sábado, 20 de setembro de 2014

Nunca a maré tá mansa





Faz uns quatro meses que eu acordo cedo todo santo dia.  Não existe mais na minha vida dormir até mais tarde, ficar na cama até cansar. Acordo para dar a insulina no Sam, de segunda à segunda. O que é muito ruim, pois o cansaço acumulado que eu carrego é absurdo. Mas isso  acabou se transformando em algo bom. Comecei a sair cedo para andar de bike nos fins de semana.  Já estou acordada mesmo, não consigo voltar a dormir, pois dar injeção no meu filhote me deixa muito desperta, afinal, é uma atividade meio complicada, então saio.  Me sinto superbem depois que volto, cansada, mas leve.  Quando eu ficava em casa, ficava cansadona e resmungona. Tudo ruim e ficava sem ânimo pra curtir o fim de semana.  Agora, com esta rotina nova, o meu ânimo supera o cansaço e tenho pique pra muitas coisas. Claro que chega umas 10 da noite a minha pilha já acabou, eu mal consigo ver a novela das 9 até o fim! 

Hoje, enquanto eu pedalava, pensava nisso. Coisas ruins podem trazer coisas boas. A doença do Sam é muito ruim, mas acabou me estimulando a me movimentar mais e me fez voltar a andar de bicicleta. Se não fosse a necessidade de acordar 6 da manhã mesmo de sábado, domingos e feriados, eu não tinha me aventurado com a bike. Certeza que não.

Coisas ruins sempre estarão presentes na nossa vida. Impossível ser 100% feliz,  cabe a gente tentar extrair algo de bom do que é ruim. 2014 vem sendo um ano bem complicado, acho que meu inferno astral começou lá em janeiro e ainda está em vigor, muito baque emocional pro meu lado.  Mas isso tem servido pra me deixar mais corajosa, mais forte e até determinada.  Se eu ficar chorando, nada melhora. Claro que tem hora que eu desabo, choro, reclamo de tudo, mas isso passa.  Tenho aprendido a ser mais paciente também, não tendo pressa pra resolver as coisas. Aprendendo que tem coisas que levam tempo para melhorarem. Seja a doença do Sam, seja desentendimentos com pessoas que eu gosto. Tenho que fazer a minha parte e esperar. O que eu posso fazer é me empenhar o máximo e deixar que o tempo faça sua parte. E é o que venho fazendo, sempre com sorriso no rosto. :)



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Leituras



Eu leio livros no ônibus, aproveito o tempo que estou ali no busão, no meio do trânsito, para ler. É muito bom, pois nem vejo o tempo passar. A viagem entediante vira uma viagem bem interessante.  

No comecinho do mês terminei de ler o livro "Will and Will", escrito por John Green e David Levithan. Acho que nunca tinha lido um livro assim, escrito em dupla, onde cada autor é responsável por uma parte da história. Fica bem claro no livro quais os trechos escritos pelo John Green, que eu já conheço o bem o estilo, e os trechos escritos pelo David Levithan. Estilos diferentes que se complemetam muito bem neste livro, pois ajudam a distinguir cada "Will". O livro conta a história de dois garotos com o mesmo nome e que um dia se esbarram e a vida deles começa a se misturar. Gostei muito deste livro. Um livro que falar sobre pessoas tentando se entender, tentando lidar com as frutrações dos relacionamentos (seja amoroso ou de amizade), tentando fazer a coisa certa e nem sempre conseguindo.  Este livro me fez refletir muito e ainda está fazendo!

O outro livro eu ainda estou terminando. Faltam pouquinhas páginas para eu terminar "Teorema Katherine", também do John Green. Eu estou adorando, tanto que estou enrolando para terminar, pois já sei que vou sentir uma saudade brutal do Colin, o protagonista do livro.   Colin é um menino superdotado e que só namora meninas com o nome de Katherine e  só leva fora delas. Todas terminam com ele. Colin não tem lá muita sorte no amor e fica encafifado com isso e resolve fazer um teorema para provar que isso é sua sina, pois para ele no mundo há só dois tipos de pessoas: as que terminam os namoros e as que levam o fora.  O livro fala de matemática sim, mas nada assustador. O autor deixa tudo bem leve tanto na narrativa como nas divertidas notas de rodapé. 

