sábado, 21 de janeiro de 2017

La La Land




Sempre gostei de filmes musicais. Adoro as cenas que os personagens começam a cantar do nada e todos que estão em volta, cantam também! Queria que isso acontecesse na vida real, mas a única coisa que acontece, é gente olhando estranho para mim quando eu canto na rua.  A vida não é filme mesmo. Mas os filmes existem para deixar nossa vida mais suave e fazer a gente sonhar um pouco, esquecer de tudo por 2 horas no escurinho do cinema. E assim foi hoje, durante a sessão do filme 'La La Land' (USA -2016) no Kinoplex Itaim, me envolvi com a história do filme e não pensei em mais nada e saí sorrindo do cinema. 

Eu achava que o filme seria bobinho, que o roteiro seria apenas um motivo para o casal principal sair cantando filme afora.  Mas eu estava bem errada, o roteiro é muito bom, lida com o sonho de vida dos protagonista e as dificuldades de tornar o sonho real.  Mia e Sebastian, os ótimos Emma Stone e Ryan Gosling, vivem em Los Angeles e a realidade deles está bem aquém dos seus sonhos.  Frustrações rodeam os dois, a vida real parece lutar contra os sonhos. 

Gostei muito das cenas musicais, eles cantam e dançam muito bem. As cenas ficaram lindas, principalmente a sequência final, que é encantadora.  A trilha sonora pontua muito bem as emoções do filme, potencializando a carga emocional das cenas. Há uma cena de briga que isso acontece de maneira sensacional, os sons da cena causam no escpectador todo o desconforto que aquela situação causa nos personagens. Perfeito. 


Corram para o cinema, este filme tem que ser visto em tela grande. Filme lindo, lindo!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Dois Irmãos




Eu assisti aos três primeiros capítulos da série 'Dois Irmãos" da TV Globo e fiquei com a mesma cara do Omar. Infelizmente, a série me aborreceu demais, tanto que desisti. Não vou perder mais meu tempo com ela. Uma pena, pois eu tinha muitas expectativas. Todos os meus amigos que leram o livro que deu origem ao seriado, falam que a história é incrível, que o livro é um dos melhores que já leram na vida. Eu esperava uma séria arrebatadora, daquelas que me tiram o fôlego e que me fazem ficar louca pelo próximo capítulo.  Mas me deparei com uma série entediante e sem emoção. 

O problema desta adaptação é a direção do Luiz Fernando Carvalho, que faz tudo ficar over. Trilha sonora opressiva e que esvazia a emoção das cenas. Cenários poluídos demais e alguns figurinos que destoam da época em que se passa a série, parecendo fantasias de carnaval. Outro ponto que incomoda muito é a narração onipresente, que faz que a série tenha poucos diálogos. Como minha amiga Pedrita falou: "Se era para ficar narrando, colocasse alguém lendo o livro e só. Sairia mais em conta!".  Concordo e acho um crime desperdiçar grana com um produção que está destruindo uma grande história. 

Eu gostei muito da atuação dos atores, até o novato Mathes Abreu dá um show. Ele me impressionou com a sua interpretação dos irmãos gêmos que protagonizam a história. Que este ator tenha mais chances de mostra o seu talento. Juliana Paes está intensa como Zana e Antonio Calloni me cativou com o seu Halim.  Não cheguei a assistir o Cauã Reymond, mas já me falaram que ele está muito bem nos dois papéis.  

Logo nas primeiras cenas do primeiro capítulo, eu tive a sensação que estava assistindo algum spin-off da novela "Velho Chico". Tudo muito similar, tudo igualmente chato e sem emoção. "Velho Chico" reloaded não dá! Novela e seriado são do mesmo diretor, isso explica tantas semelhanças no jeito de contar as histórias. Nada de errado alguém ser fiel ao seu estilo, o problema é produzir obras que parecem xerox!  O seriado foi gravado bem antes da novela, e acho que o diretor se encantou pelo enfoque que deu ao seriado que levou isso para a novela.  Uma pena, fez duas obras muito chatas.  Ele é um cara que tem talento e já produziu muita coisa bacana, mas agora passou do ponto. Tem que repensar o seu estilo, tirar os excessos.

