Rita Lee - Uma Autobiografia



As músicas da Rita Lee embalaram a minha infância e adolescência, era a época que tudo que ela lançava virava sucesso. As músicas tocavam em todas as rádios, sempre estavam nas trilhas das novelas, o clipe sempre aparecia no Fantástico!  Eu senti esta presença forte das músicas dela na minha vida até uns 20 poucos anos de idade. Depois não fiquei mais ligada no que ela lançava, mas continuei sempre fã das músicas que foram trilha dos meus primeiros anos de vida e de roqueira. Além de gostar da obra musical dela, sempre simpatizei muito com a Rita, com este seu jeito amalucado de ser, sempre vivendo como queria, sem se importar em seguir os padrões existentes e isso a faz única e grandiosa! Uma diva!

Quandou soube que ela lançaria um livro contando a sua história, fiquei muito curiosa. A vontade de ler este livro superou até a minha timidez! Ganhei o livro numa festa de amigo secreto de livros, em dezembro passado. Cada convidado levava um livro, quando o número do convidado era sorteado, ele podia escolher um  embrulho de presente, ao abri-lo, tinha a opção de trocar o livro que ganhara por outro de algum convidado sorteado antes. Quando chegou a minha vez, o livro da Rita já estava na mão de outro alguém e eu 'roubei' o livro para mim, mesmo mal conhecendo a pessoa. Ah, não ia deixar a chance passar! Claro que a pessoa 'roubada' fez cara de poucos amigos, mas faz parte do jogo. Eu apenas segui as regras. 

O livro tem uma narrativa bem solta, Rita até tenta colocar tudo em ordem cronológica, mas há sem fatos relatados fora da sequência da linha do tempo do livro. Adorei isso, pois deu ao livro uma espontâneidade muito bacana, parecendo que eu estava lendo mesmo um diário dela. A leitura ficou bem pessoal, me senti muito próxima à ela. Parecia mesmo que eu estava conversando com uma amiga que contava sua história para mim. 

Ela escreveu o livro sem amarras mesmo, cometeu alguns sincericídios que devem ter rendindo algumas caras feias Brasil afora. Mas como a Rita não tem medo de cara feia, não deve nem ter se importado com as reações negativas. O livro tem muitas fotos, desde dos tempos de criança até a época atual. 

Claro que no livro não há só relatos alegres, ela não se omitiu em relatar o momentos barra-pesada, como a época que foi presa grávida ou das recorrentes recaídas por conta dos problemas com álcool e drogas. Não há tentativa de encontrar desculpas para os momentos de vício, ela não se faz de vítima em momento algum, tudo é relatado de maneira bem direta, assumindo a responsabilidade pelas escorregadas. 

A leitura do livro me deu muita vontade de escutar as músicas, então fui colando tudo pra escutar no Spotify, sempre em sincronia com o momento que estava no livro. Conheci muitas músicas dos Mutantes que não conheci e morri de nostalgia ao escutar músicas que amo de paixão mas que estavam perdidadas lá nas memórias da a minha adolescência.  

Escrevo este post escutando o albúm Rita Lee de 1979, que tenho aqui em casa em LP e foi dos que mais escutei dela. 

O livro é imperdível para quem é fã dela. Terminei o livro semana passada e já estou com saudades das minhas 'conversas' com a Rita.  Leia, você vai adorar! 



Nota da blogueira: Em 2014 fui assistir ao musical sobre a vida e obra de Rita Lee, com Mel Lisboa no papel principal. Foi incrível!  Clica AQUI para ler o post. 

Comentários

  1. a capa é muito legal né? é bem elogiado. deve ser bem legal. bom q ela não relata só o lado bonito de tudo. corajosa de mostrar os lados escuros. beijos, pedrita

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  2. Eu não sou fã da Rita Lee, só conheci ela quando eu já era mais velha e não liguei muito. Mas fiquei com vontade de ler o livro, adoro biografias e seu post me empolgou! :)

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