segunda-feira, 20 de julho de 2015

The Cure - Nunca é o Bastante




Ler o livro "A História do The Cure - Nunca é o bastante" (Autor Jeff Apter) foi emocionante. Não apenas por revisitar a história de uma das minhas bandas preferidas de sempre, mas também por revisitar músicas que fizeram (e ainda fazem!) parte da trilha sonora da minha vida.  A história do Cure é um pouco a minha história também, mais especificamente a partir segunda metade dos anos 80, quando me encantei pelo Robert Smith e suas canções. 

O que me encantou neste livro é o foco dele na produção musical da banda, o autor faz relatos detalhados sobre os processos de composição e gravação das músicas. Faz uma descrição apurada sobre cada álbum e cada faixa. Isso foi especialmente nostálgco, pois naquela época, quando o acesso à música estrangeira era algo complicado por aqui, eu 'escutava' muitas canções através das reportagens da revista Bizz, onde lia resenhas incrivelmente detalhadas de álbuns que levariam séculos para chegar por aqui.  A música traduzida em palavras! 

Li o livro com trilha sonora, depois de cada sessão de leitura, eu colocava as músicas do Cure para tocar, sempre as que estavam sendo citadas naquele momento no livro. Foram momentos de nostalgia e também de descobertas, pois eu pouco conhecia da produção do Cure antes do estouro de 1986. Conhecia as canções mais populares mesmo, nunca tinha escutado um álbum completo que tenha sido lançado antes da coletânea "Stand on A Beach", meu primeiro disco do Cure.  Gostei de conhecer um pouco mais sobre os primórdios do Cure. Agora tenho salva no meu Spotify a discografia completa deles! Aqui em casa tenho 3 LPs ( Stand on A Beach,  The Head on The Door e Kiss me Kiss me) e 2 Cds (Desintegration e Wish). Um dia ainda terei todos!

Um trechinho do livro me desapontou, a passagem da banda pelo Brasil em 1987. No livro relata os shows do Rio,  Belo Horizonte e Porto Alegre, mas não faz menção ao show que eu fui, aqui no Ginásio do Ibirapuera.  Mesmo assim, neste trecho, minha mente foi inundada com recordações daquela noite incrível! Foi o primeiro show de rock que eu fui! Eu tinha 15 anos. Comecei muito bem, né?  

Eu terminei o livro neste fim de semana, depois de enrolar uma semana, não queria terminar o livro! Foi uma leitura especial, emocionante e cheia de nostalgia.


Nota da blogueira: Ganhei o livro do Wally. Foi presente de dia dos namorados. Ele acertou em cheio! :) 



sábado, 11 de julho de 2015

Sete Vidas




A minha novela preferida acabou ontem e eu já estou morrendo de saudades! 'Sete Vidas' deixou em mim muitas emoções,  emoções de uma história onde eu vi na tela da TV personagens muito palpáveis, muito reais, sem a dualidade típica das novelas. Nada do cara ruim feito demônio ou o cidadão que, de tão bom, é um bobalhão.  Nesta novela das seis, os personagens são gente que, mesmo sendo gente legal, cometem erros, magoam os outros. Como pode acontecer comigo ou com você.  Na vida ninguém está imune a ser o vilão da vez. A gente, tentando acertar, pode errar muito, pode fazer aquela bagunça difícil de consertar. A gente fica perdido, sem saber o que fazer ou para onde ir. 

Situações assim que a autora Lícia Manzo mostrou no decorrer da novela. Dilemas cotidianos que viram grandes batalhas para quem está vivenciando aquilo.  A novela foi muito emocionante, me fez chorar várias vezes, tanto de alegria como de tristeza. Os personagens são complexos, o que me fez gostar e desgostar de alguns durante o curso da história. E até ter raiva e pena do mesmo personagem! 

O último capítulo me emocionou, tanto porque foi uma despedida, afinal deixarei de ver os personagens que segui por meses a fio, e  por ter sido bonito, coerente com toda a história. Claro que teve uma coisinha ou outra que não curti, mas faz parte. O que importa é que a autora conseguiu levar bem a história, sem enrolação, com algo importante acontecendo sempre. Fez uma novela envolvente, que me fez rir e chorar. Me fez xingar também! Sim, eu sou daquelas que briga com o personagem que faz besteira! 

Vou ficar torcendo para que um dia a novela seja reprisada, para que eu possa me envolver com os pesonagens de novo, me emocionar de novo.


