segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Família é onde há amor!



Toda vez que algum político vem com o lenga-lenga de defender a família brasileira, eu fico até enjoada. Pois esta conversa está sempre acobertando um amontoado de preconceito contra todo mundo que não tem a família considerada correta por estes cidadãos ditos de bem: Homem, mulher e filhos.  Qualquer outra configuração familiar que fuja do padrão 'correto'  não é considerada uma família e é alvo da discriminação destes políticos. Uma coisa perversa e absurda.

Para eles a minha família não pode ser considerada uma família, afinal, eu não me reproduzi. Pois para a mente fechada desta gente, um casamento só serve pra isso: Fazer filhos. O amor entre o casal não conta. Então, uma família como a minha, um homem, uma mulher e dois gatos, não é uma família digna para ser aceita em nossa sociedade. 

Quando a configuração familiar é de pessoas do mesmo sexo, aí o caldo entorna de vez. Os homens de 'bem' destilam toda sua raiva e preconceitos contra as pessoas que querem apenas viver o amor que sentem um pelo outro, apenas construir uma vida juntos, sem fazer mal a ninguém. Mas para estes ignorantes, o amor nada significa.   Eles não conseguem entender que para o amor não existe esta limitação de gênero que estes seres querem impor à toda nossa sociedade. Querem impor, que façam isso nos limites de suas igrejas, não queiram  obrigar todo o povo brasileiro, que possui várias crenças, a seguir a religião deles. Isso é um absurdo. 

Mais absurdo ainda é que eles propagam o ódio aos homossexuais em seus discursos e ninguém faz nada! Estes discursos incentivam o preconceito sim e a violência contra os homossexuais também. Quem incentiva é tão culpado quanto aquele que pratica o ato de preconceito e violência. 

Muitas vezes penso que estamos na Idade Média e não no século 21, tamanha a ignorância destas pessoas. 

Acho que o único caminho contra o preconceito é a educação. Um povo educado pensa por si só e dificilmente cairia nas ladainhas estes pastores e políticos de meia-tigela. 




Nota da blogueira: Ontem o Levy Fidélix saiu do  prateleira de candidato pitoresco e até simpático, para a prateleira de candidato desprezível e nojento. A fala dele  sobre  o casamento gay no debate foi tão carregada de ódio  e preoconceito que era quase surreal. Foi chocante. 


domingo, 28 de setembro de 2014

Bicicletas




Eu nunca entendi muito bem as pessoas que dizem que se encontraram na corrida. Que correr para elas tinha virado um vício, mas um vício carregado de bem estar.  Hoje eu entendo, pois pedalar virou uma necessidade e isso me faz muito bem, física e espiritualmente.

Não saberia explicar extamente como eu me sinto quando estou pedalando, mas é uma sensação muito boa. Mesmo quando o corpo avisa que já era, que não aguenta mais, a sensação ainda é muito boa. Uma sensação de libertação quase.  Pedalar é o mais próximo de meditar que eu cheguei nesta vida.  Minha cabeça não pára, sempre estou com um monte de pensamentos/lembranças/idéias/aflições  dando voltas em minha mente. Tudo praticamente ao mesmo tempo.  Mas quando eu pedalo, tudo some. Achei que isso aconteria até eu pegar prática mesmo e me livrar do medo de cair da bike.  Passados quase dois meses que venho pedalando ao menos 5 vezes por semana, a situação continua. Pedalo e alcanço a paz mental.  Tudo fica tranquilinho aqui na minha cabeça. Uma sensação muito boa. 

Tem momentos que eu reclamo comigo mesma por ter demorado tanto para subir numa bike de novo.  Sinto que perdi tempo e pedaladas. Como não dá pra viajar no tempo, agora aproveito sempre para andar de bike. Nem a chuva me para mais! Ontem saí cedo para pedalar mesmo com uma garoa persistente.  Brinco que pedalei às cegas, pois as lentes dos óculos ficaram bem molhadas e eu não enxergava direito. Mesmo assim não me abalei, só tomei cuidado, claro, não queria levar um tombo e , pior, atropelar alguém. Como a chuvinha afastou muita gente do parque, ontem cedo estava mais tranquilo que o habitual, era praticamente só  euzinha na ciclovia.

