A Matemática da Insulina





O tratamento do Sam virou uma grande equação matemática.  Os níveis de insulina começaram a baixar muito, chegando a níveis preocupantes até, como um 45 no sábado. Neste dia dei até doce de leite para ele, para que a glicemia subisse um pouco. Com indíces muito baixos de glicemia, tenho que  adequar a dose de insulina a ser aplicada. Não dá para aplicar a mesma dose, que pode até ser fatal. Infelizmente não é exagero meu não.  Então, dá-lhe matemática para tentar chegar na dose certa, para manter o tratamento sem  prejudicar o Sam.  Porque sem insulina ele não pode ficar, o nível sobe demais. Descobri isso na prática, no dia do 45 não apliquei a insulina matutina e à noite o nível chegou ao tão temido high (mais de 500!!). Tudo bem complicado. Wally e eu somos leigos, mas estamos usando o bom senso e a matemática para adequar a dose. Acho que estamos fazendo certo até agora. Logo vamos marcar nova consulta para a vet dizer o que devemos fazer, se estamos fazendo certo ou não. 

Os níveis  de glicemia têm baixado porque o índice que indica se o gato tem diabetes ou não baixou, está quase normal. É a tal da Frutosamina. Não sei o que é direito não, só sei que é o índice da Frutosamina que vai indicar que o meu gatão ficou curado.  Quando começamos o tratamento, a Frutosamina do Sam estava em 6 e pouco. O limite do nível normal é 3,7.  No exame do fim de semana deu que o índice está agora em 4! Quase normal! Eu fiquei emocionada quando o resultado chegou no meu e-mail. Finalmente uma prova concreta que o tratamento tá fazendo efeito. Pois, desde que tudo começou, os índices de glicemia do Sam variam muito, sempre para cima. Isso sempre me frustrou muito. 

Não foi somente na dosagem da insulina que estamos mexendo. Tivemos que mudar o horário de aplicação, pois eu não conseguia mais aplicar a injeção sozinha, o que eu fazia no final da tarde. Sam, que desde o começo foi um paciente exemplar, começou  a fazer de tudo para não tomar a injeção. Mordia, fugia, arranhava.  Um terror!  Então resolvemos atrasar a primeira dose para 6:30 da manhã, para a segunda dose ficar às 6:30 da tarde, hora que Wally consegue estar em casa. Eu tô atrasando um pouco a minha saída para o trabalho e ele adiantando a volta pra casa. Assim conseguimos estar os dois juntos nas duas aplicações. Um segura e o outro aplica. Assim damos a insulina sem muito stress. 

Acho que o Sam cansou, coitado.  Não é fácil ficar tomando duas injeções por dia.  Não posso julgá-lo. É difícil para ele e para nós. Mas vamos vencer tudo isso e logo estas aplicações não serão mais necessárias. 



Nota da blogueira: Dei o doce de leite para ele porque foi recomendação da veterinária. Pois é necessário subir o açúcar no sangue do gato de maneira rápida.  Uma ironia e tanto ter que dar doce de leite para um gato diabético, né? 

Comentários

  1. que boa notícia patry, deve ser um sufoco acertar. pessoas com diabetes precisam chupar uma bala, ou tomar um copo de suco de laranja qd cai muito. é como o doce de leite q deu. beijos, pedrita

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