Fura Fila




Os parques da Disney e filas enormes parecem que são coisas inseparáveis, mas a administração dos parques criou um sistema para diminuir o tempo de espera para entrar nos brinquedos. Depende apenas do visitante se organizar para conseguir tirar proveito do Fastpass.  Nós conseguimos usar bem o sistema e nos livramos de enormes filas.

Fastpass é  um ticket com hora marcada para entrar em um determinado brinquedo. Ele está disponível nas atrações mais concorridas, que sempre têm filas enormes.  Na frente destas atrações há uma sinalização que indica onde o visitante pode tirar o seu ticket. O visitante coloca o ingresso na máquina e tem assim o seu ticket gerado. Para utilizá-lo basta voltar ao brinquedo dentro do horário informado no ticket e entrar pela fila exclusiva do Fastpass. Este sistema não livra o visitante de pegar uma fila, mas é uma fila bem rápida.  Nunca fiquei mais do que 20 minutos em uma fila de Fastpass.  

  

Não adianta sair correndo pelo parque e ir tirando os Fastpass de todas as atrações, pois há um tempo obrigatório de espera entre a retiradas de tickets.  Descobri isso na prática. Tirei um Fastpass para a montanha-russa Everest e tentei tirar outro em seguida. A máquina gerou um ticket inválido e informou a partir de que horário eu poderia retirar outro.  Eu pensei que este bloqueio acontecia por atração, mas estava enganada. O sistema do parque é integrado e o bloqueio é geral. Tentei tirar o Fastpass do Primeval Whirl e nao consegui, pois tinha tirado um para outro brinquedo havia pouco tempo. Notei que este tempo de bloqueio  é de até 2 horas.  Geralmente é de uma hora. 
Por isso o  que vale mesmo é analisar onde estão as piores filas e se organizar para tirar os Fastpass de acordo com as regras. Como os tickets são liberados em lotes e são em número limitado, nos brinquedos mais concorridos eles acabam cedo. Vi Fastpass acabar no início da tarde, por exemplo. Portanto não se pode perder tempo, tem que se colocar uma lista de prioridades e assim consegue-se ir nos brinquedos mais concorridos sem ter que pegar aquela fila monstro. 




Este aqui não é um Fastpass é algo mais raro. É um ticket para voltar ao brinquedo que deu pane sem pegar filas. E eu tenho este ticket porque um brinquedo que nós fomos no Animal Kingdom quebrou quando estávamos lá dentro. Foi algo surreal.  O brinquedo era o Dinousaur, que é uma viagem até os tempos dos dinossauros. Viagem feita em um carrinho que leva seis passageiros e que passa por cenários que reproduzem uma floresta jurássica, com direito aos dinossauros. Bom, a nossa viagem durou pouco.  Logo no comecinho do circuito  o brinquedo entrou em pane. Ouvimos um alerta informado que havia um problema técnico e que logo seria resolvido e que devíamos ficar no carrinho. Ficamos, quietos lá, e eu não sabia se aquilo era verdade ou fazia parte do brinquedo, pois no enredo da viagem  havia uma sabotagem no laboratório que estudava os dinossauros. Mas quando o alerta começou a se repetir sem parar e nada acontecia, tive certeza que algo de errado tinha acontecido mesmo.  Ficamos no carrinho por uns 30 minutos eu acho. Veio então uma funcionária com uma escadinha para nos resgatar e lá fomos nós todos andando pelo brinquedo da Disney. A funcionária fazia graça da situação, ficava falando que estávamos fazendo uma tour pelos bastidores sem pagar nada a mais por aquilo. Nossa tour a pé pelo brinquedo demorou um pouco, pois tinham mais  uns 4 carrinhos parados pelo caminho, só saímos de lá quando todos todos estavam devidamente resgatados.
Não nego que  fiquei frustrada por não ter ido a este brinquedo, mas adorei a situação toda. Foi muito legal andar a pé por um brinquedo da Disney, ver as coisas sem a iluminação correta e os efeitos especiais.  Acabamos não voltando ao parque e este ticket especial acabou ficando como recordação da nossa aventura inusitada.




