terça-feira, 21 de outubro de 2014

California Academy of Sciences #SanFranciscoDays




O museu California Academy of Sciences fica dentro do Golden Gate Park, uns 15 minutos de caminhada desde a entrada principal do parque, na Haight St.  No sábado eu devolvi a bike, almocei  e depois  fui caminhando até o museu. Infelizmente não consegui pegar uma data de entrada grátis. Neste mês de outubro o dia grátis será dia 25, quando eu já estarei pegando o rumo de casa. Paguei para entrar 34 dólares. 





O museu tem várias exposições simultâneas. Realmente não sei se todas  são sazonais ou não. Mas a exposição dos crânios eu sei que é temporária. Tem anúncio por toda a cidade. Logo na entrada a gente dá de cara com o esqueleto de um dinossauro. É bom porque o visitante  já entra no clima da expo 'Skulls', que foi a primeira parte do museu que eu vi. 





A exposição conta com crânios de várias espécieis animais, como aves, peixes, répteis e mamíferos. Achei bem diversificada. 




A skull que mais me impressionou foi a do tucano. A imagem do bico enorme e da cabeça pequenininha me impactou. 




Todos os crânios estão protegidos por vidros ou pendurados fora no alcance do visitante, mas este aqui estava á disposição para a gente tocar.  O crânio de um leão marinho.  Se não tivesse a legenda, eu nunca imaginaria que seria um crânio de leão marinho. Isso é algo bem curioso, pois há crânios bem óbvios que a gente logo percebe de qual animal é, mas outros são enigmáticos como este aqui. Claro que eu mexi no crânio, ele é meio áspero. 




Saindo da parte das Skulls, fui direto para a parte da Rainforest, exposição sobre as florestas tropicais. Dentro de um domo de quatro andares é reproduzido o ecossistema de uma floresta tropical.  Ao entrar temos a sensação de estarmos em uma floresta tropical, somos envolvidos por um calor úmido. Mas eles pegam leve na temperatura, não é um calor de matar, mas sentimos uma baita diferença climática em relação à temperatural usual de San Francisco, que em geral é amena nesta época, abaixo dos 20 graus. 


 


A reprodução da floresta conta com vegetação, água e alguns animais. Há peixes, répteis, algumas aves e muitas borboletas. 



Achei esta cobra maravilhosa! Uma perfeição, linda mesmo! Fiquei um tempão olhando para ela. 




Este é o domo por fora.  A gente entra pela base e vai subindo através de uma passarela em espiral. Gostei muito da estrutura desta exposição. 





Quando saímos do domo, somo encaminhados ao aquário. Que refrescante foi esta mudança de ambiente! Adorei o ar geladinho nas instalações do aquário. Esta parte me encantou, é um aquário lindo mesmo. 







Estes aqui são os peixes que estão no lago dentro do domo da floresta tropical. Aliás, quando saímos do aquário, pegamos um elevador  transparente que passa por este lago e vemos os peixes bem de pertinho. Muito bacana! 








Eu gostei muito destes tanques enormes.  A parede de vidro é bem grande e garante uma ótima visão dos peixes. Fiquei um tempão ali admirando os peixinhos.  






Neste espaço ocorrem palestras sobre a vida animal e fenômenos naturais.  Não assisti, mas vi quando eu estava passando por aí.   

O museu está com uma mostra sobre terremotos, que conta com explicações sobre o fenômeno e dá dicas de segurança de como se proteger durante um, informações bem úteis quando se está em uma região bem propensa a terremotos como San Francisco. Nesta parte há um simulador, onde são reproduzidos os terremotos que aconteceram aqui em 1906 e 1989. O de 1906 foi devastador.  Eu não tinha idéia sobre isso, aprendi assistindo ao filme sobre terremotos que passou no planetário do museu. Muito bom o documentário, bem explicativo sem ser chato.  



Uma das poucas construções que resistiram ao terremoto foi o este torre do Ferry Building, localizado logo após o pier 1. Tirei esta foto quando passei por lá hoje (segunda, 20 de outubro).  As fotos de San Francisco destruída são impressionates. A cidade foi praticamente toda reconstruída.  O filme do planetário foi a última coisa que fiz no museu e aí voltei para o hotel. 





