Vida




Quando morre alguém da minha idade, ou mais novo que eu,  e que fazia parte da minha vida, eu fico chocada. É como se o mundo viesse me dar um chacolhão e falasse: "Hey, você acha que tem todo o tempo do mundo, mas não tem não!".  Não sei se todos têm a mesma sensação, mas eu sinto que tenho muitos e muitos anos de vida. Que tenho tempo de sobra mesmo.  Não consigo vislumbrar a minha finitude ou das pessoas que eu amo. Talvez quando eu estiver perto dos 90 anos, comece a pensar que um dia tudo terá um fim.  Mas quem disse que eu realmente viverei tanto assim?   Talvez seja uma ilusão necessária achar que terei uma longa vida. Se eu soubesse que teria pouco tempo neste mundo, acho que viveria no desespero. Viveria angustiada com medo de não conseguir fazer tudo que almejo.  Pensando que ainda terei, no mínimo, uns 50 anos de vida, levo tudo sem grandes desesperos. Tentando levar a minha vida numa toada mais tranquila. 

Às vezes acho que sou sossegada demais, para não dizer preguiçosa. Me questiono se não deveria fazer mais coisas, preencher meu tempo com um monte de atividades.  Tem hora que dá uma sensação que eu estou perdendo tempo, pois vejo as pessoas fazendo trocentas coisas. Mas  é o meu jeito, acho que se eu entrasse nesta rotina alucinada de fazer um montão de coisas, seria infeliz.  Não adianta querer ir na onda dos outros, temos que encontrar nossa própria onde e seguir o fluxo da maré. 

Depois de um choque de realidade, como o que mencionei no começo do post, eu fico bem reflexiva, pensando se não estou neglegenciando coisas importantes. Se estou sendo justa e boa com quem gosta de mim.  Porque é  isso que importa no fim das coisas, como nos relacionamos com as pessoas, como é nossa postura com as pessoas importantes de nossas vidas. No final, quero mesmo é deixar boas lembranças nas pessoas que conviveram comigo.


Nota da blogueira: Post meio deprê, eu sei. Há alguns dias uma amiga faleceu.  Amiga que fez parte da minha vida há uns 15 anos. Depois a vida nos separou e o Facebook nos aproximou um pouco de novo.  Mesmo sem um grande contato nos últimos anos, sempre nutri um carinho especial por ela. E ainda não consigo acreditar que ela se foi assim de repente. Não páro de pensar no marido dela, também amigo meu daquela época, e no filhinho deles. Como eles ficarão agora?   Com certeza ninguém conseguiu vislumbrar que ela partiria tão cedo. Uma grande tristeza.


Comentários

  1. Também fico triste com isso. A ultima vez que aconteceu foi há alguns anos, uma colega de faculdade morreu num acidente de carro. Fico pensando que poderia ter sido eu, já que o destino não escolhe, apenas sorteia... Mas viver no desespero não dá. Acho que o importante é viver com consciência de que estamos fazendo ao máximo o que queremos e podemos, sem a necessidade de realizar todos os nossos sonhos (isso nunca seria possivel nem que vivêssemos 200 anos!). Tenho medo de morrer, mas ao mesmo tempo acho que se acontecer, vou tranquila, estou num momento tranquilo, contente com minha vida e suas limitaçoes. Dá pena, mesmo, dos que ficam. Esses sim terão o fardo da saudade para carregar pelo resto da vida...
    Beijos!

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  2. é sempre muito triste qd a gente perde alguém, até mesmo se tiver mais de 100 anos. e a finitude da vida sempre nos choca mais qd é alguém perto e muito jovem. tb fico deprê. acho q devemos viver intensamente e se viver intensamente é curtir tranquilamente a vida, é o q vale. parecer q faz coisas demais só pq assim seria viver melhor, será? acho q cada um tem q fazer o gosta de fazer, mesmo que seja ser mais tranquilo. se cuida. beijos, pedrita

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