Muito curioso eu ter lido estes  livros em sequência, pois o estilo de narrativa  é muito parecido! O primeiro livro é narrado em primeira pessoa e o Will do primeiro livro  tem o mesmo estilo do narrador (em terceira pessoa) do livro do Colin.  Não sei se o John Green se deu conta disso, mas que é muito igual, isso é.  E não acho ruim, pois adorei o jeito que as duas histórias são contadas. Dos livros que li dele, estes dois são os que realmente possuem semelhança no estilo da narrativa.

Hoje devo terminar de ler a história do Colin. Quero terminar aqui em casa. Não gosto de terminar os livros no ônibus, pois se eu me emocionar não terem o sossego necessário. Por isso gosto de terminar minhas leituras no meu sofá. No sossego do meu lar, com o Frodo no meu colo. 


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Bye Bye Corretor!





Eu nunca me entendi bem com os corretores ortográficos, seja  no notebook ou no celular.  Até aqui no blog eu não uso, prefiro escrever  sem monitoração e depois sair caçando os errinhos de digitação. Claro que alguns acabam escapando, mas prefiro assim do que escrever com o computador me perturbando, indicando a todo instante que escrevi algo errado.

No celular é pior, porque não é apenas indicar o erro, o corretor escreve o que ele acha que você quer dizer. Ele nem pergunta, vai mudando  as letrinhas que eu escrevo do jeito que ele bem entende.  Isso sempre me enervou!  

Aturei o corretor do meu celular até dois dias atrás.  Logo que eu comprei meu atual celular, tentei tirar o maldito corretor. Não consegui, consegui apenas ocultar as sugestões de palavras.  Aí desencanei e não tentei mais.   Mas agora me livrei dele para todo o sempre. A alegria daquele momento se transformou numa  preocupação inesperada. Eu descobri como eu já tinha me acostumado com isso, pois notei como estava escrevendo errado!  Eu não tinha noção disso. Simplesmente eu já não acentuava mais as palavras ou mesmo me preocupava em acertar na tecla correta. Digitava de qualquer jeito, pois ele arrumava!  Ou seja, mesmo brigando com o corretor direto, eu acabei me rendendo a ele, deixando que ele escrevesse por mim! 

Fiquei meio assustada com isso, pensando  se  uso contínuo de ferramentas assim pode levar ao extremo de fazer alguém a 'desaprender' a escrever.   Não sei, mas  prefiro  ficar longe destas ferramentas.  Não posso deixar que meu cérebro se acomode, que se acostume a escrever tudo errado. Ele precisa trabalhar para não ficar atrofiado. Este é o perigo do mundo de hoje, os devices fazem tudo por nós! Eu praticamente não sei mais nenhum telefone de cor, deixo que o celular lembre por mim. Aniversários, então! Se o Facebook não me me lembrar, eu não vou recordar a data. De tanto apelar para calculadoras, mal sei fazer contas hoje em dia.  Tenho saudades do tempo que eu sabia muita coisa de cabeça. Dificilmente serei assim de novo, mas aposentar o corretor ortográfico do celular já é um bom começo.




sábado, 13 de setembro de 2014

O Rebu




Grandes atores e um grande roteiro, assim foi O Rebu, novela das 11 da Globo que terminou ontem.  Eu assisti inteirinha, não perdi um capítulo sequer, graças ao gravador da TV a cabo. Sem isso eu não teria conseguido acompanhar, pois a novela foi ao ar muito tarde, impossível eu assitir.   Vi todos os capítulos  gravados, somente o último assisti 'ao vivo'. Foi difícil me manter acordada, tive que apelar para o café. Valeu a pena, o último capítulo não decepcionou.  Mas o penúltimo capítulo foi mais impactante, foi quando mostraram todo o flashback de como o Bruno foi parar no freezer. Cena tensa! 





O Rebu foi uma produção muito caprichada, tudo perfeito: Roteiro,  figurinos, direção, desempenho dos atores. Muitos reclamaram que  a falta de cor da novela, tudo com um filtro azulado,  cansava o espectador. Bobagem, a cor da novela estava ótima, o que cansava era o horário. Uma pena uma novela tão boa , num horário tão ingrato. Mas é o horário viável, pois eu sei que se fosse ao ar mais cedo, a censura que impera neste país ia tesourar várias cenas que seriam consideradas impróprias. 




