quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Meio Brava




Tem dias que o sorriso some do rosto e teima em não voltar. As coisinhas cotidianas vão irritando e vira uma grande soma de pequenos tormentos e aí perde-se a leveza do dia. 
Hoje o que tirou a minha paciência foi o atraso do ônibus na hora de voltar do trabalho. O maldito demorou 40 minutos pra passar!  Um absurdo. Eu convivo com atrasos cotidianos do ônibus, já nem espero que ele passe no horário, mas atrasar mais de meia hora é demais. Fico me sentindo uma idiota parada no ponto esperando o maldito passar. E me dá mais raiva ainda quando o prefeito de o secretário de transportes da cidade falam asneiras como restringir a circulação de carros pela cidade. As pessoas vão fazer como? Usar tele-transporte? Pois o atual sistema de transporte público funciona muito mal e nem dá conta dos usuários que possui. Imaginem se quem anda de carro resolva andar de ônibus e/ou metrô?  Caos total. Teremos uma uber-lotação, ninguém vai conseguir ir pra lugar algum.  

É triste ver a minha cidade nas mãos de gente tão incapacitada para administrá-la decentemente. Tudo aqui tem sido feito no improviso. Ninguém faz estudo algum para ver como melhorar o trasporte, apenas soltam decisões de última hora como sendo  mágica que vão resolver tudo. Quem sofre com isso somos nós que dependemos dos ônibus todo santo dia.  A gente sofre muito. 

Nem vou falar das malditas obras dos corredores de ônibus que invadiram a cidade nos últimos meses e deixam tudo pior. 

Enfim, é isso. Blogueira meio raivosa. Só isso. Mas já tá passando. A música e os meus filhotes estão me acalmando.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Desconectando, mas só um pouquinho!





Uma das coisas que mais gosto da novela 'O Rebu', que vai ao ar às 11 da noite na TV Globo, é a maneira fiel que é retratada a 'transmissão' da festa via internet.  A festa vai rolando e são mostrados  flashes de atualizações de status do Facebook, Instagram e afins sobre a festa. Tudo bem rápido, tudo em tempo real, como acontece hoje em dia. Tudo via celular!  

Estas cenas da novela refletem bem a nossa fixação em contar o que estamos fazendo, na hora em que tudo acontece.  Eu sou assim também, sinto uma necessidade  enorme de colocar on line o que estou fazendo. É algo  bem estranho, admito, pois dá a impressão que o que não está na Facebook, não aconteceu!  

Esta urgência toda em contar o que estou fazendo tem me incomodado. Fico  com a impressão que deixo de curtir o momento pra valer porque quero publicar fotos da hora em que eu as tirei. O meu olhar, que deveria estar nos olhos das pessoas que estão ali comigo, ficam vidrados na telinha do meu celular.  Perco o que acontece a minha volta para contar  o que estou fazendo. 

Não acho que esta prática do imediatismo seja de todo ruim, é muito legal compartilhar momentos com quem está longe, ainda mais em ocasiões especiais que quem estar longe queria fazer parte também.  Mas acho que estamos exagerando na dose.  Temos que aprender a desconectar um pouco para viver a vida com a atenção que ela merece ser vivenciada. 

No últimos meses tenho deixado o celular em casa em algumas saídas. Confesso que sinto falta, que dá aquele incômodo chatinho que estou perdendo algo.  Mas aí penso, não dá para ter tudo ao mesmo tempo, não dá para viver tudo ao mesmo tempo e meu coração acalma. 

Eu sou daquelas que estou conectada praticamente o tempo todo, seja aqui no notebook ou pelo celular.  Mas estou tentando ficar menos tempo ligada no que acontece por aí para focar no que acontece na minha vida. Quero aproveitar os momentos que compartilho com as pessoas que gosto e  também os momentos que estou apenas comigo. 

Não vou cortar a internet da minha vida, isso é algo impossível, pois eu adoro tudo que a internet me traz de bom, mas agora tento compartilhar as coisas em tempo real com moderação.  Claro que vou continuar a postar fotos aqui no blog  e no Facebook das coisas legais que eu faço. Mas pretendo curtir mais o momento legal e depois postar as fotos. Afinal, não sou jornal para ter que dar todas notícias da minha vida em primeira mão. 

domingo, 17 de agosto de 2014

Cada Vez Mais Longe




Hoje fui conhecer o Parque do Povo, que fica no Itaim Bibi e fui de bike.  Fiz o trajeto da ciclofaixa do domingo, que passa pela Av. Hélio Pellegrino e pela Rua das Olimpíadas.  Não contei quanto tempo levei para chegar lá, mas com certeza foi a  maior distância  que percorri de bicicleta até agora, percurso de ida e volta somaram 6,8 km, mais o que percorri dentro do parque, que não sei quanto foi. Acho que pedalei por uma hora e meia direto nesta amanhã. Só parei para tirar fotos lá no parque. 



O Parque do Povo é bem pequeno, quase uma praça grande eu diria. A ciclovia que tem lá circunda todo o parque e  o asfalto é bem irregular, o que é uma pena.  Dei uma duas voltas no parque. Não resisti e parei para tirar foto com o senhor fugindo da chuva.  Adorei esta estátua, realmente parece que ele tá correndo. 



Praticamente arranquei Wally da cama para ele ir comigo. Gosto de andar pela ciclofaixa bem cedo, não gosto da muvuca que fica depois. Gente demais.
  
