniel. Ao mesmo tempo que Delilah é criançona, ela está conhecendo as emoções do início da adolescência. Daniel é um bom rapaz, sente-se atraído por Delilah e isso o pertuba muito. As cenas entre os dois transitam entre a graça, a sedução e a tensão. Há momentos que senti que o público fica em silência absoluto, sentindo toda tensão das cenas. Eu fiquei tensa também. O que vemos são duas pessoas que se gostam, sem maldade. Mas que, por conta das circunstâncias, não há lugar para esta relação naquele momento. Relação delicada que é encenada brilhantemente por Julia Novaes e Kauê Telolli. Os dois são ótimos.




A peça é de autoria de Anya Reis, uma jovem inglesa que escreveu o texto quando tinha 17 anos.  Denise Fraga e Luiz Villaça viram a montagem do espetáculo em Londres e resolveram  montar a peça aqui no Brasil.  Fiquei espantada quando soube que a autora era tão jovem (hoje ela tem 19 anos.). Um ótimo texto! E a montagem  brasileira ficou maravilhosa. A peça está em cartaz no teatro Tuca aqui em São Paulo, de sexta à domingo. 

Vale a pena assistir! 


Nota da blogueira: Eu assisti ao espetáculo na sexta-feira passada. Wally soube da peça, ficou curioso para assistir e me convidou para ir com ele. Adorei o convite!  :) 




 

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tonight What It Means to Be Young




Sabe aquela música que a gente não se cansa de ouvir? Assim é esta música para mim.  Gosto desde menina, desde que vi o filme "Streets OF Fire" (USA - 2004) pela primeira vez.  É um filme musical, uma fábula de rock 'n ' roll  como o filme era anunciado na época. Infelizmente não tive a sorte de ver no cinema. Mas vi incontáveis vezes na TV e aluguei a fita do filme outras milhares de vezes na locadora de vídeo.  E tinha gravada em uma fita de videocassete as cenas iniciais e finais do filme, para poder curtir as seqüências the "Nowhere Fast" e " Tonight Is What it means to Be Young" sempre quando eu quisesse. Naquela época tudo era mais difícil, ainda não existia o You tube! 

Neste post  o vídeo de "Tonight  Is What It Means to be Young". A música é lindamente interpretada por Diane Lane, a protagonista do filme.  Esta música me emociona até hoje. Uma das mais lindas canções de amor que eu conheço.  Adoro a letra. Uma música perfeita. :) 

Espero que gostem!



Nota da blogueira: Este post é uma co-autoria indireta do Melo que postou este video no Facebook ontem.  Vi o vídeo e me enchi de recordações do filme e daquela época. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Bolsas




Semana passada eu deixei o espírito consumista me dominar. Coisa rara.   No mesmo dia que comprei os sapatos vermelhos, passei na Uncle K aqui de Moema e comprei as duas bolsas da foto.  Quando eu cheguei em casa estava me sentido aquelas celebridades que gastam milhares de dólares em apenas uma voltinha no shopping. Claro que eu fiquei anos-luz de gastar uma fortuna assim, mas, para os meus padrões, fiz uma bela extravagância. Só não tenho sentimento de culpa para valer porque tinha orçamento para me permitir esta pequena loucura consumista. E fiquei feliz da vida com as comprinhas. :)

Fui na Uncle K por necessidade, a minha bolsa estava apresentando sinais de morte certeira. Estava com o forro  rasgado. Não sei há quanto tempo, mas descobri isso no dia em que achei que havia perdido o meu bilhete único. Estava no ponto de ônibus e não achava o bendito cartão na bolsa. Já tinha me conformado que havia perdido na rua. Mas resolvi fuçar na bolsa de novo e senti o cartão embaixo do forro.  Aí comecei a procurar o buraco! Encontrei o cartão e mais um monte de coisas que estavam perdidas no buraco negro da minha bolsa.  Um horror! Eu andando com bolsa furada e nem estava sabendo!  Assim decidi que compraria outra e que seria, como sempre, uma bolsa da Uncle  K. 

Fui procurando por uma mochila. Há tempos que só uso mochilas, de estilo mais social. Acho mais prático do que bolsa normal. E as mochilas da Uncle K  além de lindas, são seguras, pois o zíper fica na parte de trás, ficando sempre junto às minhas costas.  Faz anos que só uso as mochilas de lá e não troco por marca alguma.  Me apaixonei logo de cara pela mochila vermelha. Quando a vi sabia que tinha encontrado a minha bolsa.  A intenção era comprar somente ela, mas vi a bolsa listrada e não resisti. Ela é linda!  Pedi para olhar e meus olhos brilharam. Aí comprei.  Nunca havia feito isso na vida. Nunca tinha comprado duas bolsas de uma só vez.  Agora vamos ver se fico revezando entre as duas.  A mochila está perfeita, tenho usado a semana toda.  A bolsa vou estrear no final de semana. Acho que dificilmente usarei a bolsa listrada no dia a dia. Vai virar a minha bolsa de fim de semana mesmo. 

