Nem tão boa assim

Me sinto estranha quando percebo que algum sentimento nada nobre está latente em mim. Não gosto de perceber que também sou passível de sentir raiva ou ter má  vontade com alguém. Em geral sou boazinha. E como boa libriana tenho queda pela perfeição e um ser perfeito não pode ter sentimentos ruins em si. Claro que sei que é impossível evitar tais sentimentos, afinal sou humana. Mas às vezes me acho uma bruxa. Aqui vai um exemplo recorrente na minha vida. Quando entra alguém novo no trabalho temos que ajudar no treinamento e isto implica que a pessoa nova vai passar alguma tempo ali do nosso lado acompanhando a rotina do trabalho, vendo e ouvindo tudo que eu faço. Eu simplesmente odeio isso. Pois me sinto muito incomodanda com alguém me observando. O novato não tem culpa coitado, mas fico torcendo para nenhum novato seja colocado comigo. E quando é colocado torço para que logo saia do meu lado. Eu simplesmente não sei trabalhar com alguém me espiando. Sai tudo errado. Pior quando é um novato espaçoso, daquele tipo de pessoa que se encosta, bagunça a minha mesa e fala mais do que poderia. Isso me deixa quase surtada e aí passo a ter ódio da pessoa.  Fico com sentimento de culpa, achando que deveria ter mais paciência. Até tento não ter raiva do cidadão mas é impossível. Fico até xingando a pessoa em pensamento! Vê se pode!  Mas já reparei que estes mas sentimentos vêem à tona quando é uma pessoa que literalmente invade mesmo o meu espaço, se é alguém mais comedido eu até já crio uma simpatia e não me incomodo tanto, não chego ao ponto de não ligar pela pessoa estar ali, mas ao menos não a xingo em pensamento.
Várias outras situações despertam o meu lado mais mauzinho. Sei bem o que provoca a minha ira. Mas não convivo bem com isso, mesmo às vezes notando que a ira é bem fundamentada. Me sinto assim desde sempre. Mas uma música sempre me fez sentir melhor em relação à isso, me fazendo perceber que ninguém é perfeito. Que mesmo quem é bom pode ter sentimentos ruins vez ou outra. A letra de "Toda Forma de Amor", especificamente a parte em que o Lulu Santos canta " Não desejamos mal à quase ninguém..." sempre me deu um certo alívio, pois mostrava que mesmo sendo bom, o casal da música ainda nutria algum sentimento adverso por alguém, poucos, mas ainda ainda nutria. Acho que no fundo é assim mesmo, a gente gosta de muitos e odeia alguns poucos. E isso não faz a gente uma pessoa má.





Comentários

  1. esse sentimento com alguém novo chegando no trabalho é normal. mas realmente precisamos elaborar. eu antigamente com novatos era solícita até demais, aí vivia quebrando a cara. hj deixo ele se virar um pouco sozinho tb. até é bom para todos. beijos, pedrita

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  2. É normal nos incomodarmos com os outros a ponto de sentir raiva às vezes... acho que sou como você, não gosto que invadam meu espaço. Mas não penso muito na raiva que sinto, só sinto e a partir daí passo a evitar que a situação se repita. Acho que esse sentimento ruim ajuda nossa auto-preservação, afinal ser bonzinho demais não é bom, como diz a célebre frase "bonzinho só se fode", rs. Tem muita gente que se aproveita de pessoas que são solícitas demais.
    Beijos!

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  3. Olá,
    Gostei muito do seu blog e vou segui-la.
    Olha eu me senti até mal, porque também tento ser boazinha, mas na grande maioria das vezes não consigo, rsrsrsr - acho que tenho vocação para malvada, rsrsrsr.
    Abraços.

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  4. Pedrita,eu tenho a tendência de ser boazinha demais com os novatos. Acho que vc tem razão, eles têm que se virar um pouco sozinhos.

    Rê, concordo. Pois já teve época que fui boazinha demais e só me ferrava. Hoje acho que estou um pouco mais esperta.

    Elaine, obrigada pela visita! Que bom que gostou do blog. Ah, tudo é uma questão de equilíbrio, não pode ser bem bobinha de mais nem megera demais! rs

    Beijos

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