Esta foi a terceira vez que pedalei esta semana. Fui ao Parque Ibirapuera na terça e na sexta.  Fui a pé e peguei a bicicleta do Itaú lá pertinho do parque, não tenho coragem de andar de bicicleta no meio do trânsito.  Estou adorando pedalar, acho que estou viciando nisso, o que é muito bom. Eu andava muito sedentária e sem vontade de fazer nenhum tipo de atividade, nada me atraía.  Mas agora me encontrei com a bicicleta e estou aproveitando o meu entusiasmo para que isso vire um hábito.  



Já repararam que agora tenho um capacete?  Ganhei ontem da mamãe, pois ela estava preocupada, pois eu estava pegando o capacete do Wally emprestado e ela não queria que ele se machucasse, ele não podia andar sem o capacete! 

Gostaram? Eu adorei a cor e os coraçõezinhos. Este capacete me conquistou logo de cara. E é bom de usar, tem como ajustar o tamanho, então consegui acertar direitinho para que não me apertasse muito e, ao mesmo tempo, que ficasse bem preso à cabeça.





Estou adorando esta minha fase ciclista. Que não seja apenas uma fase, que seja para vida toda! 



sábado, 16 de agosto de 2014

Sambas







Desde ontem estou em ritmo de samba. De repente lembrei da música "O Amanhã", um samba que adoro desde criança, e resolvi procurar no Spotify. Escutei a música, na voz da Simone, umas 3 vezes seguidas no caminho para o trabalho. Desta eu pulei para " É Hoje" na voz de Caetano Veloso, outro samba-enredo das antigas e que sempre me anima. Agora, enquanto escrevo estas letrinhas, escuto "A Lenda das Sereias" com a Marisa Monte.  A próxima música eu ainda não sei qual será, mas será um sambinha também, pois estou montando a minha playlist de sambas. 


Eu gosto muito de samba, mas de samba de verdade, não estes pagodes melosos que fazem hoje dia.  Prefiro os sambas antigos, até hoje não me empolguei com um samba recente, tudo que eu gosto é que eu escutei quando era criança e adolescente. Nada atual. Todas composições antigonas mesmo. 

O samba mais atual que eu gosto é o samba-enredo da Águia de Ouro de 2007, "Deus Fez o Home de Barro e a Águia de Ouro". É um samba maravilhoso, com ritmo fantástico letra muito legal. Coisa rara nos samba-enredos atuais, que não têm letras boas, os compositores ficam contando a história do enredo em vez de fazer uma música tema, como se fazia muito no passado. Aí o samba perde sua beleza. Não sei dizer quando os sambas-enredo se transformaram e perderam a leveza e a beleza de antigamente. Queria que voltasse a ser assim. Este samba da Águia soube bem dosar a história do enredo na letra da música. Ficou ótima de cantar.  Coisa rara nos sambas-enredo de hoje.

Todo carnaval eu acompanho os desfiles das escolas de samba e classifico os sambas em cantáveis e não-cantáveis.  Samba bom pra mim é aquele que a gente consegue cantar sem muito esforço.  A cada carnaval me deparo com menos sambas cantáveis. Muitos tem a letra muito truncada por querer contar uma história com detalhes e não apenas enaltecer o tema do enrendo da escolha, como deveria ser. 

Acho que estou mesmo é com saudades do Sambódromo. Há dois carnavais que não vou assistir aos desfiles.  Preciso ir no próximo carnaval. Saudades de sentir a vibração da bateria de pertinho e cantar junto com as escolas.  

Vou terminando este post ao som de "Canta Canta Minha Gente" do Martinho da Vila.  


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Chocada





Estou chocada com a fragilidade da vida. Novamente 2014 esfrega na cara de todo mundo que a gente não tem controle de nada. Mais uma morte repentina. Quando eu li sobre a morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos, levei um susto. Parecia algo muito irreal. Ontem ele estava na TV superbem, dando entrevista.  E hoje não está mais entre nós. Quis o destino que sua vida fosse interrompida num acidente de avião. Muito triste. 

A morte de alguém é algo que sempre me entristece, além de sentir pela morte da pessoa em si, sempre penso nas pessoas que ficam, naquelas que vão chorar pelo falecido. Me compadeço de sua dor. Com o candidato senti a mesma coisa, mesmo mal conhecendo sua história de vida. Fui reparar nele de fato ontem, durante a entrevista no Jornal Nacional. Fiquei triste por alguém tão moço ter sua trajetória de vida interrompida desta maneira. Uma lástima mesmo. 

Outro fato que me causa muita tristeza é a falta de respeito que as pessoas tratam a morte de alguém conhecido. Parece que esquecem que o famoso é gente também. Me dá muito nojo me deparar com comentários jocosos com a morte de alguém. Fico chocada com a frieza das pessoas. Como podem celebrar a morte de alguém?  Como podem desejar que outras pessoas estivessem no avião que caiu?  Como podem tratar a morte de alguém com tanta falta de respeito? 

Quando coisas assim acontecem eu fico muito triste e revoltada. Não consigo entender o que leva uma pessoa  tratar a morte de alguém com tanto descaso. E cada vez que um famoso morre, parece que a coisa piora. As pessoas ficam mais ácidas, mais desrespeitosas. Isso me choca. Nunca vou me acostumar com isso. Nunca mesmo.