Estragando a brincadeira

Ontem li uma notícia que informava que os jogos Counter Strike e Ever Quest estão proibidos de serem comercializados no Brasil sob a alegação que fazem mal à saúde e provocam distorções de ordem psicológica nos jogadores. Absurdo total. O pior é a falta de informação do juiz que fez a proibição. Ele proibiu o Counter Strike baseado no cenário do jogo que se passa em uma favela carioca. Neste cenário o embate dá-se entre os traficantes e os PMs. O jogador escolhe em qual lado deseja ficar : ser bandido ou mocinho. É um jogo de mata-mata como tantos que existem por aí. Nada demais. Mas para o juiz o jogo pode ser uma ameaça ao estado democrático e à segurança pública. Parace que ele nunca brincou de mocinho e bandido quando era criança. Estes video-games são basicamente isso. Nenhum jogo transforma uma pessoa em serial killer. Se uma pessoa tem instintos assassinos qualquer coisa pode servir de gatilho, até um desenho inofensivo como o Bob Esponja. Eu sou fã de video-games. Nunca joguei nenhum destes que foram proíbidos, mas gosto muito de jogos ditos violentos. Um dos meus preferidos é o Quake I , que joguei inteirinho. É um jogo que o jogador tem que matar os monstros que encontra pela frente, e o jogo nos oferece todo tipo de arma, de revolveres até bombas. É um mata-mata clássico. Joguei muito este jogo e nunca tive vontade de matar ou torturar alguém. Se a moda pegar daqui a pouco os filmes de ação também serão proibidos, pois também podem estimular a violência em quem os assiste. No mínimo este juiz acha que as pessoas não conseguem ter discernimento entre a fantasia e a realidade. Me sinto ofendida com proibições assim. Eu sei muito bem decidir que tipo de video-game pode ou não entrar na minha casa. Eu não preciso de um juiz para me dizer que jogo "faz mal". Oras, o único mal que um jogo pode provocar é o tédio se ele for chato de jogar! Claro que um jogador viciado pode ter danos físicos por ficar horas e horas jogando, mas novamente entramos no campo da liberdade pessoal, cabe a pessoa ou ao responsável por ela saber a hora de parar.
É preciso dizer também que a proibição do Counter Strike não faz sentido, pois o tal cenário da favela carioca que horrorizou o juiz não faz parte do jogo original, é uma modificação de cenário feita pelos próprios jogadores. Ou seja, esta proibição em nada vai impedir a proliferação deste mapa. Aliás, nem a venda do jogo original, pois quem quiser comprar vai dar um jeito, ou mesmo nem precisa comprar, né? Basta fazer download e pronto. Tanta coisa mais importante para se preocupar neste país cheio de problemas e o juiz vai mexer com a diversão das pessoas. Deixem as pessoas brincar de mocinho e bandido em paz!

Fica aqui registrada a minha indignação com este ato de censura.

Comentários

  1. Saudade da época quando o "politicamente correto" não existia... Era legal jogar Mortal Kombat, e arrancar a cabeça do inimigo com a espinha e tudo...

    Mas de tempos em tempos sempre tem alguém tumultuando contra videogames. No blog do myextralife toda hora fazem campanha contra um politico cretino americano que também é um sem noção sobre o que quer dizer jogar.
    Os que jogamos em um atari, em home computers de 48K e outras velharias sabemos até que ponto videogame é cultura, e hoje é uma industria que move milhões. O plano de investimentos da Nintendo no Japão é maior do que os Estados Unidos investe em saúde, sabiam disso?
    É cultura. Saudosa cultura. Compramos camisetas de atari, bonecos do Mario, stickers do Sonic...

    ResponderExcluir
  2. Amiga, nao tenho como comentar a respeito porque desconheço 100% os video games. Nao sei jogar absolutamente nada. Nada contra quem joga, mas eu sou uma negaçao para isso por minha falta de cordenaçao motora e falta de paciencia em ficar tanto tempo concentrada na mesma coisa.
    O maximo que eu jogo ´´e Stop, lembra? Aquele mesmo, o que a gente tem que completar as lacunas com cidade, cigarro e carro começando com a mesma letra. hahaha... beijocas,

    Mari

    ResponderExcluir
  3. Absurdo total. Quem não sabe distinguir fantasia de realidade é esse juiz burro. Quantos casos ele conhece, comprovados, de gente que saiu matando porque aprendeu no video game? ou no RPG, como sempre aparecem discussões por aí? Não jogo nenhum dos dois, mas acho isso o cúmulo. Como vc bem disse, se o cara é desequilibrado, qualquer turma da mônica pode despertar o espirito assassino dele, não precisa ser um jogo. Falta do que fazer, e falta de inteligencia tbm. Eu jamais seria capaz de confiar um caso meu a um juiz que acha que jogo de video game é perigoso.
    :-(
    Beijos!