Nota da blogueira: Definitivament eu sou fã da Lícia Manzo, esta é a segunda novela dela que me cativa. A primeira foi 'A Vida da Gente', de 2011, também uma novela das 6.



terça-feira, 7 de julho de 2015

Terminator Genisys



Não me interessei em assistir este novo filme do Exterminador do Futuro logo de cara. Fiquei com a sensação de ser mais o mesmo. Mas bastou eu descobrir duas coisinhas sobre o filme para mudar de idéia rapidinho: A história se passa em San Francisco e a heroína é a Khaleesi! Minha curiosidade ficou bem aguçada, queria matar saudades da cidade que adoro e também ver a Emilia Clarke fora do seriado Game Of Thrones.  Para deixar tudo melhor, resolvi assistir na sala 4D lá do Shopping JK. 

Wally e eu fomos na sessão das 19:20 de ontem e tivemos a melhor sessão de cinema 4D ever! 'Terminator Genesys' (USA 2015) é um filme perfeito para este tipo de sala, pois é cheio de tiros, explosões e lutas!  Ação quase o tempo todo do filme. Somente por poucos minutos que as poltronas do cinema ficaram quietinhas. O resto do tempo foi solavanco atrás de solavanco! Quase uma montanha-russa, daquelas de madeira que chacoalham muito. 

A sincronia do movimento das poltronas com o filme foi perfeita. Acontecia na tela, a gente sentia na platéia. Foi bem intenso e divertido. Saí até meio tonta da sessão de tão movimentada que foi. 

Claro que cadeirinha mexendo não traz emoção alguma  se o filme não prestar e este filme presta e muito!  Eu gostei muito das alterações do roteiro, que mesmo fazendo uso o mote tradicional dos outros filmes da série,  um terminator vem do futuro para matar a Sarah Connor (Emilia Clarke muito bem no papel), que será a futura mãe o herói do futuro na luta contra os robôs.  Mas desta vez o vilão muda, mas não vou contar porque perde o impacto da revelação durante o filme. Outra coisa que gostei foi da 'nova' Sarah, mas também não quero escrever muito, porque considero um spoiler. Este post será como o trailer, que  não revela nadinha!  

Arnold Schwarzenegger está cativante e engraçado nesta nova encarnação do terminator. Gostei muito do terminator mais coroa e um pouco mais humanizado. Dei muita risada com ele. 

E San Francisco?  Há muitas cenas pela cidade e uma sequência enorme na Golden Gate Bridge! Adorei esta cena, mesmo que a minha querida ponte tenha sido um pouco maltratada. Mas como é tudo de mentirinha, não tem problema.

Recomendo assistir ao filme em salas 3D ou 4D. Realmente vale a pena, o filme foi feito para salas assim. Vale o valor mais salgado do ingresso. Diversão garantida!





domingo, 5 de julho de 2015

Escape 60





Parecia que a gente estava num filme, daqueles de suspense. Os 7 presos num quarto de hotel, procurando pistas para salvar a vida de uma prima desaparecida.  Prazo para desvendar o mistério: 60 minutos e mais nada!  Mas a gente não estava em um filme e sim numa das salas do Escape 60, a nova opção de diversão da cidade. 


Eu nunca tinha ouvido falar neste tipo de brincadeira até ler uma reportagem sobre o Escpae 60 na Vejinha há um tempinho. É um lugar onde os frequentadores são desafiados a devendar mistérios através de pistas e que já existe em outros países.  São seis cenários diferentes, nós fomos na sala com o tema Operação Resgate, que o cenário é um quarto de hotel bem  estilo anos 70.  

Ficamos realmente trancados no quarto, claro que é um botão do 'pânico' para abrir a porta caso alguém precise sair no meio da brincadeira. Mas, se sair, não entra mais.  A única coisa fora do cenário que existe no quarto é um monitor contando o tempo. Isso garante um pouco mais de tensão à atividade. Olhar para aquele contador e ver o tempo diminuindo e um monte de cadeados fechados, dá uma aflição e tanto!

As pistas estão escondidas pelo quarto, umas mais simples, outras que exigem  um certo racionício. É preciso fazer muita conta também, a matemática foi bem importante para devendarmos várias pistas.  Uma pista era engmática demais. Travamos e a equipe do Escape 60 deu uma dica.  Recebemos também outra dica, sobre o lugar onde uma pista estava. A gente tinha olhado no lugar e não tinha visto. 

Dá uma drenalina boa tentar desvendar os mistérios, brigar com aquele monte de cadeados!  Eu não abri nenhum, fiquei frustrada! Mas a minha turma era boa e todos cadeados do cenário foram abertos.  Desvendamos todas as pistas, porém, não vencemos e a tal prima sumida morreu. Falto um detalhizinho apenas: Abrir a porta para escaparmos! Estávamos com a 'chave' na mão, mas o raciocínio falhou e não descobrimos como abrir a porta com a 'chave' que tínhamos. Foi frustrante. O contador chegando ao fim, a prima batendo na parede, pedindo socorro e a gente lá, sem conseguir descobrir o que tínhamos que fazer.  Deu raiva! Mas saímos felizes, foi uma experiência muito bacana e diferente! Todos participaram intensamente, todo mundo ajudou a resolver alguma coisa, todo mundo se envolveu. 