 
Não dei muita sorte com os brinquedos de dinossauros. No Islands of Adventure, parque fica no parque da Universal Studios, tive uma experiência bem desagradável e até traumatizante com o brinquedo Jurassic Park River Adventure. O brinquedo não é nada forte, é daqueles barquinhos que caem na água, mas virou assustador para mim.

Em muitos brinquedos há informação de limite de altura para poder ir na atração. Em geral é o limite mínimo de altura, isso para garantir que as travas de segurança vão segurar a pessoa no carrinho.  Em geral não há restrições em relação a peso ou a circunferência do visitante. E foi aí que o meu passeio inocente de barquinho virou uma aventura nada agradável.  

Era um barco com umas 5 fileiras de assentos, cada fileira com capacidade para 4 passageiros.   Uma trava de segurança comunitária para todos da fileira.  Primeiro Wally entrou no barco, depois eu e em seguida um casal de gordos. Imagem duas pessoas enormes de gordas, gordos como os gordos do filme Wall-e. Agora imaginem uma trava que tem que segurar todos no mesmo banco.  Não precisa pensar muito para perceber que a trava não ia segurar nenhum de nós dois. Foi tudo tão rápido e tão absurdo que ficamos sem ação e quando vimos o barquinho já tinha partido.  Passei medo o tempo todo, pois estava solta naquele barquinho e sabia que teria uma queda no final. Na descida final foi aquele baque, só não voei para fora porque Wally tava me segurando. Aliás nem sei como ele conseguiu se segurar no barquinho e ainda me segurar. Meus óculos voaram da minha cara tamanho o tranco que eu levei. Foi um grande susto. Péssimo.  Mas nada de mais grave  aconteceu comigo e nem como os meus óculos, só fiquei abalada e até chorei.  Depois disso nunca mais divido mesma fileira de assento com gente gorda quando a trava for compartilhada com todos.  E o parque deveria ter atenção a este detalhe, e separar os gordos  dos magros. É uma questão de segurança para os passageiros magros que acabam ficam soltos no carrinho porque a trava não abaixa completamente por causa da barriga alheia. 

Mas no final tudo acabou bem e virou mais uma história de viagem para contar.


Nota da Blogueira: Infelizmente pessoas deturpam o que lêem e foi criada uma polêmica descenessária e muito desagradável por causa deste post.  Já houve comentários descenessários além da conta. Por isso fechei os comentários para este post, não apaguei nada, infelizmente estes comentários vão continuar aí e não vou omitir o acontecido. Não vou alterar o texto porque sei que não ofendi ninguém, fui bem clara no que coloquei aqui. 




Comentários

  1. Oi Marion

    esse do Fast Pass eu ja sabia... agora do gordinho foi d+, pena que voce não pode aproveitar o brinquedo.
    Esperando para ver o post do parque do HP
    Bjo

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  2. Que tenso seu dia com os dinossauros hein!!!

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  3. Sempre li seu blog e adorava todas seus postagens até hoje 29/03 e ler sobre sua aventura no parque muito triste ver no final seu comentario sobre gordo e magro. Realmente pode ter sido uma experiencia muito desagradavel mas dai vc colocar que deveriam separar gordo dos magros ??? Como assim será que os negros dos brancos também. É na verdade com todo esse seu preconteito acho que deveriam mesmo era separar os bonitos dos feios rsrsrs Se é que vc me entendeu ! Bem parei por aqui de ler seu blog e foi bom enquanto durou.

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  4. Anônimo, por favor, LEIA o que eu escrevi. Eu coloquei que deveria ser feita a separação em BRINQUEDOS COM TRAVA DE SEGURANÇA COMUNITÁRIA. Pois com esta trava as pessoas magras ficam SOLTAS no brinquedo quando DIVIDEM o ASSENTO com pessoas mais gordas. Um exemplo para melhor compreensão: Uma pessoa magra está com uma calça larga e precisa de um cinto, o único cinto que tem é muito grande pq é de um gordo e não pode ser ajustado, o que você acha que vai acontecer? A calça vai cair. É ISSO que eu estou falando, questão de SEGURANÇA! Enfim, se quis me entender errado, nada eu posso fazer. nada.

