Alcatraz





Nunca pensei que um dia eu visitaria a ilha de Alcatraz. Sempre escutei falar muito da prisão  onde era praticamente impossível de fugir. Mas sabemos que não era impossível, pois teve gente que conseguiu. Depois de ter estado ali, posso dizer que era muito difícil de fugir, além das barreiras da prisão, há o mar gelado em volta.  A ilha fica a uma distância razoável do continente, dificil atravessar ali nadando. Tem que ser quase um superhomem. 




Comprei o meu ticket pelo site Alcatraz Cruises, que a empresa autorizada para fazer os passeios na ilha.  Na hora da compra você escolhe o dia e horário do passeio. Os passeios diurnos, independente do horário escolhido, custam o mesmo para adultos : US$ 30,00. Este ingresso dá direto ao transporte ida e volta de barco e ao audio tour dentro da prisão. Há um passeio noturno, que custa US$ 37,00. Não sei se teria coragem de encarar o passeio noturno, deve ser bem assustador andar pelos corredores do presídio à noite.

Foi muito prático para pegar o meu ingresso na bilheteria no Pier 33. Como eu não tinha como imprimi-lo,  salvei em PDF no celular e mostrei pra mocinha da bilheteria. Ela só pediu meu passaporte e tudo certo, eu estava com o meu ingresso em mãos! 






Eu peguei o primeiro horário de visitação, às 8:45 da manhã. Vale a pena, pois a gente pega a ilha ainda vazia. Ao longo do dia são barcos chegando na ilha de meia em meia hora, o que deve deixar tudo meio lotado, fazendo o passeio mais complicado.   
O barco tem 3 andares, eu fui no topo, encarei o ventão gelado para ter uma ótima vista. Mas errei de lado na ida, sentei do lado direto, que não tem vista para a Golden Gate. Na volta acertei, continuei do lado direito, e pude apreciar a minha amada ponte.



A viagem de barco é bem rápida, alguns minutinhos apenas.  Logo que desembarcamos, recebemos as orientações sobre o que pode e o que não pode fazer lá. Não pode fumar, por exemplo. Há também um tótem vendendo mapas da ilha por um dolar. Não vale a pena comprar, pois o mapinha que vem com o ingresso já é suficiente.  

Lá a gente anda um bocado para chegar até a ala da prisão, que é o prédio lá no alto da foto. Para quem tem dificuldades de locomoção, a administração oferece transporte num carrinho. 





Esta foto mostra bem como a prisão fica no alto. Mas não subimos por estas escadas, que estão interditadas, vamos por umas ladeiras. 




Alcatraz funcionou como presídio federal de 1934 até 1963, aprendi na visita que a prisão foi fechada porque ficou muito cara para ser mantida.  Aprendi também que alguns funcionários  da prisão viviam lá com suas famílias. Fiquei pensando nos filhos dos oficiais morando ali ao lado da prisão e longe de tudo. Isso não deviar ser muito bom.






Logo que entramos no prédio onde ficam as celas, recebemos o equipamento para fazer a aúdio tour: Fone de ouvido e um player.  O aúdio está disponível em vários idiomas, inclusive em Português. Eu escolhi Inglês, já que estava matando a primeira aula para ir lá, eu tinha que praticar Inglês de alguma forma. 







Aqui é onde os presos tomavam banho, ganhavam uniformes limpos. Um grande banheiro coletivo. É aqui que recebemos o equipamento para começar a visita guiada e é como se fôssemos transportados para a época em que a prisão estava em atividade.  A narração é bem feita, conta com efeito sonoros, tudo para que o visitante sinta como era o clima do lugar. Fiquei bem impressionada com a perfeição desta aúdio tour. 







Segui certinho a narração, visitei cada canto de acordo com a ordem proposta na narração. Em alguns momentos a narração é bem específica, diz para irmos em uma determinada cela e começa a contar o que aconteceu ali.  A narração de uma tentativa de fuga que deu errado foi bem imersiva, me fez sentir vivenciando a situação, até porque o narrador diz para ir em um determinado corredor e olhar para chão, para vermos as marcas da batalha que aconteceu ali.  Não é definitivamente uma visita alegre.



Interior de uma cela


Pátio onde os presos tinham os momentos de recreação.













Algumas celas ficam abertas e os visitantes podem entrar. Celas normais e as celas da solitária. As duas fotos acima são do corredor da solitária. Os presos ficavam praticamente no escuro aqui. Aflitivo demais.  As celas são bem pequenas, com o essencial: Cama, pia, mesa, cadeira, uma prateleira e vaso santário. 






Alguma celas possuem uma recriação de como eram na época em que os presos ali viviam. Nesta aqui o preso era também um artista. 




Aqui era o local que os presos se 'encontravam' com as visitas. Há um vidro com o buraco que permitia um aperto de mão. Nenhum outro contavo era permitido.




Não tive clima pra tirar uma foto típica de turista aqui.  Assim, tirei esta selfie numa fas portas.  





Este senhor, William Baker, foi um prisiomeiro de Alcatraz e escreveu um livro contando a sua história. Hoje ele estava autografando o seu livro. Me pareceu bem simpático com todos que estavam por ali. 




Ao fundo está a cidade de San Francisco, uma vista previlegiada da cidade. Fiquei bastante tempo admirando a linda paisagem. 

Acho que fiquei umas duas horas na ilha e nem vi o tempo passar.  Além das intalações da prisão, há também uma exposição de arte por ali, que começou em setembro.  Amanhã eu coloco as fotos da exposição aqui.




Nota da blogueira: Post escrito em 14 de outubro, às 22:28, hora de San Francisco. Hora de publicação do post está no fuso brasileiro. 

Comentários

  1. Adorei TUDO! Fiquei louca pra visitar também. Acho que tenho uma aura meio macabra, essas coisas que levam a vida humana ao limite me fascinam. Fiquei triste porque demoliram o Carandiru e eu não fui visitar (rolou uma tentativa na faculdade, mas não deu certo), quem sabe Alcatraz resolve me esperar, rs. Você comprou o livro do ex-prisioneiro? Fiquei curiosa pra conhecer a história dele :-)
    Beijos!!

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  2. fiquei impressionada com as fotos. um lugar que gostaria de conhecer já que o filme me impactou muito.

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  3. Parabéns pelas fotos que vc postou e pela reportagem, em fevereiro estarei visitando A Rocha. Sou um simples historiador de Alcatraz.

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