Já queremos  voltar! E desta vez vamos vencer! Aliás, somente cerca de 20% dos participantes conseguem escapar dos cenários.  É difícil mesmo e por isso é bom!  Ainda não sei quando iremos lá de novo, vai demorar um pouquinho, pois o lugar anda lotado. A reserva sempre tem que ser feita para uma data mais distante. Para irmos ontem, marcamos a reserva no comecinho de junho. Por isso já vou começar a olhar as datas disponíveis para marcar a nova brincadeira.  




Nota da blogueira: É, não vou falar nada das pistas e nem da chave. Não posso contar, vai estragar a brincadeira de quem ainda não foi.  Ah, e também não é permitido fotografar as salas. Deixamos celular, casacos e bolsas num locker que fica fora da sala. 







terça-feira, 30 de junho de 2015

Meu Doce Gatão



Sam relaxando depois de uma sessão 'torturante' de corte de nós nos pêlos. Torturante porque simplesmente ele faz um drama daqueles. Nem escovar direito o pêlo ele deixa! Aí, eu comecei a relaxar com isso, afinal, depois da rotina de duas aplicações de insulina por dia, eu achava que era perturbar o meu gatão demais!  Resultado: Um monte de nós! Jurei que vou escová-lo com regularidade agora,  mesmo que ele reclame, é para o bem dele! 

Este mês completou um ano que nossa rotina se alterou, um ano que recebemos o diagnóstico sobre a diabetes do Sam. Um ano que o nosso gatão manda na nossa agenda. A prioridade é a aplicação da insulina e ponto. Não tem negociação, pois é a saúde do meu filhote. 

A rotina de aplicações  é bem menos pesada do que eu pensava. Ele é bem tranquilo na hora da injeção, já  se acostumou e nós também.  Wally e eu já estamos craques!  E adequar nossa rotina aos horários da insulina também não é um sacrifício. Já faz parte da nossa vida, já não é mais nenhum drama. 

Fico aliviada de ter condições de seguir com o tratamento, que não é barato. Feliz por o Sam colaborar e não dificultar as aplicações. Feliz por ter Wally comigo, sem ele teria sido tudo bem mais difícil. E feliz por ver que o Sam está bem. Mesmo que os número não estejam em  níveis ótimos, mas estão aceitáveis, o que faz que ele tenha uma boa qualidade de vida. 

Como diz o Gru, a vida não é um mar de rosas, e temos momentos complicados sim. Principalmente na hora de fazer os exames de sangue e ultrassom, que sempre são tensos. A adaptação da alimentação dele também é complicada, difícil ter que colocar o Sam no regime, tendo em casa um gato como o Frodo, que é magrinho de ruim! Por isso não posso aplicar a mesma dieta, senão Frodo fica pele e osso. Assim, dou o meu jeito, mantenho a dieta do Sam e tento manter o Frodo comendo como sempre. Tem hora que dá errado, Sam vê eu dando comida extra pro Frodo e aí dou para o Sam também, né? Seria crueldade não dar. 

Enfim,  já sei que esta minha rotina com o meu diabético será para sempre. Já perdi as experanças que o quadro dele seja reversível.   Mas o que era uma tragédia um ano atrás, hoje aceito com tranquilidade. O que me resta é levar isso da melhor maneira possível.

De tudo isso só tem uma coisa que me chateia, gente que  acha que por ele ser 'apenas' um gato, eu não poderia doar tanto do meu tempo e dinheiro com ele. Claro que se fosse um filho humano ninguém questionaria. Isso me enverva! Mas ao mesmo tempo tenho gente perto de mim que me entende e que chegam a ser fofos ao ponto de marcar os programas nos horários que Wally e eu podemos ir.  E isso me faz sorrir. :) 



Nota da blogueira: Hoje em dia temos uma liberdade um pouco maior em relação a nossa rotina, o hotel para gatos Mamãe Gato  nos ajuda quando temos compromisso muito importantes e que não temos o poder de mexer nos horários. Quando isso acontece, deixamos o Sam lá e ele recebe as aplicações de insulina direitinho.  E daqui a alguns meses, o hotel permitir que Wally e eu viajemos juntos!  Poderemos viajar tranquilos, sabendo que nosso filho estará em boas mãos! :)