No caminho do museu há  com esta placa. Achei inusitado o aviso e um pouco assustador também. Se colocaram esta placa no parque é porque há um perigo real das pessoas se depararem com o bicho por lá.  Sinceramente, eu não seguiria a dica sobre como espantar um coyote. Nunca que eu ficaria gritando para o bicho, dúvido que ele sairia correndo! 

Não, não vi nenhum coyote. Ainda bem! 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dia De Jogo #SanFranciscoDays




Domingo foi dia de ir ao jogo de futebol. Foi tudo bem diferente para mim, afinal foi um jogo de futebol americano, esporte que eu não sei nada a respeito. Nunca entendi as regras.  Mesmo assim tive vontade de me juntar à excursão da escola para ir ao jogo do Oakland Raiders contra o Arizona Cardinals.


Acordei animada para ir ao jogo, mas quase que não vou. Eu fiz uma baita confusão, achei que o ponto de encontro da excursão seria a escola, como aconteceu nas outras duas vezes. Aí não chequei direito a informação e fui pra escola. Perto das 11 da manhã comecei achar estranho que não tinha ninguém por lá ainda. Então peguei o celular para checar as informações e aí eu vi que eu tava no lugar errado! O ponto de encontro era no outro hotel da escola, perto de onde eu estou hospedada. Bateu desespero, pois já estava em cima da hora. Fui pra avenida atrás de um táxi. Dei sorte e peguei um de imediato e cheguei pontualmente às 11:15. Pontualidade britânica! 








Acho que estávamos em uns 15 estudantes, mais o guia.  O jogo foi na cidade de Oakland, que fica pertinho de San Francisco. Fomos para lá de metrô, conhecido como BART (Bay Area Rapid Transit). Foi a minha primeira viagem de metrô aqui, gostei.  A viagem levou uns 30 minutos, eu acho. A saída da estação de Oakland já dá direto no estádio, muito prático.  



Chegando ao estádio nos deparamos com uma desagradável surpresa: Ninguém poderia entrar com bolsa  e/ou mochila no estádio. Ninguém da escola tinha nos avisado disso, falharam feio neste quesito.  Para os desavisados como nós, a organização do estádio cobra dez dólares para guardar as bolsas e nos dá uma sacolinha de plástico transparente para que possamos carregar as coisas que precisamos levar para o estádio, como carteira e documentos.  Descobri depois que eles permitem que o torcedor entre no estádio com bolsa, desde que seja transparente. Vi muitas mulheres com uma bolsa transparente do Raiders dentro do estádio. 



Tudo no estádio era bem caro. O copo de cerveja foi incríveis 10 dólares e 75 cents! A garrfinha de água estava cinco. Com o calor que tava, não tinha como não beber nada. Acabei almoçando lá, comi frango frito e batata frita.  Junk food total! Mas tava bom e matou a minha fome. 




O jogo durou umas 3 horas. Em tempo corrido não era para ter durado mais que 1 hora e 12 minutos, contando com o intervalo. Mas o jogo é muito truncado. Toda hora o jogo é paralisado e o cronômetro pára também.  Muitas vezes durante as pausas, as cheerleaders entram em campo para dançar. Muita dança, muita música e pouco jogo. Esta foi a impressão que eu tive. 

Eu não entendia muita coisa, então ia com a torcida do Raiders. Eles comemoravam, eu também. Eles reclamavam da jogada,  eu também. E assim foi e foi divertido. Houve uns lances empolgantes, do tipo que sempre aparece nos filmes: Quando o jogador pega a bola e vai deixando todo mundo pra trás.  Falando em bola, como é difícil descobrir com quem tá a bola!  Mesmo quando a bola está no campo fica difícil de enxergá-la, não dá muito contraste com a grama. 

Infelizmente o time para qual eu estava torcendo perdeu. Placar foi 24 à 13 para o Arizona Cardinals. Antes do final do jogo muitos torcedores já tinham deixado o estádio.