Só comecei a pedalar de novo porque Wally insistiu muito. A cada não que eu falava, ele insistia mais.  Ainda bem que ele foi chato e ficou insistindo! Estou muito contente por andar de bicicleta e de ter feito isso um hábito.   Só tenho que agradecê-lo! :)



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Eleições Chegando




Eleições chegando e eu já vou fazer a minha cola para o dia da votação.  Impossível votar sem levar o meu papelzinho com os números dos candidatos. Muito número pra decorar! Como não quero errar o meu voto e nem quero demorar muito na hora de digitar os número na urna eletrônica, melhor anotar tudo e votar rapidinho. 

Quero também que este clima de eleições passe logo, é muito disse-me-disse, muita picuinha, muita ignorância e violência verbal. Difícil manter a serenidade. Tem uns absurdos que leio e ouço por aí que me tiram  do sério.  Se isso viesse só de gente que eu não dou muito importância, nem ligaria muito. O problema desta época é bater de frente com gente que eu prezo muito.  É complicado gerenciar amizades com diferenças políticas irreconciliáveis. Em geral eu prefiro ficar no meu canto e me abster de dar o meu pitaco, mas tem hora que não dá. Aí o jeito é discordar com educação e não alongar a discussão para o bem da amizade.  

O Facebook fica insuportável nesta época, é uma enxurrada de publicações com teor político, na maioria das vezes com ataques políticos. Cansa. Jornais e revistas também ficam assim.  A internet fica assim. Um clima de guerra por todo lado. Guerra e mentiras. Não há ninguém mais cara de pau do que político querendo ganhar eleição.

Espero sinceramente que as pessoas deixem o blá blá blá de lado e pensem bem em quem vão votar. Que não negligenciem os votos para os cargos de deputados estaduais, federais e senadores. Não é brincadeira, não pode votar no palhaço ou no cara que tem o número mais fácil. Tem que votar em quem você acredita que fará um bom trabalho. 

Eu já sei em que votar. Pensei bem e votarei de acordo com as minhas convicções. Não me deixo levar por pesquisas e nem por calúnias. Torço para termos um bom resultado para o segundo turno para presidente, senão ficarei numa enrascada, pois sei que não vou querer votar em nenhuma opção.   Daqui a 10 dias eu descubro se irei votar feliz no segundo turno se será dramático.



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Ano Sabático

Foto tirada durante umas das minhas pedaladas no Parque Ibirapuera


Se Wally viesse me falar em tirar um ano sabático tempos atrás, eu ficaria bem receosa, afinal, ano sabático, primeiramente, significa ficar sem emprego. Eu acharia algo bem arriscado, acho que não ficaria tranquila com isso não e dificilmente daria o meu apoio irrestrito a esta decisão. Mas a vida dá suas voltas e faz as coisas acontecerem no tempo certo.  E foi assim agora. 

Wally já está em seu período sabático, decidido a espairecer, pensar na vida, ter novas experiências longe da rotina de trabalho. Eu estou feliz com isso, achando que é a decisão certa, que  é o melhor pra ele agora.  Sei que vai fazer muito bem a ele e que será um período bem aproveitado. 

Não tenho medo dele ficar sem salário, pois agora eu sei que eu consigo manter  o nosso apê e nossas contas com o meu dinheiro. Fica apertado?  Um pouco. Mas não falta nada. Aprendi isso durante os meses que ficamos separados. Todas as contas do apê ficaram pra mim, pois ele se mudou pra outro apê. Ele só me ajudou com o sustento dos filhotes. Durante este tempo eu notei que eu conseguia me manter sozinha, sem maiores sustos. Foi só questão de controlar os gastos.  Foi um bom período de aprendizado. Senti que tornei-me mais 'adulta'. Foi até empolgante notar que eu conseguia me sustentar  por conta própria. Foi a primeira vez na vida que isso me aconteceu, pois saí da casa da minha mãe só pra casar. 


