Ele Descansou




Li há pouco que o leão Ariel morreu. A notícia me deixou aliviada, pois este leão estava sofrendo muito. Tratamento invasivo e sem nenhuma possibilidade real de cura. Quando soube da história do Ariel fiquei muito triste e um tanto revoltada também. Ele tinha 3 anos e era um leão domesticado. Há um ano começou a sofrer com uma doença degenerativa que lhe fez perder os movimentos, primeiro das patas traseiras e , algum tempo depois, das patas dianteiras. Ele estava tetraplégico.  Foi trazido para São Paulo para ser submetido a um tratamento experimental.  E passava seus dias deitado e recebendo medicação. Sofrimento puro. Pobre leão. Não precisava sofrer tanto assim.

Eu não concordo em manter um animal vivo a qualquer custo. Acho que tem-se que avaliar as reais condições de cura e o sofrimento que o tratamento implica. Antes de tudo, há que se pensar se é possível dar uma vida digna a este animal. Com certeza, manter um leão deitado, sem poder sequer se mexer, é quase uma tortura.  Só de pensar na vida  que este leão levou nos últimos meses fico angustiada.  Ele deveria ter sido sacrificado logo que se obteve o diagnóstico da tetraplegia.  Não há cura. Quem cuidava dele devia estar em busca de um milagre que não aconteceu e esta busca pelo milagre só resultou em sofrimento ao leão.  Felizmente agora ele está em paz. Descansando.

Não é fácil decidir-se pela morte de um animal. É a pior decisão que pode existir. Mas tem hora que somente a morte é capaz de aliviar o sofrimento. Eu tive que tomar esta decisão anos atrás. Meu cachorro Ravel (um lindo pastor belga de 8 anos) sofria de displasia, doença que causa paralisia nas pastas traseiras. Chegou um ponto que os remédios não faziam mais efeito. Ele já estava paralisado. Buscamos opiniões de vários veterinários e a resposta era sempre a mesma: não tem cura.  Ele sofria muito, gritava de dor e já estava todo em carne viva por se arrastar. Um sofrimento absurdo.  Não havia como mantê-lo vivo. Aquilo já não era mais vida.  Foi feita a eutanásia.  Sofri muito com a morte dele, mas sei que tomei a decisão certa. Ele descansou. Como o Ariel descansou agora.


Nota da blogueira:  Eu sou a favor da eutanásia para as pessoas também.  Vida de doente terminal não é vida digna. Se não há mais cura, há que se abreviar o sofrimento.



Comentários

  1. Realmente uma vida dessas não é digna. Sorte dos animais que tem direito de serem eutanasiados. Desde que seja feita com critérios corretos, sou a favor também. Faz uns 3 meses que tivemos que eutanasiar minha cachorra, eu não estava lá, mas fiquei muito triste mas também mto aliviada porque ela estava sofrendo muito com uma ferida na perna que não sarava, depois de várias cirurgias a perna inchou tanto que ela não conseguia andar e sentia dores, estava definhando... Assim como foi uma pena não ter tempo de eutanasiar minha gata, que definhou o dia todo e morreu na minha frente (era um domingo a noite, não tínhamos onde levá-la).
    Também acho que pessoas deviam ter esse direito, óbvio que não é uma decisão fácil e envolve um estudo muito sério da situação, mas viver definhando não é viver, nem mesmo sobreviver, já que o que vem pela frente é a morte de qualquer maneira...
    beijos!

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  2. Oi Marion
    Lá me Minas eu tinha uma basset, tadinha quase 15 anos já, cega e com problemas de coluna, ja mal latia e corria pouco, numa das empreitadas dela pela rua foi atropelada, acabou que optamos pela eutanasia mas mesmo assim não foi facil, minha mae so me avisou semanas depois do ocorrido.
    Sou a favor da eutanasia, desde que seja confirmado que mais nada pode ser feito
    Bjo

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  3. Rê, é sempre muito triste ver um bicho sofrer. Se não há mais saída, o melhor mesmo é abreviar o sofrimento. Que triste suas histórias. :(

    Gammelo, que triste. Penso como você, devemos procurar todo o tratamento possível, ao ser constatado que não há o que fazer partir para a eutanásia.

    Beijo

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