Elas são lindas, né?

 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Gataiada e eu




A mania que se tem hoje de querer analisar tudo, de querer encontrar razão para tudo, me incomoda muito. E ontem eu fiquei muito incomodada com um artigo que analisa o relacionamento das pessoas com seus bichos de estimação. A grande conclusão do artigo é que as pessoas se ligam aos animais porque se relacionar com um animal sempre é divertido e não há momentos ruins, como em um relacionamento entre humanos.  Conclusão pra lá de equivocada. Claro que um relacionamento entre uma pessoa e um cachorro será menos complexo que o relacionamento desta mesma pessoa com outra de sua mesma espécie. Afinal, não conseguimos conversar para valer com um cachorro. Mesmo que ele responda, a gente nunca tem certeza do que ele quer nos dizer. Eu mesma converso muito com a gataida aqui de casa. Nena e Frodo me respondem de vez em quando. Sam sempre responde e sempre "puxa" assunto comigo. Mas nunca chegaremos em um nível de discutir os anseios de cada um ou dos três me apresentarem uma listinha de reclamações! Mesmo assim, sem ser tão complexa quanto uma relação entre humanos, uma relação entre uma pessoa e seu bicho de estimação não é um mar de rosas e está longe de ser sempre divertida. 

Cuidar de um bicho não é só dar para ele água e comida. Ele pede muito mais que isso. Pede atenção e carinho. Muitas vezes eu chego em casa cansada do trabalho e me deparo com os três super animados  e querendo ficar perto de mim. A minha vontade nestas horas é ignorar os três e ir deitar, ficar sozinha mesmo. Mas não faço isso, pois eles são minha prioridade. Eles precisam da minha atenção e do meu carinho. Assim fico sim um tempinho com eles, tento afastar o cansaço e o mau humor para dar um pouco de carinho aos filhotes.  Têm horas também que eles ficam chatos, atormentam a gente, pedem atenção nos momentos mais impróprios! Haja paciência! Adoro tê-los comigo, mas têm dias que fico irritada com eles.  Sim, eu brigo com eles e eles comigo! Como em qualquer tipo de relação. E sofro quando isso acontece, me bate sentimento de culpa quando eu fico nervosa com  eles, ainda mais quando eu extrapolo na bronca e mando os três para a pqp!  Mas sofrimento maior vem mesmo quando eles ficam doentes. Aí é aflição sem fim.  

Todo amor  já vem com sua cota inclusa de sofrimento. Seja  amor romântico, amor de amigo, amor entre irmãos ou pais e filhos. Não há como se relacionar emocionalmente com alguém sem que, em algum momento, haja a dor. Assim, decretar que as pessoas se aproximam dos animais porque têm medo de se relacionar com gente por ter medo de sofrer, é um erro. Muitos têm em mente que alguém que tem um grande amor pelos bichos é uma pessoa solitária. Errado. Claro que há pessoas solitárias que se apegam aos bichos, mas há outras tantas que tem boas relações com  pessoas, que se dão bem com a família, têm amigos, namorados e afins. Há coisas que não temos como explicar. Se me perguntar  quais as minhas razões para gostar tanto de gatos, posso enumerar um monte de razões, mas acho que nunca chegaria na razão verdadeira. Por quê? Porque simplesmente nem eu mesma sei. Sempre gostei de bichos e sempre tive uma afeição especial por gatos, mas  não sei quando e nem  como começou. Sei que não sei viver longe deles. E sei que são seres adoráveis que me fazem sorrir muito. E não quero que ninguém venha me analisar para me dizer quais são estas razões que eu mesma desconheço. Estou bem assim.  E os meus gatos também. Wally, eu e eles somos uma família feliz! ;) 

 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Vermelho!