    ResponderExcluir
  4. eu acho perigosos aqueles jogos e desenhos que provocam distorções visuais e até demaios em crianças. fora isso, cada um joga o que quer. aquele de carrinho que jogamos no seu ap, se pensarmos friamente, é um horror, quanto mais carros batermos, mais ponto ganhamos. nós mesmas temos formas diferentes de jogar the sims. eu sou mais certinha, pq sofro de vê-los sofrer e vc gosta de experimentar atitudes extremas. então até um jogo "inocente" pode se tornar perverso, tudo depende de como interagimos com ele. é tudo uma questão de conversar, de falar com as crianças e jovens sobre questões éticas, seja do que for, é o diálogo que forma, não o que vemos. beijos, pedrita

    ResponderExcluir
  5. Amor, infelizmente as pessoas opinam sobre coisas que não conhecem e assim criam-se distorções como a proibição absurda. E concordo com vc, jogo é cultura, pena que muitos só queiram exergar o lado ruim, ou mesmo constroem o lado ruim do jogo.

    Mari, um dia ainda te logo para jogar videogame aqui em casa! Ah, eu adoro jogar Stop ! ehehe

    Rê, concordo com você! Pobre de quem depende deste juiz para um caso importante.

    Pedrita, o joguinho é o Burn out! Totalmente sem noção né? Mas é ótimo de jogar né? Isso que é o jogo, a gente poder se divertir com algo que no mundo real seria impensável!
    Ah, eu também tenho amor pelos meus Sims, mas às vezes gosto de provocar uns barracos no jogo...só isso. Os seus têm mais sorte... risos!

    Beijos

    ResponderExcluir
  6. Sou péssima em videogame. Não sei jogar nada ... Nem aquela corrida de carrinhos ...

    Bjs.
    Elvira

    ResponderExcluir
  7. fiquei revoltada com essa proibição também. Existem mais zilhares de joguinhos como esses que ele proibiu - e aí, vai proibir todos? o problema é que é muito mais fácil proibir do que tentar ações afirmativas. É que nem essa mania recente de proibir bar aberto depois das 11h ou proibir a venda de bebida alcoólica em determinados lugares. Malditos juízes.

    ResponderExcluir
  8. Elvi, é tudo questão de prática! :)

    Lu, concordo com você. Não é proibindo que se conserta as coisas. Tem que orientar. Proibição é a solução preguiçosa.

    Beijos

    ResponderExcluir
  9. Não sabia dessa proibição, que por sinal é uma bobagem. Concordo com tudo que você disse.

    Adorei a imagem do post!

    ResponderExcluir
  10. Camila, esta imagem foi um achado. Traduz bem o que eu penso sobre um videogame: é tudo brincadeira e ponto.


    Beijos

    ResponderExcluir
  11. Isso me fez lembrar daquele caso em que o juiz mandou bloquear o YouTube no caso da Cicarelli. Os caras são magistrados mas não entendem merda nenhuma daquilo que estão julgando, daí o que é que adianta?

    E até parece que ninguém vai mais jogar o CS. Nem existe nada pirata por aqui, não é?

    ResponderExcluir
  12. Rodrigo, concordo! Eu acho que se o juiz não entende do assunto poderia ao menos se informar a respeito para evitar jugalmentos incorretos.

    Beijos

    ResponderExcluir
  13. má, desliga o video game e vai se acabar na mangueira!

    ResponderExcluir
  14. má, desliga o video game e vai se acabar na mangueira!

    ResponderExcluir
  15. Ril, desligo não ! Dá para conciliar as duas paixões! risos Pena que ir na Mangueira e mais difícil! ehehe

    Beijos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Vamos, comente!!!

Postagens mais visitadas deste blog

Na Secadora Não!

Meus Furacõezinhos!

Ovono