Sem os excessos sonoros e visuais, o seriado seria arrebatador. Dá para perceber que a história é forte, mesmo que esteja diluída neste enfoque equivocado. E por perceber a força desta história, estou muito curiosa para ler o livro.  Quero realmente conhecer a história dos irmãos Omar e Yaqub. Quero me emocionar com esta história.




terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Vida Real na Internet?



As fotos registram o mesmo momento: Eu ensaiando as músicas para o próximo show. A do lado esquerdo mostra a vida como ela é, eu cantando e nem aí pro meu look. A segunda mostra como a vida aparece no Instagram, com filtro de vida perfeita! A primeira foi postada somente no zap zap da banda, a segunda eu publiquei no Facebook e Instagram. 

Não sou de ficar inventando uma realidade paralela na Internet sobre a minha vida, mas claro que prefiro destacar os melhores momentos e as melhores fotos.  Não gosto de ficar chorando as pitangas nas redes, afinal, timeline não é muro de lamentações. Mas quem me segue pode mesmo pensar que quase não tenho problemas, pois prefiro postar coisas mais positivas sobre minha vida. Não acho errado, porque não minto, apenas omito os problemas que acho que devem ficar no âmbito pessoal. Vez ou outra posso reclamar do calor, do bus que nunca passa ou do stress do trabalho. Coisas bem corriqueiras. Mas também quando algo grave acontece, acabo falando, mais por necessidade de desabafar mesmo e para avisar a todos do ocorrido. Mas minhas postagens são bem sinceras, não faço tipo, apenas tento aparecer com a minha melhor cara. 

Estas fotos do ensaio me fizeram pensar sobre a veracidade das postagens pessoais que vemos por aí. Ok, não tem problema escolher a melhor foto, caprichar no filtro do Insta. O problema é quando as pessoas realmente fingem uma realidade que não existe, quando forjam uma vida de glamour quando estão vivendo à base fastfood!  Aí é bem triste, pois são pessoas que com espírito fraco, que acham que precisam recriar a sua realidade para serem queridas. 

Por isso temos que ficar alertas, não podemos acreditar que tudo que é postado é verdadeiro. Nem notícias, nem registro da vida privada das pessoas.  Hoje é muito fácil moldarmos a realidade para parecer quem não somos. Não podemos cair nesta armadilha. Isso só leva à frustração. Melhor mesmo é ter foto bacana de momentos realmente bacanas e reais!



domingo, 15 de janeiro de 2017

Elogios



Ontem à noite, logo que cheguei em casa, vi que o Cláudio tinha mandando um zap zap para mim e era um vídeo. Fui assistir ao vídeo somente hoje cedo e foi uma boa surpresa. Em geral, os vídeos que chegam pelo zap zap para mim, e acho que para todo mundo, são de piadas. Por isso tenho certa preguiça de assistir, sim, sou meio chatinha para isso.  Mas este vídeo não, ele tem uma mensagem bem bacana e que me fez sorrir e me sentir lisonjeada, pois o vídeo é para ser enviado para alguém que você gosta e que merece ser elogiado. 

O vídeo trata sobre elogios, mais especificamente a nossa falta de costume de elogiar alguém. Por mais que seja ruim admitir, a gente acaba gastando nosso tempo mais criticando os outros do que elogiando. Antes de falar que não é assim, pare e pense um pouco. Verá que você faz isso também. Eu também faço. O vídeo fala como um elogio pode fazer bem, pode realmente mudar o dia de alguém, quiçá a vida!  Mas tem que ser um elogio verdadeiro, um elogio falso não terá a mesma força, soará vazio, até o elogiado perceberá que aquilo foi da boca pra fora.  Um elogio sincero, mais do que abrir um sorriso no rosto do elogiado, vai também iluminar a alma dele. É bom recebermos este tipo de reconhecimento e é bom fazê-lo também! 

Eu achei o vídeo no youtube, clique AQUI para assistí-lo, que está na versão completa. O que eu recebi começa no minuto 1:36. Mas o começo do vídeo é importante também, pois fala como nos acanhamos quando somos elogiados! A tendência é desmerecer o elogio, falar que não é tudo isso. É quase como se pedíssemos desculpas por ser elogiado!