Sempre me recriminei por deixar de comprar alguma coisa e ficar dias e dias pensando se comprava ou não. O final da história invariavelmente era o mesmo. Quando me decidia a comprar, já não havia mais o produto que eu queria. Mas semana passada esta história teve um final feliz.
Faz um tempão que eu estava em busca de um novo sapato vermelho. A minha sapatilha vermelha preferida estava já com os dias contados, usei tanto tanto, que o sapato gastou. Ficou feio, com cara de sapato velho mesmo. Um dia me deparei com os sapatos da foto da vitrine da Side Walk. Foi encanto à primeira vista. Mas achei o preço bem salgado.  Me contive e não comprei. Voltei para casa me remoendo naquele dia.  Afinal, sou bem chatinha para comprar sapatos, é difícil eu gostar de algum. E fiquei assim namorando o sapato  por uns dois meses. Toda vez que passava pela vitrine da loja, parava para admirar os sapatinhos vermelhos. E foi assim até sexta-feira passada. Finalmente os sapatinhos saíram da vitrine e vieram aqui para casa. A minha relutância em comprá-lo me rendeu R$ 60 de desconto. A loja entrou em liquidação e o sapato estava com este descontão todo! Valeu muito a pena ter esperado para fazer a compra. :)

E este sapato sei que vou usar muito muito muito, até gastar. :)

   

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Máquina do Tempo




Sábado fiquei com a sensação de ter entrado em uma máquina do tempo. Fomos passear no "Estação Ciência"  para visitar a exposição "Castelos e Cavaleiros" feita pela equipe do "HistoriArte". Ficamos sabendo da exposição através do contato que um dos organizadores fez com o Wally, através do blog  "Camelot Or What". Ele gostou do conteúdo do blog e convidou Wally para visitar a exposição. Se não fosse este contato, com certeza nem saberíamos da exposição. A divulgação deve ter sido bem pequena, porque eu realmente não tinha ouvido/lido nada a respeito. Isto é uma prova de como um blog pode aproximar pessoas com interesses em comum. E acaba sendo um reconhecimento para o blog do Wally, indicando que ele tem feito um blog de qualidade sobre Rei Arthur e sua época. 




O passeio foi legal também para eu redescobrir o "Estação Ciência". Eu tinha ido lá quando ainda estava no colegial, excursão com a escola. Lembro que havia gostado muito, mas depois desta vez nunca mais voltei lá. É um espaço mantido pela USP e que tem como objetivo difundir os conhecimentos da ciência e história. Tudo pensando em ensinar divertindo. E eles conseguem.  Passamos um tempão entretidos com atividades propostas espalhadas pelo espaço. Há até um simulador de terremotos!  Realmente tem muita coisa legal lá e a gente nem vê o tempo passar. E o melhor de tudo, é um passeio barato! A entrada é somente R$ 4,00.   Marcelo e Nayara foram conosco e também se divertiram muito. 



O primeiro item que encontramos da exposição "Castelos e Cavaleiros" foi uma maquete de um castelo medieval. Grande e bem detalhada. A maquete ilustra uma batalha, que ficou com jeito de cena de filme. Adorei! 



A exposição fica no segundo andar do "Estação Ciência" e vai até o dia 24 de julho. Há várias reproduções de peças da época e muitas maquetes, para ilustrar como era a vida em um castelo e os aspectos gerais da vida medieval. As maquetes são lindas. A minha preferida foi a que representa um torneio de cavaleiros. 



É uma exposição interativa, onde a gente pode experimentar algumas sensações da época. Como, por exemplo, saber como é ficar preso assim! Claro que lá é tudo feito para não machucar o visitante, mas mesmo assim é bem incômodo ficar com a cabeça presa desta maneira. Antigamente os fora da lei sofriam bastante. Imaginem ficar por horas, ou até dias, assim?  







Achei engraçado bancar a prisioneira, mas gostei mesmo foi de brincar de rainha.  Lá há adereços  de época que os visitantes pode usar. Há também os tronos da rainha e do rei. O cenário ficou bem bonito, dando a sensação que estávamos em um castelo. Os meninos se vestiram com as roupas de cavaleiro e nós ficamos com jeito de rainha com a ajuda da enorme capa vermelha e das coroas e efeites que usamos.  Foi a primeira vez que vesti algo assim. Adorei, fiquei com vontade de experimentar uma vestimenta completa. Quem teve esta chance foi Wally e Marcelo, que usaram parte de uma réplica de armadura.  No dia em que fomos, esta atividade não estava prevista na agenda da exposição, mas como o Wally foi convidado pelo organizador do evento, abriram uma exceção eles puderam experimentar a vestimenta. 



Eu já suspeitava que estas roupas eram pesadas e pude comprovar que são mesmo. E olhe que esta da foto é apenas uma réplica, feita como material bem mais leve que o original. Os cavaleiros não tinha uma vida muito fácil não.  Eu experimentei apenas as luvas, que são lindas, pesadas e quentes. E não muito práticas para se usar. Deve ser necessário treino para aprender a empunhar uma espada usando luvas como estas. 