Eu sempre tive curiosidade com esta novela, que teve sua versão original exibida no início  da década de 70, quando eu era muito criancinha para acompanhar.  O remake mudou muita coisa da história original, mas conservou a idéia principal: Uma novela em que toda a história se passa em um só dia.  Uma grande festa, um morto na piscina. Uma novela policial, cheia de intrigas, de mentiras. Não havia ninguém  santo ali naquela festa, todo mundo com algum desvio de conduta, todo mundo lidando com seus pecados e com seus demônios particulares. Tudo bem delineado nos flashbacks, que nos trazia um pouco sobre cada personagem, fragmentos do passado para que a gente conseguisse entender o personagem do presente. 



Foi uma novela muito sensual  também.  A trama policial  era intercalada com cenas de sexo e sedução que rolaram durante a festa.  Os convidados estavam  todos bem safadinhos, até parecia série da HBO!  Adorei as cenas de pegação, muito bem realizadas, sem baixarias e bem sedutoras. Tudo com muita classe, bom gosto e apimentado na medida certa. 



Gostei que cada personsagem teve sua importância. Dos principais, ninguém estava ali à toa. Para todos chegou o momento de ser fundamental, mostrar qual realmente era o seu papel na história. Não houve enrolação no Rebu.  Capítulos enxutos, com cenas bem amarradas.



Esta novela me marcou pela melhor cena de festa já produzida pela Rede Globo para uma novela.  Em geral, as cenas de festas, tipo discotecas, sempre saem mais ou menos. Mas desta vez deram um show, todas as cenas da pista de dança foram ótimas. Destaco a cena inicial da novela, que é uma sequência grande, onde os principais personagens são mostrados, dançando, se divertindo, se provocando e com uma trilha sonora envolvente. Adorei que parte desta primeira cena foi mostrada no capítulo final. Perfeito! 

Rebu acabou e eu já estou com saudades. Entrou para a lista de  novelas preferidas.  


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Songs of Innocence





Depois de levar um baile do iTunes, consegui fazer o download do novo álbum do U2, 'Songs of Innocence'.  Quanto eu paguei? Nadinha!  A banda simplesmente disponibilizou o novo álbum pra download de graça. Bastava ter uma conta no iTunes pra baixar e pronto. 

É uma situação tão irreal quanto maravilhosa. Foi um ato de desprendimento enorme, afinal, um lançamento destes move muita grana. Mas o U2 deixou a música prevalecer ante ao interesse financeiro. Deu um grande presente aos seus fãs. Vejo isso como uma reverência da banda aos fãs, uma gentileza sem tamanho oferecer a arte deles sem cobrar nada por isso.  Um marco na história da música, sem dúvida. 



Eu escutei o disco hoje pela primeira vez e pela segunda, terceira e quarta vez também! Coloquei pra tocar no meu iPod assim que saí de casa para o trabalho. Na volta do trabalho fiz o mesmo e quando cheguei em casa escutei via iTunes do meu notebook, que estava conectado a duas caixinhas de som, pequenas no tamanho, mas potentes no som. 
Fazia muuuuuito tempo que eu não  gostava de um álbum inteirinho, de não achar nenhuma canção mais ou menos. A cada faixa que eu escutava pela primeira vez, um sorriso brotava no meu rosto e eu ficava cada vez mais animada, com vontade de dançar. Pensem na pessoa aqui quase dançando no ponto de ônibus antes da 7 da manhã.  Mas eu contive meus pés, mas as mãos ficaram no ritmo das músicas. 

As músicas preferidas até o momento são 'Iris' e "Song For Someone'. Lindas!  Adorei as letras. Falando em letras, a versão digital veio com o libreto do álbum bem do jeito que eu gosto: com as letras das músicas!    Tem fotos também e um texto da banda sobre o álbum. Eu ainda não li o texto e estou bem curiosa. 

O álbum ficará disponível para download gratuito até 13 de outubro, depois disso o disco será lançado em CDs e será vendido normalmente. E claro que eu vou comprar, quero ter o CD de verdade.  


Nota da blogueira: Eu tenho o iPod há alguns anos e nunca consegui me entender com o iTunes.  Uso basicamente como player, nunca comprei nada na lojinha e sempre me atrapalho para baixar algo que eles oferecem de graça. Demorei séculos pra descobrir como 'pegar' o disco o U2, já tinha descoberto como ouví-lo, mas não consegui trazê-lo pro meu computer.  Mas deu certo!  Se você tem iTunes, corra e baixe logo! ;)