O tempo foi sábio.  Deixou tudo acontecer no momento certo, para que eu pudesse estar pronta para olhar para o meu marido e falar para ele que o apoiava, um apoio sincero. Claro que deu friozinho na barriga quando ele me disse que tinha sido demitido, mas a alegria foi maior, pois eu sabia que era o que ele queria. Isso foi bem conversado entre a gente, nada foi na loucura. Ele foi amadurecendo a idéia, até que teve a coragem de tomar a decisão. Agora ele está feliz por ter um tempo só pra ele, fora da rotina pesada de trabalho que ele encarou desde os tempos de adolescente. Vai respirar um novo mundo. Se sair da rotina por uns dias, quando a gente sai de férias, já faz um bem danado, imagine sair da rotina por alguns meses, sem ter  dia pra voltar pra rotina de sempre?  É libertador.  

Que seja um período abençoado para ele e para nós! :) 






terça-feira, 23 de setembro de 2014

Lucy




Eu tinha muita curiosidade para assistir este filme, afinal, Luc Besson fez um dos meus filmes preferidos de sempre: "O Quinto Elemento" (The Fifth Element - 1997). Mas a curiosidade virou decepção.  "Lucy" (2014 - França) é uma porcaria.  Que me desculpem o Luc Besson e a Scarlett Johansson, mas não tive como achar legal este filme. Ela está muito bem como Lucy, o problema foi o roteiro mesmo, que se perdeu e fez uma história sem charme e forçada. 

Lucy é uma  cidadã norte-americana que está em Taiwan, não sabemos ao certo como ela foi parar lá e nem o que faz por lá. Sabemos apenas que ela não sabe falar Chinês, que tem um ficante que não vale um tostão furado e a coloca numa roubada épica com um traficante de droga local.  Ela é obrigada a transportar uma droga sintética, que é colocada dentro de sua barriga pelo bandidos.  E aí começa a história de fato. 

Se você quer assistir ao filme e não quer saber de detalhes, pare de ler agora. Agora, se você não liga para spoilers, prossiga! 




Antes de Lucy ser levada para o aeroporto, ela apanha de um capanga e com isso o saco de drogas estoura, e substância é absorvida pelo seu corpo. Uma transformação começa a acontecer, Lucy fica repentinamente mais forte, sua percepção do mundo começa a mudar, seus sentidos melhoram.  No decorrer do filme, isso vai aumentando e Lucy vai virando quase uma divindade, que tudo pode, que tudo sabe. No filme a justificativa para isso é que a droga vai aumentando a capacidade de utilização do cérebro dela, até chegar aos 100%.  

Lucy é no fundo uma nova versão da minha amada Leeloo Multipass, a protagonista do filme "O Quinto Elemento", vivido pela maravilhosa Milla Jovovich. Leelo também possui a chave de todo o conhecimento, mas ela é ingênua, o que lhe concede um charme todo especial. Lucy acaba soando amargurada, pois sabe bem no que está envolvida e não vê muita saída sua situação.  São filmes com uma temática praticamente idêntica, porém muito diferentes em sua execução. "O Quinto Elemento" cativa, emociona e diverte. O filme "Lucy" carece de criar uma empatia com o espectador, não consegui sentir  nem pena da Lucy. Realmente  não me envolvi com a história.  Meu querido diretor Luc Besson errou a mão. Pena, pena, pena. 


Enfim, não valeu o ingresso do cinema.  Se você tem curiosidade, espere para ver na TV a cabo.  Gaste o dinheirinho do ingresso em coisa melhor.