Quem ficou com vontade de ir apreciar a exposição é só clicar AQUI e ver todos os detalhes.  Para saber mais da nossa aventura no Estação Ciência, dê uma passadinha no blog do Wally. Ele contou tudo neste post :





Realmente foi uma manhã de sábado bem diferente e muito divertida!



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cantando com Juanes






A trilha do ferro de passar desta semana foi o Juanes. Escolhi o meu CD preferido dele, "Um Día Normal", que, aliás, foi o primeiro CD dele que eu comprei. Fazia um bom tempo que não ouvia as canções deste álbum. No meu celular tenho 3 músicas dele, mas que são do álbum "Mi Sangre". Neste dia passei roupa feliz da vida. Fiquei envolvida pelas canções, assim fiquei cantando junto com Juanes enquanto passava uma pilha enorme de roupas. As músicas sempre falam de amor, algumas de amor desfeito. Adoro as músicas de amor desfeito, sempre são com letra afiada e transmistem a raiva que ele está de sua amada que o deixou. "La Paga" e "Mala Gente" são ótimas.  Mas  para este post escolhi uma música mais fofa dele, que sempre me faz sorrir quando a escuto : "A Díos Le Pido". Não conhece Juanes? Ficou curioso? Clique AQUI  para conhecer um pouco mais do som deste colombiano que tanto me encanta. 

Bom fim de semana!  :) 


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Viagem Barulhenta



Se esta campanha fosse de verdade teria todo o meu apoio e eu ainda ia fazer de tudo para trazer o mesmo movimento aqui para a cidade da garoa. Se bem que eu duvido que os funkeiros fossem usar o fone. Porque qualquer celular, por mais vagabundo que seja, vem com fones de ouvido. Os caras não usam simplesmente porque não têm educação ou porque gostam de perturbar os outros. Não vejo outro motivo. Não acredito na generosidade do funkeiro de querer dividir a sua música com os demais passageiros do ônibus. Afinal, uma viagem sem música é tão sem graça, né?  Mas uma música só anima a viagem de alguém se for uma música que a gente goste. Música que a gente não gosta, só faz a viagem virar um inferno. E este inferno tem sido constante para os passageiros de ônibus aqui de São Paulo. Sempre tem algum cidadão curtindo o seu som sem espetar os fones de ouvido no celular. E sempre com o som no último volume. Um tormento que enfrento direto, tanto na ida, como na volta do trabalho. E sofro em silêncio, como os outros passageiros. Ninguém tem coragem de reclamar. Em um mundo cada vez mais selvagem, nunca sabemos a reação do cidadão. Então é melhor ficar quieto e aguentar o tormento até a hora de descer do ônibus.  

Mas ontem o tormento foi além do que eu podia suportar e eu tomei uma medida drástica. Desci do ônibus e peguei outro. Era um grupo de uns três caras e duas meninas. Um deles com o celular tocando funk muito muito muito alto. Tão alto que, mesmo colocando meu fone  com volume alto, o funk abafava o som que saía dos meus fones! Fiquei numa encruzilhada, ou aguentava a música ruim ou corria o risco de ficar surda. Nenhuma das alternativas me agradou. Assim, apertei a campanhia do ônibus e desci. Não estava a fim de continuar no bailão funk. Depois de um dia de trabalho eu merecia uma volta para casa mais agradável. Felizmente dei sorte e o outro ônibus estava só com gente educada, escutando música civilizadamente com seus fones de ouvido. Um alívio.  O jeito é rezar para que as próximas viagens de ônibus sejam menos animadas. Pena que eu sei que são raras as viagens tranquilas nos ônibus paulistanos.



Nota da blogueira: Toda vez que isso acontece eu amaldiçôo quem inventou de colocar auto-falante nos celulares. Mesmo sabendo que o celular é o inocente da história. O problema é quem não sabe usá-lo. 

 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Momentos de Tranquilidade



Esta cena de tranquilidade felina aconteceu no domingo de manhã.  Os três aproveitando o  sol. Quando vi esta cena achei surreal, simplesmente porque, horas antes, Nena e Sam estavam praticamente se matando. Os dois em uma briga épica. Igual aquelas de desenho animado, quando os gatos se engalfinham e tufos de pêlos ficam voando por todos os lados.  Um horror. Foi até difícil de separar.  Apesar do escândalo, os dois saíram da briga sem machucados. Nena e Sam vivem se estranhando. Ciúmes puro. Mas na maior parte do tempo ficam na paz. Mesmo assim, nunca foram de ficar juntos, sempre mantiveram uma certa distância. E por isso que a cena  que vou mostrar a seguir me causou um grande espanto. Juro que não é montagem! 