Gostei muito da experiência. Muito legal assistir um jogo completamente diferente do que eu estou acostumada.  


domingo, 19 de outubro de 2014

Pedalando no Golden Gate Park #SanFranciscoDays




Meu sábado foi ótimo!  Hoje deu tudo certo e finalmente consegui pedalar no Golden Gate Park.  Descobri qual era a rua do portão que eu procurava, a Haigh St., pesquisando no Google Maps. Saí do hotel umas 8 e meia  e peguei o ônibus rapidinho na Market St.  Por volta das  nove eu  já estava  na porta do parque  alugando uma bike!  







A mocinha do stand da bike me deu orientação de como ir, com direito à mapinha do parque. Mas eu fiquei beeeem confusa logo no começo, pois dei umas pedaladas e me deparei com esta avenida! Olhando o mapinha do parque não dá para ter a noção que é uma avenida que passa ali. Fiquei meio perdida e recorri ao celular para ter certeza para onde eu tinha que ir. Me localizei, atravessei a avenida e meu passeio começou. 




Muito  boa a bike de aluguel, não era pesada e bem tranquila de trocar as marchas. O capacete está incluído no aluguel. Na foto ele tá todo torto, pois ficou meio grande, então toda hora eu tinha que tá arrumando o bendito na minha cabeça.  A bolsinha da frente da bike foi muito útil, serviu para guardar o meu agasalho. O clima esquentou, ficou uns 24 graus e sem chance de pedalar com o agasalho. Dobrei, dobrei, dobrei e fiz que coubesse na bolsinha.




Acabei tirando bem poucas fotos durante o passeio de bike. A grande parte do passeio fiz nas ruas que cruzam o parque, junto com os carros. As vias são sinalizadas com a faixa de bicicleta (bike lane), não tive problemas, mas não havia muitos lugares para parar. Não quis ficar no acostamento, atrapalhando o trânsito.  Em alguns momentos deu um medinho básico, pois encarei uns cruzamentos importantes, com carros vindo de todos os lados. As ruas dentro do parque são como as ruas da cidade, bem diferente do Parque Ibirapuera, onde, na maior parte das vias, só há ciclistas, patinadores, skatistas e pedestres. 




Somente em algumas calçadas do parque as bikes são permitidas. A sinalização fica na própria calçada.  Prestando atenção na sinalização de trânsito do parque, é impossível fazer besteira e andar de bike onde não pode. Fiz tudo direitinho. :)



Para minha total surpresa, me deparei com uma praia no final do parque, a Ocean Beach. Fiquei encantada quando vi o mar. A praia é muito linda. Não esperava encontrar com o Oceano  Pacífico no passeio de hoje. Adorei! 






O parque realmente é grande, dei uma volta completa pelo parque e percorri 13 km! Liguei o app Endomondo para registrar as minhas pedaladas. Fiz o percurso em uma hora e onze minutos. Terminei esgotada. A volta é mais complicada, pois é tudo subida, então as pedaladas ficam bem pesadas, mesmo na marcha 1. Gostei muito de pedalar num parque tão grande e de ter encarado as avenidonas. Ganhei mais um pouco de segurança para andar perto dos carros, isso é muito bom. 

Depois do passeio foi almoçar no McDonald's que tem na frente ao parque. Comi, descansei um pouco e voltei para o parque para visitar o museu California Academy of Scienes. Mas isso é assunto para outro post. O museu merece um post só para ele de tão legal que é. :) 


Nota da blogueira: Ainda estou no sábado e agora mais no passado ainda. Com o horário de verão no Brasil, fiquei com 5 horas de fuso horário. 


sábado, 18 de outubro de 2014

Me localizando #SanFranciscoDays

O frappucciono não tem nada a ver, mas é a melhor foto de mapa que eu tenho!



Anteontem, na rua,  uma moça me perguntou em que direção ela tinha que ir para continuar na Columbus Av. Eu respondi que estávamos na avenida, que era apenas seguir em frente. Ela agradeceu e comentou que a sinalização das ruas aqui na cidade era bem confusa. Foi um alívio escutar isso! Pois eu já me perdi feio por aqui, estava até brava comigo mesma. Eu sempre fui meio desorientada, mas não do jeito que fiquei aqui em San Francisco nos primeiros dias. 

As placas com os nomes das ruas são posicionadas de um jeito bem particular, tem horas que realmente você não sabe em que rua você está.  Agora eu já entendi o esquema e não me confundo mais. Ontem fiquei toda feliz também quando me dei conta que lembrava a sequência das ruas! Parecia algo tão impossível de eu saber no começo e agora já sei certinho. 

