Palhacinho



Ainda bem que a minha mãe não entrou na onda do desapego. Por causa do costume dela de guardar tudo, vivi um momento bem especial esta semana.  Minha mãe achou lá nas coisas dela este palhacinho, que eu ganhei do meu pai quando era bem pequena. Segundo conta a minha mãe, ele comprou este mimo para mim no Rio de Janeiro. Repararam que os 'braços' do palhação são uma régua?  Além  da régua, os bolsos dele vinham com lápis de cor.  Lembro bem como ele era com os lápis nos bolsos, ficava bem colorido. Dava um efeito bonito. 

Este palhacinho ficava pedurado na parede, sobre a cabeceira da minha cama. O tempo foi passando, eu fui crescendo e fui transformando-o no meu 'porta-bottons'. Pregava tudo nele. Ele tá cheio de fragmentos de boas  lembranças.  Souvernirs de viagens, de shows, festas, enfim, cheio de coisinhas que de momentos que marcaram a minha vida.

Foi especial me deparar com tudo isso. Muitas lembranças afloraram.  E alguns enigmas também, pois eu não consigo lembrar de alguns pins, não sei direito de onde vieram. Mas uma hora eu lembro, estas lembranças devem estar guardadas em algum cantinho da minha memória. 

Já guardei meu palhacinho direitinho, a salvo dos gatos. E estou pensando onde colocá-lo de vez. Quero que fique em um canto onde eu possa olhar pra ele sempre.  Afinal, este palhacinho me traz recordações ótimas. 




Comentários

  1. Eu tenho um ursinho com 44 anos, ele foi dado por minha avó materna na primeira vez que estive com ela na Alemanha. Ele está perfeito e bem guardado. São nossas recordações de ouro.

    Bjs

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  2. o equilíbrio entre desapegar e guardar é bom. eu gosto de guardar coisas muito especiais e achá-las em arrumações e recordações. adorei a história do palhacinho. beijos, pedrita

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