Sim! Nena e Sam dormindo juntinhos!  Eles ficaram um tempão dormindo um colado no outro. Sam até ganhou umas lambidas carinhosas da Nena quando os dois acordaram. Muito fofo! Claro que rolou um stress depois deste chamego todo. Depois das lambidas, vieram algumas mordidinhas e aí o clima azedou e cada um foi para o seu canto. Estou torcendo para esta cena se repetir. Adorei ver os  dois brigões juntinhos no maior aconchego. :)



terça-feira, 12 de julho de 2011

Google +


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Quando vi as primeiras notícias sobre o Google +, fiquei com preguiça só de pensar em me cadastrar em mais uma rede social. Claro que fiquei curiosa, mas não me preocupei em obter o tão desejado convite para entrar na rede. Sabia que uma hora ou outra o convite chegaria na minha caixa de e-mail. Só não esperava que fosse chegar tão rápido. Sexta-feira passada recebi da Cris o convite para entrar no site. E no sábado resolvi testar a novidade. Como o site é vinculado à conta do Google, praticamente não tive que preencher nada, minhas informações básicas já estavam ali. Só tive que editar o meu nome, pois, como ele pegou os meus dados do cadastro do Google, ficou aparecendo o meu nome e não Patry, como eu uso em todos os outros sites. Fiz a mudança com receio do efeito colateral, de mudar  o meu nome do registro do Gmail. O que de fato aconteceu, mas o Gmail permite que você escolha um nome diferente do registrado na conta geral do Google, assim consegui deixar Patrícia no e-mail (que é meu e-mail principal e uso para assuntos sérios, não ficando bem ter como nome de e-mail o meu apelido) e Patry no Google +. Questões de cadastro resolvidas, comecei a fuçar  e cheguei na mesma conclusão de todos que haviam feito resenhas sobre o site : É um Facebook  mais clean e com algumas coisinhas diferentes. Mas a dinâminca é mesma.





Uma coisa que eu gostei é que lá ninguém é denominado amigo de ninguém.  A relação entre as pessoas é estabelecida por círculos. Há os pré-definidos como amigos, família , conhecidos, trabalho e seguidores. O usuário pode criar outros se quiser. Desta maneira fica menos estranho. Até hoje não me acostumei com as notificações do Facebook de fulano ficou amigo de sicrano, ainda mais quando eu sei que o fulano e o sicrano praticamente cresceram juntos. Outra novidade é a conversa por vídeo, chamada de Hangout. Testei a ferramenta e funciona muito bem. De resto, tudo é bem parecido ao Facebook e a coisa só vai engrenar quando tiver mais gente por lá. Como tudo está bem vazio ainda, as conversas não fluem. Na verdade nem há muito o que escrever lá, eu mesma não consegui fugir muito do 'testando'. É para mim uma terra estranha ainda, onde não me sinto à vontade. E vai demorar para eu me sentir à vontade lá como me sinto no Facebook. Enquanto isso vou conhecendo o terreno. Só o futuro dirá se o Google +  se tornará tão popular quanto o Facebook.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Transformers : Dark Side of the Moon





O Bumblebee merecia um filme melhor. "Transformers - Dark Side of the Moon" (USA/2011) é um filme muito chato, conseguiu a façanha de ser pior que o Transformers 2, que ainda tinha alguns bons momentos. Realmente, o único filme que presta desta triologia é o primeiro Transformers, de 2007. Fiquei decepcionada e até angustiada, pois o filme não acabava mais. Quase três horas de filme! E eu senti cada minuto do filme, era tudo tão arrastado que parecia interminável. Realmente não consegui me envolver com a história e até cochilei  no cinema em alguns momentos. O filme perdeu  bom humor dos anteriores, tentou ser um filme sério, com muitas estratégias militares, planejamentos de ataques. Tudo muito muito chato. 
Neste filme os Autobots, os transformers do bem, descobrem que há uma  aeronave de outra raça de robôs perdida na Lua e lutam para impedir que os Decepticons, os transformers vilões, consigam pegá-la para si.  Nisso contam com toda a ajuda do serviço secreto americano e, claro, do Sam (Shia LaBeouf) o protagonista humano da série. O começo do filme é legal, gostei da mistura da realidade com ficção, mostrando que a ida do homem a Lua foi motivada pela suspeita que lá haveria uma nave alienígina, neste caso de uma raça de transformer. Ficou bem inspirado este começo e as montagens com as imagens reais da época.  Depois  disso o filme fica arrastado e chato.  Até o Bumblebee está sério. Ele nem toca mais músicas, conversa com todo mundo usando trechos de fala dos locutores de rádio. E ele aparece pouco, fica perdido no meio de tantos transformers e tantas batalhas sem fim.  Outro problema do filme é a mocinha. Megan Fox, a mocinha dos filmes anteriores, foi demitida por mau comportamento e colocaram em seu lugar Rosie Huntington-Whiteley, uma loira sem sal e inexpressiva. Impossível acreditar que há amor entre ela e o Sam. A atriz, se é possível chamá-la assim, é praticamente uma barbie em tamanho real. Fica lá só enfeitando o filme e é sofrível nas cenas em que tem que expressar algum sentimento. Ruim demais.
Eu assisti o filme em 3D legendado no cine Kinoplex do Vila Olímpia, sessão da meia-noite de sábado para domingo. Não valeu a pena ver o filme em 3D, não há muitos efeitos que justifiquem aguentar aqueles óculos apertando a cara da gente por mais de duas horas. Se for arriscar ver este filme, opte por uma sessão normal em 2D. Mas sinceramente, se tiver curiosidade de ver o filme, espere para ver na TV. Não vale o ingresso do cinema.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Surpresa Real