Neste sábado vou realmente testar o meu poder de localização, se realmente já sei andar por aqui. Vou tentar novamente ir até o Gonden Gate Park para andar de bike e ir ao museu California Academy of Sciences.


A avenida fica dentro do parque!


Na segunda-feira eu decidi que iria até o parque, saí da aula meio-dia e pouco, peguei os ônibus (foram dois!) que o Google me indicou e cheguei lá. O problema é que o Google me levou até uma entrada lateral do parque e eu queria a outra entrada, onde tem as bikes para alugar.  Naquele momento eu nem fiquei chateada, entrei no parque e comecei a procurar a outra entrada.  Quem disse que eu achei? O parque é absurdamente grande! Eu andava e andava e nada de vislumbrar a outra porta. Eu andava e parecia que eu não conseguia chegar a lugar algum, tamanha a grandiosidade do lugar. É impressionante! 

Depois de um tempão eu cansei, resolvi sair pela lateral do parque  e pegar meu rumo para o downtown para almoçar. Já era quase duas da tarde, eu estava morta de fome e não via nenhum restaurante por perto.  Pra voltar para o centro foi um bus somente e cheguei rápido. Fui direto ao shopping center Westfield para buscar algo pra comer. E esta foi a parte boa de ter me perdido: o melhor almoço que tive até agora!



Comi no Buckhorn Grill Metreon, que fica na praça de alimentação do shopping. A carne estava deliciosa! O purê de batatas também.  Gostei tanto que voltarei lá semana que vem!

Agora é pensamento positivo! Não vou me perder!  Não vou me perder! Vou conseguir chegar direitinho ao parque! 


sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Bem #SanFranciscoDays



Finalmente eu consegui tirar uma selfie decente! Eu sou péssima para tirar selfies, sempre saio com uma cara estranha e a foto sai mal enquadrada, mesmo quando eu uso a câmera do cel com o visor para mim.  Nesta viagem eu já tentei tirar vááááárias e nenhuma prestou e hoje tirei algumas muito boas. Acho que a prática fez diferença. 




As fotos foram tiradas no Pier 15 hoje cedo, antes de eu ir para aula.  De quinta-feira tenho aula somente depois das 2 da tarde, resolvi então ir até este pier para ver como era. Gostei muito, valeu  pela a caminhada e pelas  as duas ladeironas que eu enfrentei! Voltarei lá semana que vem, quero ir ao museu que fica lá, o Exploratorium. Hoje não fui porque cheguei lá umas 11 da manhã e ficaria corrido. Saindo da escola para ir para lá, fica um caminho bem mais suave, sem ladeiras. 



Hoje foi o dia de tirar foto legal. No final da aula tiramos uma foto com quase toda a turma. Quase porque teve gente que saiu apressada no final da aula, uma pena.  Eu gosto muito dos meus colegas, gente bem simpática. 

Tem gente de vários países como China, Vietnã, Suiça, Taiwan, Japão, Arábia Saudita, Líbia, Espanha e França. Não vou escrever o nome deles aqui porque muitos eu não faço idéia como se escreve.  A professora, Paris,  é a que está ao meu lado, de cabelo preso. 

Amanhã é o meu último dia de aula com eles, final de nível. Como eu fico apenas mais uma semana, eu não vou mudar. Então, segunda-feira terei novos colegas, o que tá me deixando meio emotiva, sentirei falta dos meus atuais colegas. 

Estou adorando o curso, mas é evidente que três semanas é muito pouco para aproveitar tudo que o curso pode oferecer. Se eu pudesse eu, faria como a maioria deles, ficaria aqui no mínimo 6 meses. A experiência de estar longe de tudo que eu conheço, rodeada de gente nova, tendo que aprender a me virar numa cidade desconhecida no exterior é valiosa. Estou realmente feliz por estar aqui, aproveitando cada momento. Claro que dá saudades de casa e de todos! Mas o Skype ajuda matar as saudades. 

Logo estarei de volta, faltam apenas 10 dias de viagem. Sinto que o tempo está voando. Bom sinal, né? Sinal que realmente eu estou bem aqui. :)