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  5. Ser Que não tem nem coragem de se identificar. Minha irmã é uma das pessoas q tem menos preconceito q já vi na vida. Tanto ela já sofreu algumas vezes e eu sofri por 30 anos o preconceito de ser gorda e nem por isso não entendi oque ela quis dizer acheioi correto no caso acho q pra vc entender ela teria q ter colocado pessoas com compleição fisica similares. Pois no caso do brinquedo isso pode ser um risco as pessoas de tipo menores que as outras!

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  6. Ah anônimo, menos... bem menos. Ela quis dizem a diferença de biotipo, gordo e magro assim como alto e baixo (como já é feito). É uma questão de segurança, consegue entender? Vc deturpou de propósito o post pq quis causar polêmica a toa. Vê se da próxima vez vc se controla e para de querer causar dessa forma... tão mesquinha.
    Patry, obrigada pelos seus relatos, assim consigo sentir um pouco do gostinho bom que é curtir esses lugares incríveis! Bjs

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  7. Eu entendi o que ela quis dizer. Mas mesmo assim achei a escolha das palavras inapropriadas e ofensivas.

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  8. Ofensiso é ser chamado de rolha de poço, tanque russo, baleia, balofa, shamu e por pessoas que você não tem como fugir que são sua família! Olha é dificil se assumir gorda ouvir a palavra gorda mas obesa é mto pior muito mais feio e são falsos eufemismos como fofa e cheinha, é mascarar a realidade! Eu levo algo pro resto da vida mesmo depois q emagreci, serei sempre a gordinha da turma mesmo q seja pele e osso pq tenho estrutura ossea grande e sei que até eu no mesmo brinquedo que minha irmã estava, poderia até deixa-la em um certo risco mesmo menor do que ela passou!

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  9. Legal o esquema do Fast Pass. Seria ótimo se funcionasse por aqui também! E tensa a história da trava mesmo. Já senti medo com essas travas tbm, por ser pequena demais pra elas. Qto ao anônimo, sem comentários. Quem se liga mais nas palavras escolhidas do que no conteúdo do texto inteiro (que nem de longe foi ofensivo) é melhor nem ser seu leitor mesmo.
    Beijos!

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  10. Realmente você não soube usar as palavras certas, e isso me deixou chateada, como leitora do seu blog há anos me senti no direito de expressar minha indignação ao seu texto, mas percebi que você não estava preparada p/ criticas, somente elogios.

    Me senti ofendida sim, principalmente na parte que diz:

    “E o parque deveria ter atenção a este detalhe, e separar os gordos dos magros. É uma questão de segurança para os passageiros magros que acabam ficam soltos no carrinho porque a trava não abaixa completamente por causa da barriga alheia.”

    Se vc se considera tão inteligente e integra, pode perceber que o comentário suou totalmente deselegante.
    Não sou burra, nem tão pouco gorda, mas sei me colocar no lugar das pessoas mais humildes, porque pensa bem, já imaginou vc em uma fila de um parque e haver separação de gordos e magros e etc...

    Só porque uma pessoa fez uma crítica a você não significa que ela te odeia, inveja, ou até mesmo seja ignorante. Saiba separar o lado pessoal do resto. Para ter um blog é preciso estar preparada p/ essas coisas, fica a dica
    A gente tenta ajudar e ser amigo. Mas no fundo, são as convicções da própria pessoa que vão definir o que ela faz dali pra frente.

    Desculpe-me se te ofendi ou até mesmo criei um certo drama.