Tanto quis lembrancinhas do casamento do William e da Kate, que agora tenho duas! Wally trouxe para mim um imã  (lindo!!!) com a foto dos noivos quando ele viajou para Inglaterra. Eu achava que este seria o único souvenir que eu teria do casamento real e já estava bem contente com isso. Mas esta semana fui supreendida com esta linda caneca. Foi um presente da minha colega (e amiga!) de trabalho Sofia, que na verdade se chama Patrícia. A tia dela, que vive na Inglaterra, veio visitá-la e trouxe este presente para mim, de tanto que Sofia falou que eu estava encantada pelo casamento real. Adorei a lembrança e já está  na minha cristaleira, que tem porta, bem à salvo dos gatos. Claro que nunca terei coragem de usar a caneca, vai ficar como peça de decoração. Linda demais para ser usada. 

Eu fico mesmo encantada com estas histórias de casamentos de princesas, acho tudo muito lindo  e acabo me emocionando. Mas gosto só de admirar de longe, nunca quis ser princesa.  Não nasci para isso. Se um dia eu me descobrisse princesa, eu seria pior que a Açucena para me encaixar na vida cheia de regras de uma família real. Seria um verdadeiro martírio ter que andar todo dia toda empetecada, arrumadinha e de salto alto. Sempre tendo que me preocupar em manter a pose de princesa linda e fina. Mas isso seria o de menos, o pior mesmo seria  ter um monte de gente se metendo na minha vida. Não deve ser nada agradável viver com todos os holofotes virados para você. Cada passo dado virando notícia. E os jornalistas ávidos por uma escorregada, por um escândalo da princesa. Com certeza não é uma vida fácil. As princesas da vida real têm que ser muito fortes para aguentar o tranco. Eu acho que a Kate tem tudo para ser uma princesa feliz  e que vai  conseguir lidar com o lado b da vida de  ser da realeza.  Eu prefiro continuar olhando tudo de longe. A vida de plebéia é menos atribulada que a vida de princesa e sem um monte de gente seguindo os meus passos. 

Sofia, obrigada pelo lindo presente! 

Bom fim de semana!


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Reino da Marion



Esta é a Morgana, a feiticeira que eu estou tomando conta ultimamente. Apesar de, em alguns momentos, eu deixá-la em situações críticas, seja com muita fome ou chateada porque perdeu alguma missão, estou conseguindo mantê-la em bom estado físico e emocional. A minha Morgana vive no jogo The Sims Medieval e divide a minha atenção com o ferreiro Laurence e com a Lady Marion The Great, a Rainha do Reino Winterfell.  Os três personagens foram criados por mim e são os protagonistas das aventuras do reino.  Este Sims tem uma dinâmica diferente dos jogos anteriores. Aqui não temos liberdade total como tínhamos nos outros jogos. Nos primeiros Sims a nossa única obrigação era manter o nosso Sim em bom estado físico e mental. E a gente  escolhia o rumo que quisesse para a vida do nosso personagem. No Sims Medieval há missões que somos obrigados a cumprir. Não há  jogo livre, tudo está vinculado  às grandes missões. Escolhendo uma missão, nosso personagem se vê em um jogo roteirizado, onde as ações têm que ser cumpridas. Há de tudo um pouco, missão para ajudar um casal se unir ou missão para salvar o reino de um ataque de chinchilas selvagens. No meio das grandes missões, há ainda as obrigações cotidianas  que, se não cumpridas, deixam o Sim meio deprê. Eu levei um tempo para conseguir me entender com tantas obrigações simultâneas.   E tudo fica mais caótico quando se escolhe uma missão que envolve dois personagens. Cuidar de dois ao mesmo tempo é ainda  um desafio para mim. No começo torci o nariz para as missões que somos obrigados a seguir, mas agora estou curtindo e isso é mérito do jogo, que como sempre, é todo cheio de graça. Eu morro de rir com as situações impostas e suas consequência. O jogo não se leva à sério e sempre  coloca os personagens em situações engraçadas e surreais. Esta versão do jogo não foi lançada em Português como as anteriores, uma pena, pois a tradução do jogo sempre foi muito inspirada. Então tudo é em Inglês, dos menus, às missões, as historinhas.  O que é um complicador para quem não sabe falar Inglês e pode acabar sendo um limitador para as vendas do jogo aqui no Brasil. 


