Viagem Barulhenta



Se esta campanha fosse de verdade teria todo o meu apoio e eu ainda ia fazer de tudo para trazer o mesmo movimento aqui para a cidade da garoa. Se bem que eu duvido que os funkeiros fossem usar o fone. Porque qualquer celular, por mais vagabundo que seja, vem com fones de ouvido. Os caras não usam simplesmente porque não têm educação ou porque gostam de perturbar os outros. Não vejo outro motivo. Não acredito na generosidade do funkeiro de querer dividir a sua música com os demais passageiros do ônibus. Afinal, uma viagem sem música é tão sem graça, né?  Mas uma música só anima a viagem de alguém se for uma música que a gente goste. Música que a gente não gosta, só faz a viagem virar um inferno. E este inferno tem sido constante para os passageiros de ônibus aqui de São Paulo. Sempre tem algum cidadão curtindo o seu som sem espetar os fones de ouvido no celular. E sempre com o som no último volume. Um tormento que enfrento direto, tanto na ida, como na volta do trabalho. E sofro em silêncio, como os outros passageiros. Ninguém tem coragem de reclamar. Em um mundo cada vez mais selvagem, nunca sabemos a reação do cidadão. Então é melhor ficar quieto e aguentar o tormento até a hora de descer do ônibus.  

Mas ontem o tormento foi além do que eu podia suportar e eu tomei uma medida drástica. Desci do ônibus e peguei outro. Era um grupo de uns três caras e duas meninas. Um deles com o celular tocando funk muito muito muito alto. Tão alto que, mesmo colocando meu fone  com volume alto, o funk abafava o som que saía dos meus fones! Fiquei numa encruzilhada, ou aguentava a música ruim ou corria o risco de ficar surda. Nenhuma das alternativas me agradou. Assim, apertei a campanhia do ônibus e desci. Não estava a fim de continuar no bailão funk. Depois de um dia de trabalho eu merecia uma volta para casa mais agradável. Felizmente dei sorte e o outro ônibus estava só com gente educada, escutando música civilizadamente com seus fones de ouvido. Um alívio.  O jeito é rezar para que as próximas viagens de ônibus sejam menos animadas. Pena que eu sei que são raras as viagens tranquilas nos ônibus paulistanos.



Nota da blogueira: Toda vez que isso acontece eu amaldiçôo quem inventou de colocar auto-falante nos celulares. Mesmo sabendo que o celular é o inocente da história. O problema é quem não sabe usá-lo. 

 

Comentários

  1. eu acho essa campanha agressiva e fazer agressividade é gerar mais agressividade. e, eu particularmente acho os fones de ouvidos complicados. eles geram microfuros no tímpano então eu evito ao máximo usá-los. acho que campanhas de respeito ao próximo seriam bem mais eficientes. beijos, pedrita

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  2. Eu dou sorte, pq quase nunca pego gente ouvindo música alto no ônibus. Quando isso acontece, a Funéria aqui (eu) vou e peço para a pessoa colocar os fones. Sou cara dura! hahaha...
    Bjs,

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  3. Pedrita, eu não achei agressiva. Achei objetiva. Mas isso é tudo piada. A prefeitura está nem aí para o que se passa dentro dos ônibus. O problema é falta de educação. Infelizmente o povo daqui não respeita o próximo. E acho que isso não muda tão cedo.

    Mari, eu não tenho coragem. Já vi tanto barraco no bus por menos que isso. Prefiro ficar na minha ou mesmo descer do bus. Difícil viver em um lugar onde as pessoas não têm educação.

    Beijos

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  4. Oi, Marion, tudo bem? Eu te mandei um e-mail no começo da semana, você recebeu? É sobre o seu post do Rock in Rio. Você pode me passar seu telefone? Meu e-mail é fhspagnolo@gmail.com Valeu!

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