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  11. Anônima, ela falou alguma mentira nesse trecho que você separou?
    Imagine então a situação inversa.
    Ela e o marido com o casal de gordos e daí a trava vai apertando, apertando, apertando até se adequar aos dois mais magros, espremendo e sufocando o casal mais gordo.
    Seria desconfortável e inseguro, assim como foi pra nossa amiga e o marido dela.
    É um fato, minha querida!
    Já fui gorda muitos anos, e nunca gostei de palavras "carinhosas" para definir meu tipo físico. Eu era GORDA e não fofinha. Minha barriga era grande sim, porque eu iria dizer que era pequena?
    Fazer esse tipo de separação é necessária, sim, por questão de segurança.
    Ah, talvez você mude de idéia quando alguém morrer como a menina no Hopi Hari, né?
    Exagero? Não! Ela e o marido ficaram soltos no brinquedo do mesmo jeito e como ela mesma disse, só não foi jogada pra fora porque o marido a segurou.
    Para e pensa!
    Com segurança não se brinca! Principalmente quando há vidas em risco.
    E você falou de humilhação que os gordos passariam numa fila separada.
    Você mesma disse que nunca foi gorda, então NÃO sabe como é.
    Gordo passa humilhação TODO dia, por pessoas da própria família. E essas são as piores humilhações que uma pessoa pode sofrer.
    Ficar numa fila separada ou no meio dos outros, não importa, se tiver um idiota ali no meio, ele vai apontar o dedo e falar imbecilidades do mesmo jeito.
    Desculpe-me, Anônima, mas sua crítica não foi em nada construtiva.
    Marion aceita críticas construtivas sim. Mas nesse caso, não estão em jogo as 'convicções da própria pessoa', como você disse. Tanto é que só você distorceu o texto dela.
    Marion querida, ótimo texto! Pena ter passado esse susto no brinquedo. Mas pelo que acompanhei, o restante da viagem compensou.
    Aguardo mais posts!
    Normalmente leio e fico quieta na minha, mas não pude deixar de me manifestar hoje, devido a tamanha ignorância e falta de visão. Mas como Renata do post acima bem disse, pessoas assim, é melhor mesmo que nem sejam seus leitores.
    Um beijo grande!

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  12. Anônima, sei sim lidar com críticas. Mas não posso aceitar que alguém venha aqui e me chame de racista. Foi isso que está no seu primeiro comentário e isso me ofendeu mesmo. Tem que saber criticar também. É isso.

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  13. Rê e Carol, obrigada pelos comentários.


    Beijos !

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  14. Quanta falta do que fazer da parte de todos !
    Vão procurar uma pilha de louça pra lavar !
    Bando de gente desocupada !
    Duvido que se tivessem um trabalho de verdade estariam perdendo tempo com tanta coisa boba escrita em um blog.

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  15. Nossa, Patry, que perigo mesmo! E me surpreende mais ainda que isso tenha acontecido na Disney. Ou seja, a perfeição não existe e não estamos totalmente livres de sofrer um acidente em um parque de diversão.
    Beijinhos,

    Mari

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  16. Mari, foi no Parque da Universal e não na Disney. É, temos que ficar atentos. Eu bobeie por não ter pedido para eu sair do carrinho. Mas já foi e eu estou aqui bem.


    Beijos

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  17. Nossa nunca tinha parado para pensar nesse caso de trava de segurança coletiva. Isso é perigoso mesmooo!!! Com certeza a próxima vez em que eu for a um parque de diversões vou me atentar para isso e levantar sim, se perceber que alguem muito diferente do meu porte venha a se sentar ma fileira que eu!!! Bjos, Leti

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    1. Leti, nós que somos pessoas pequenas, tanto de altura como de largura, não podemos compartilhar a trava de segurança com pessoas muito maiores que nós.

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  18. Pronto agora está instalado a histeria de gente magra e facilmente influenciável.
    Sempre que forem aos parques apartir de agora tomem cuidados com os GORDOS !!!
    QUANTA BESTEIRA !!!!!!!!!!!!!

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    1. Nada posso fazer se você não entendeu o que está escrito. A questão é que pessoas de portes físicos diferentes nunca conseguirão estar seguras com uma mesma trava de segurança.

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