Eu estou ficando novamente viciada no jogo.  Tenho jogado praticamente todos os dias e já notei que perco a noção do tempo enquanto jogo. Mas uma coisa me perturba. E quando acabarem as missões, o jogo acaba?  Será que este The Sims tem fim?  Os jogos anteriores não têm fim. São infinitos mesmo, pois você segue  a linha da vida, os membros da família vão morrendo enquanto outros nascem e assim você fica jogando eternamente se quiser. O único jeito de descobrir é terminando todas as missões e vendo o que acontece. Se me aparece um The End ou se abre a possibilidade para jogo livre.  Enquanto eu não descubro vou me divertindo  com os meus Sims de estimação. :)

 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Vitrine

Hoje o blog está fantasiado de vitrine. Uma vitrine fashion com coisas lindas e preços ótimos. Duas queridas amigas abriram vendas  via internet ontem, uma vendendo Melissas e outra roupas. Combinação perfeita!  Lindos sapatos e lindas roupas. E com preços camaradas! Eu aqui estou prestes a quebrar a minha promessa de não comprar mais nada nesta estação. Está difícil de me controlar e vocês vão me dar razão. :)


No blog "Baú Hype" Miss Oak colocou à venda alguns exemplares de sua vasta e linda coleção de Melissas.  Tem de vários estilos e cores.  Muita coisa linda!  Aqui coloquei apenas dois pares, mas tem um montão lá no blog.  Para visitar clique no link abaixo:










O blog "Nosso Armário" é  o canto onde a Julia Morales sempre nos traz todas as novidades do mundo da moda e dicas bacanas  sobre estilo. E agora  Julia nos traz a "Coleção Nosso Armário", com peças lindas. Tudo ao nosso alcance! Para comprar é só acessar a lojinha que ela montou lá no Facebook : 



Como todos já sabem, só devemos comprar na Internet em sites confiáveis, afinal a internet é uma  selva.  E por isso eu faço questão de dizer que podem comprar sem medo nas lojinhas da Miss Oak e da Julia Morales. São pessoas sérias, que a gente pode confiar sem medo. São amigas muito queridas  e que conheço  ao vivo e em cores! Miss Oak é amiga de vida inteira e a Julia é amiga recente, que foi me apresentada pela minha amigona Ana, do Trendy Twins.   Por isso, quem gostar das Melissas e das roupas, façam suas comprinhas sem receio.  :)

 

terça-feira, 5 de julho de 2011

Passando Roupa




Semana passada fugi do ferro de passar o quanto pude. Mas no domingo não teve jeito e tive que encará-lo. O cesto de roupa estava lotado e as gavetas ficando vazias.  Como ir trabalhar de roupa amassada não pega bem e não há mágicas para fazer a roupa ficar lisinha, tive deixar a preguiça de lado e passar  as roupas no domingo de manhã. Para eu aguentar àrdua tarefa, que não é tão árdua assim, mas é muito, muito, muito chata,  peguei os CDs da trilha do Glee  e coloquei para tocar. Só passo roupa ouvindo música, não abro mão. A música me ajuda a abstrair, me faz cantar. Em dias que acerto a trilha do ferro de passar, acabo até me divertindo enquando passo roupa. Não há a trilha perfeita, há sempre a música que encaixa perfeitamente com o meu humor no dia. E isso varia muito. Não há receita. O que importa é que seja música que me anime, música paradona não combina com o ferro de passar. Muitas vezes me vejo até dançando enquanto passo roupa. Chega a ser engraçado. Ainda bem que somente os gatos me vêem passando roupa. Aliás, eles são companhia constante nestes momentos e também o meu maior problema para passar roupa. Realmente não sei como consigo passar roupa e ainda ficar de olho nos gatos.  Muitas vezes levo um bom tempo para convencê-los a ficarem quietos em suas cestinhas. Eles adoram causar tumulto com o ferro. Sam adora ficar puxando o fio do ferro e Frodo adora pular na tábua de passar. Ou seja, eles adoram se colocar em situação de risco! Mas passados os minutos iniciais  e algumas broncas, eles se conformam e ficam quietos dormindo em suas caminhas e só saem de lá quando eu termino tudo. Geralmente tudo isso acontece uma vez por semana. E não passa de uma hora por semana. É o limite que eu coloco, não passo roupa por mais de uma hora, é o máximo que aguento para me dedicar a uma tarefa que tanto me aborrece.  Com este limite e com a música certa, passar roupa fica menos penoso. E, algumas vezes, chega  até ser  divertido.