Por que será que complicamos tanto as coisas? Eu já tive a fase de querer desmerecer todo elogio que eu recebia. Hoje já consigo agradecer na maioria das vezes. Ainda ocorrem alguns tropeços e me pego envergonhada e quase me desculpando quando sou elogiada. 

Acho que estamos contaminados com a agressividade que vemos em todo o lugar. É muita raiva, muito rancor, muitas agressões gratuitas. As pessoas não sabem mais conversar ou reclamar pacificamente, já partem para a agressão, seja verbal ou física. Isso vai minando o uso da gentileza, matando aos poucos a cordialidade que deveria estar presente em todas as nossas relações cotidianas, seja dentro de casa, no trabalho ou na rua.  Isso faz que a gente saiba direitinho como reagir à uma agressão e perca a fala diante de um elogio. Tudo bem errado, né? 

Temos mesmo que colocar em prática o ato de elogiar quem merece.  Fará bem ao elogiado e a nós. Não se acanhe em elogiar e nem em ser elogiado. Tente e verá que tudo ficará melhor. Como diz o vídeo, não podemos deixar de elogiar alguém só no momento da morte. Reparem, alguém morre e vira santo! Dificilmente o morto  escutou metade dos elogios que foram falados em seu velório. 

Vamos espalhar mais amor nesta vida, vamos deixar a vida mais leve, mas sorridente. Elogiar é preciso! Amar é preciso! Ser gentil é preciso!


Como dizem internet afora: Mais amor, por favor! 




sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Incompleta

Sam nas alturas!

A foto está incompleta, pois falta o Frodo.  Era sempre assim, Sam no teto da caixa e Frodo dentro, esparramado na almofada laranja. Ele adorava ficar aí, era tão lindo vê-lo curtindo o seu cantinho. Eu brincava falando que era a torre do castelo do Frodo! 

Olhar para esta caixa vazia é bem difícil. A ausência dele dói muito. Sam também sente muito, ele anda muito carente, fica agitado se fica muito tempo sozinho aqui no apartamento. É bem complicado para nós três. Cada um está vivenciando o luto a sua maneira, do jeito que dá. 

Outro dia, minha prima Adriane me indicou um texto sobre assunto, que falava que o luto é uma experiência solitária e realmente é. Não adianta, ninguém sabe o que você sente, mesmo quem está vivenciando a mesma perda. A dor vai bater em cada um de uma maneira diferente, a saudade também. Eu me controlo para não ficar falando dele toda hora, não quero parecer uma obcecada, mas não páro de pensar nele e em tudo que aconteceu. Tento me distrair, abstrair. Funciona por alguns momentos, mas quando me dou conta, estou de novo às voltas com a tristeza e as imagens do Frodinho morrendo. 

O grande chavão é verdade, só tempo vai resolver tudo isso. Enquanto isso, vou cultivando as boas lembranças dele, que são infinitas! Mas tem momento que as lembranças não dão conta de aliviar a saudade, ando sentindo muita falta dele no meu colo, dele dormindo comigo! Sinto falta de mexer no pêlo dele, que era tão macio!  

Tem um complicador nisso tudo, como perdi um filho felino, não tenho direito aos dias de luto que a lei dá as pessoas que perdem um ente querido próximo. O trabalho me distraiu da dor é fato, mas ao mesmo tempo, a mistura do stress do trabalho com o sofrimento, resultou num abalo emocional bem complicado. Eu me sinto fragilizada. Preciso mesmo de uma pausa para digerir tudo isso.  Mas isso vai esperar até Abril, quando finalmente saio de férias.  Pelo menos terei dois feriados antes disso para espairecer. 

Quero aproveitar este post para agradecer o carinho que recebi de todo mundo. Cada palavra, cada abraço foram muito importantes para mim. Vocês, meus amigos queridos, fizeram tudo ficar menos difícil. Se tem um lado bom num fato tão triste assim, é notar que tenho pessoas realmente especiais perto de mim e isso aquece o coração.