 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Amor Inventado ?



Amor não é ciência exata. Impossível listar tudo que faz a gente gostar de alguém. Sempre vai ter algo que é inexplicável. Amor tem disso, de existir apenas por existir, sem ter uma razão ponderável para justificá-lo. Por ser imponderável, por ser algo quase mágico, o amor pode nos confundir. É enebriante a tal ponto que podemos nos iludir, amar alguém que só existe em nossa cabeça. O amado passa a ser a pessoa perfeita. Tudo o que ela faz exala perfeição, os defeitos a gente finge que  não nota, afinal, se aquela pessoa nos conquistou só pode ser perfeita. Acho que muitas vezes embarcamos em uma história de amor que só existe na nossa cabeça, onde criamos várias mentiras para justificar os tropeços do outro e para nos enganar que aquela história é de fato real. Eu já passei por isso e acho que quase todo mundo também já passou.  Não é fácil admitir que um amor não passava de ilusão. Mas acho que que é necessário viver as histórias erradas para se dar valor ao amor verdadeiro quando ele aparece, valorizar os sentimentos e as pessoas reais. Porque o amor verdadeiro não é aquele onde tudo dá certo, é aquele onde o casal se empenha para superar os momentos difícieis e que não desiste na primeira crise. Sim, primeira, pois a vida de um casal é permeada por crises.  Não há relacionamento real que seja fácil. Que diz isso mente descaradamente. Mesmo um casal que se entende muito bem vai enfrentar vez ou outra momentos complicados, onde parece que tudo sai errado. O que faz a diferença é como o casal encara a crise. Se tiver coragem para encarar os problemas de frente, são grandes as chances da crise passar e o relacionamento ficar mais forte. Quem se separa na primeira briga é alguém que acredita no amor perfeito. Isso não existe, pois as pessoas são imperfeitas. Se agarrar à ilusão de um amor perfeito é o primeiro passo para se dar mal no amor. Pois uma hora a ilusão vai acabar e a pessoa vai achar que o amor não era verdadeiro. Talvez não fosse mesmo, talvez não passe de um amor inventado. O tipo de amor, onde se ama a ilusão de se ter ao lado uma pessoa perfeita e não a pessoa real. Como saber se o amor é real ou inventado? Acho que o primeiro passo é ter coragem de olhar o outro como ele é.  Amar alguém é, no fundo, um ato de coragem.  E sempre vale a pena. 


Nota da blogueira: Post inspirado por conversas com amigos durante a semana passada e pela música Exagerado do Cazuza.



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Cadê o gatinho?




Normalmente eu publico no Facebook os links dos posts do blog. Mas hoje será o inverso. Resolvi colocar aqui uma foto publicada ontem no meu FB e que fez o maior sucesso. Foto do Frodo de tocaia dentro de um bolsa. Ontem ele ficou horas lá dentro, estava uma graça. 

Assim esta foto anima a sexta-feira aqui no blog. O cansaço de uma semana puxada de trabalho me pegou em cheio e ontem eu já não conseguia organizar as idéias direito para postar. Comecei um post umas quinhentas vezes e deletei tudo. Achei que nada do que eu escrevi prestava.  Mas hoje é sexta, finalmente, e amanhã vou poder descansar. 

A semana me pareceu longa, mas fiquei com sensação que o mês de junho passou feito um foguete. Aqui estamos já em Julho. Segundo semestre. 2011 em velocidade máxima.  E eu ainda com a sensação que o reveillon foi ontem. O tempo está passando mais rápido do que eu consigo assimilar. Queria encontrar o botão de pausa! 

Bom fim de semana e até segunda!